terça-feira, 1 de abril de 2014

ELEIÇÃO: PMDB MINEIRO E O JANTAR COM O VICE-PRESIDENTE MICHEL TEMER

Um jantar nesta terça-feira (1º) em Brasília reuniu os deputados do PMDB na Câmara Federal. A bancada de Minas compareceu desfalcada e dividida. O jantar foi promovido pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), na casa do deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB no Distrito Federal. Temer convidou os 76 parlamentares peemedebistas na Câmara, para discutir os problemas de relacionamento com o governo federal.
Para o presidente do PMDB-MG, deputado Antônio Andrade, a iniciativa do jantar de Temer com a bancada federal pode colocar freio a um movimento para que o partido se torne independente não apenas nas votações, mas no plano eleitoral. “O PMDB faz parte do governo Dilma. Quem não vota nas teses da presidente, não está votando no PMDB”. 
 
Ele disse que os deputados descontentes não têm motivo e nem razão para chorar. “A briga maior não é por espaço no governo, é por causa das eleições”, explica. “A insatisfação é com a composição dentro do estado”. Segundo ele, “não podemos, de forma nenhuma, ficar contra (a Dilma). Isso vale para todos os deputados do PMDB”.
 
Para o dirigente, não existe independência política. “Isso é conversa pra boi dormir. O PMDB preside a Câmara e o Senado. Deputado que quiser ser independente, deve abrir mão de emendas e cargos e passar para a oposição”. Segundo ele, a base do governo conversa, pode melhorar um projeto e até recusá-lo.
 
O deputado Mauro Lopes disse que o vice-presidente Michel Temer vai ouvir alguns clamores de uma minoria que prega a independência do governo Dilma. “O convite veio, mas não tem o cardápio da conversa”. Ele lembra que apenas três parlamentares mineiros (dois deputados federais e um senador) defendem a tese de candidatura própria. “É uma aventura duvidosa. O PMDB não tem candidato que tem voto”, diz, em referência ao pré-candidato a governador, Clésio Andrade. Segundo Lopes, a coligação com o PT mineiro praticamente arquitetada. 
 
Caso o PMDB lance Clésio, “vai prejudicar a eleição proporcional. “Se o PMDB sair sozinho, elegerá 2 ou 3 deputados federais. Em 2010, elegeu 7 para a Câmara e 9 para a Assembleia, em coligação com o PT”. Com candidato próprio, o partido “não vai ter 10% dos votos dos mineiros”. 
 
Para o vice-presidente do PMDB-MG, Saraiva Felipe, o vice Michel Temer vai discutir a situação incômoda com a bancada e a importância da coalizão com o PT. Já o deputado Leonardo Quintão disse que a bancada mineira não tem nem coordenador, de tanto que está sumida, por conta da disputa interna no partido. Ele contou que já assinou o pedido de CPI da Petrobras.
 
O deputado Newton Cardoso criticou o PT e disse que no PMDB o clima é de guerra. “Contra essa aliança, vamos afirmar a independência do governo”.

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