terça-feira, 26 de novembro de 2013

DILMA MUDA O JOGO

Edição247-Roberto Stuckert / Portal da Copa / Divulgação: 
Dias antes do leilão dos aeroportos, colunistas econômicos da imprensa brasileira apostavam na chamada "tempestade perfeita", que poderia causar até o rebaixamento do Brasil por agências de classificação de risco. Nesta terça, no entanto, o colunista Raymundo Costa, um dos principais nomes do Valor Econômico, aponta uma importante reversão de expectativas. Segundo ele, Dilma fechou as brechas contra o rebaixamento do País (leia aqui).
Em sua coluna, Raymundo Costa destaca a importância do que foi dito pela presidente, em entrevista exclusiva ao 247:
A própria Dilma saiu a campo, na última semana. Em entrevista ao site Brasil 247 a presidente assumiu um compromisso público com o equilíbrio fiscal. "A meta fiscal será cumprida não só neste ano, mas também em 2014", disse. Também tratou de explicar sua relação com o empresariado, muito questionada por seu grande eleitor: "No nosso governo, a relação é de cooperação com o empresário", disse, na mesma entrevista, com a ressalva de que "nem o Estado pode querer subordinar o empresário, nem o empresário pode querer subordinar o Estado".
Questionada se era alvo de "fogo amigo", respondeu: "Que nada, é fogo inimigo mesmo". Dilma considerou normal o "chororô" dos empresários. Disse que sempre foi assim, às vésperas dos leilões.
A presidente conversou com o jornal eletrônico às vésperas do leilão para as concessões dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG) - sucesso de bons lances e de crítica -, e na sequências da divulgação de uma pesquisa do Ibope, segundo a qual, se a eleição fosse hoje, a Dilma seria confirmada para mais quatro anos no Palácio do Planalto, no primeiro turno. Ontem, sete grupos se apresentaram para disputar o leilão da BR-163, a "rodovia da safra". Tudo isso ajudou a desanuviar um horizonte carregado.
Mais do que simplesmente prometer austeridade, a presidente Dilma conta com um trunfo importante. Na entrevista ao 247, ela deu ao jornal cópia de um pacto firmado pelos líderes de todos os partidos da base aliada, onde eles se comprometem a não propor nenhum projeto que tenha impacto nas contas públicas, em ano eleitoral. "Comigo não tem essa história de gastança porque é ano eleitoral", disse Dilma. O documento comprova que a bomba fiscal foi desarmada.

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