Sobre a possibilidade de assumir a Fazenda, Meirelles disse que “não comenta nenhum tipo de conversa particular”. Indicou, contudo, o que faria para “assegurar que o Estado brasileiro recupere a confiança”. O ex-presidente do Banco Central não descarta a hipótese de aumentar impostos, o que “talvez seja necessário, mas claramente temporário”.
“Pessoas inteligentes falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas”
terça-feira, 19 de abril de 2016
GOVERNO MICHEL TEMER: MAIS IMPOSTO
A BELA NATAL
Em meio à onda de calor que atinge o país, os destinos mais frios estão entre os preferidos dos brasileiros para o feriado de Tiradentes.
Levantamento da agência de viagens Hotel Urbano, que conta com uma base de 18 milhões de viajantes cadastrados, mostra três cidades de montanha entre as mais procuradas para o feriadão.
Campos de Jordão, em São Paulo, lidera, enquanto Gramado, no Rio Grande do Sul, está na quarta posição. Monte Verde, em Minas, figura como décimo destino mais buscado.
Confira a lista:
Campos do Jordão-SP
Costa Verde (Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba-RJ)
Gramado-RS
Porto Seguro-BA
Região dos Lagos (Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo-RJ)
Litoral Norte de São Paulo (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba-SP)
Rio de Janeiro-RJ
Caldas Novas-GO
Natal-RN
Monte Verde-MG
Costa Verde (Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba-RJ)
Gramado-RS
Porto Seguro-BA
Região dos Lagos (Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo-RJ)
Litoral Norte de São Paulo (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba-SP)
Rio de Janeiro-RJ
Caldas Novas-GO
Natal-RN
Monte Verde-MG
NEM OS PEEMEDEBISTAS TOLERAM MAIS EDUARDO CUNHA
O deputado federal Walter Alves defendeu a renúncia do presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha. O peemedebista disse que a situação do presidente da Câmara é “insustentável” e que ele já perdeu as condições de presidir a Câmara.
WILL NUNES: o que eles queriam Cunha já fez, tirar a Dilma. Agora chegou a vez dele...
WILL NUNES: o que eles queriam Cunha já fez, tirar a Dilma. Agora chegou a vez dele...
DILMA MANTÉM MINISTROS
A presidenta Dilma Rousseff renomeou os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. As nomeações foram publicadas na edição de hoje (19) do Diário Oficial da União. Na semana passada, Dilma exonerou quatro ministros que têm mandato de deputado federal para que pudessem votar o processo de impeachment na sessão de domingo (17) no plenário da Câmara dos Deputados.
Três ministros exonerados eram do PMDB: Mauro Lopes, da Secretaria de Aviação Civil, Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Marcelo Castro. Além deles, o petista Patrus Ananias também foi exonerado a pedido. Apesar de Mauro Lopes ter acertado votar contra o impeachment com os outros ministros peemedebistas, no domingo ele acabou votando a favor do afastamento de Dilma. Dilma também exonerou, a pedido, Gilberto Kassab do cargo de ministro das Cidades e nomeou Inês da Silva Magalhães para substituí-lo interinamente
BH: GUERRA AO MOSQUITO DA DENGUA
A sociedade declarou guerra contra oAedes aegypti por causa do vírus que ele transmite. Agora, surge uma solução no fim do túnel, além da máxima de combater os focos do mosquito. Belo Horizonte vai aderir à pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para inserir, no inseto, uma bactéria que reduz a transmissão da doença. A ideia é que os mosquitos da capital sejam substituídos por insetos “do bem” – não transmissores.
O secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Fabiano Pimenta, disse nesta segunda que está discutindo com a Fiocruz e com a Fundação Bill e Melinda Gates para patrocinar no município essa tecnologia, muito bem-sucedida na Austrália e que está sendo aplicada no Rio de Janeiro. “Estamos em negociações avançadas para que o projeto esteja disponível no próximo período chuvoso, de 2016/2017. Essa é a experiência mais promissora que nós temos em campanhas de saúde pública”.
CRESCE A REJEIÇÃO DE AÉCIO
Mesmo protegido pela a mídia o senador Aécio Neves vê os números negativos só subindo. Sua rejeição não para de crescer.
STF: MANTÉM INDICIAMENTO DO GOVERNADOR DE MINAS
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello decidiu manter o indiciamento do governador Fernando Pimentel (Minas Gerais) pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O ministro negou um habeas corpus da defesa do governador contra decisão da PF, que tinha aval do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Bernjamin, que autorizou a PF a colher depoimento do petista e indiciá-lo, caso já tivesse provas de que ele cometeu crimes.
Como o governador não compareceu ao depoimento, a PF pediu o indiciamento, que é um ato formal em que a autoridade declara que existem indícios suficientes de ocorrência de crime.
MONTES CLAROS: PREFEITO PODE FICAR AFASTADO DO CARGO
O prefeito Ruy Muniz (PSB) pode ficar afastado do cargo em 15 dias, caso, após esse período, sua prisão preventiva não seja revogada ou nenhuma outra deliberação contrária seja aplicada.
Em nota, a Prefeitura de Montes Claros informou que "recebeu, surpresa, mas com serenidade" a decisão sobre a prisão preventiva do prefeito e da secretária de Saúde. A Prefeitura destacou que "tem plena convicção de que a decisão será revertida com a maior brevidade possível, por entender que a Justiça Federal foi induzida a erro ao receber informações que não se harmonizam com a verdade".
A assessoria de Comunicação da prefeitura de Montes Claros afirmou que Ruy Muniz cobrou "profundas mudanças no sistema de saúde (da cidade), contrariando grandes interesses e provocando uma forte e indevida perseguição política contra a sua pessoa e da secretária de Saúde, Ana Paula Nascimento".
TEMER E AÉCIO DOIS REJEITADOS
Possível sucessor de Dilma Rousseff em caso de impeachment, Michel Temer segue com reprovação em alta, segundo pesquisa Ipsos, de 62%; para o presidente da Ipsos no Brasil, Alexandre de Saint-Léon, os resultados mostram que o pemedebista também pode ter problemas de popularidade e, logo, de governabilidade, como Dilma; o golpismo da oposição também deve impactar nos votos de Aécio Neves; desaprovação subiu oito pontos, de 51% para 59%; "O comportamento dele está sendo interpretado como mais oportunista do que o de Marina", diz Saint-Léon; patamar de reprovação é o mesmo dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra.
domingo, 17 de abril de 2016
NORTE DE MINAS: PREFEITO ASSUME O CISRUN
O prefeito da cidade de São Francisco, Francisco Rocha assumiu a presidência do Cisrun (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas). Ocupará o cargo até janeiro de 2017.
AÉCIO DANÇOU MAIS UMA VEZ
Aécio Neves como sempre reapareceu na boa, em especial na imprensa mineira falando que a luta não acabou. Principal nome da oposição depois da eleição que perdeu para Dilma, viu sua popularidade cair ladeira abaixo e a sua credibilidade ruir. Diante disso não tem sido, se quer bem visto no grupo da direita que ele tanto estimulou para colaborar com o atual momento que vive o país.
Ou seja, tanto fez, que ficou de fora e pior. Viu o PMDB ocupar o seu espaço. A sua estratégia não foi das melhores, já que ainda corre o risco de perder com o seu candidato a eleição municipal de BH, com o fim da união com o prefeito Márcio Lacerda.
AS TRAIÇÕES
Apesar de esperadas, na lista das traições que irritaram bastante a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Planalto estão as dos ex-ministros da Aviação Civil Mauro Lopes (PMDB-MG) e dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM).
Mas surpresa mesmo veio com um deputado do Ceará que esteve ainda na tarde deste domingo, 17, no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff e que, depois que saiu de lá, a convite do governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi ao plenário da Câmara e votou a favor do impeachment. "Ué, esse cara não passou a tarde toda aqui com a gente e foi lá e votou contra?", queixou-se, "perplexa", Dilma. Em relação a Alfredo Nascimento, afastado por Dilma na "faxina" que ela fez no início do seu primeiro mandato, todos entenderam que houve uma "clara vingança".
Dilma está na Sala dos Estados do Alvorada, ao lado da biblioteca, assistindo pela TV à sessão da Câmara dos Deputados. Neste momento, está acompanhada dos ministros Jaques Wagner, da chefia de Gabinete da Presidência, que estava conferindo o voto dos baianos; de Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo; Kátia Abreu, da Agricultura;, Aldo Rebelo, da Defesa;, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União; e Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação. Kátia, Aldo e Edinho chegaram há pouco.
"Traição" e "decepção" são as palavras de ordem no Alvorada. Na contabilidade do governo, os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Toninho Wandscheer (PROS-PR), por exemplo, votariam a favor do Planalto, mas acabaram votando contra. Momento de suspense na sala do Alvorada foi na hora de aguardar o voto do deputado Waldir Maranhão, do PP, que tinha primeiro se mostrado a favor do impeachment e, desde sexta-feira, 15, estava sendo comemorado como uma vitória importante para o governo.
Mudanças de votos do PSD também foram reclamadas, como de Marcos Reategui (AP), além de outras do PDT. Apesar de ter sido divulgada, por volta das 21 horas, uma foto do vice-presidente Michel Temer sorrindo enquanto assistia à derrocada de sua companheira de chapa, uma hora depois, os ministros ainda não haviam mostrado para Dilma a imagem. Com o quadro negativo e os votos "sim" andando a galope, todos evitavam apresentar a foto para a presidente.
Apesar de o número inicial de votos contra o impeachment ser de 140, o governo já admitia que não chegaria nem perto deste placar, tamanho o número de traições, seja em votos, seja em ausências que acabaram se tornando presenças. Eram esperadas pelo menos 20 ausências, e, no fim, foram apenas duas.
Dilma, que a princípio pretendia dar uma declaração ao fim da votação, desistiu de fazê-lo e estudava soltar uma nota. Mas, depois de algumas avaliações, estava preferindo deixar que o ministro José Eduardo Cardozo fizesse o papel de porta-voz. O governo estava decidindo se ele já anunciaria, na coletiva que está prevista para ocorrer no Planalto, a entrada de uma nova ação do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o mérito do impeachment.
ALGUÉM VAI USAR A FOTO DE CUNHA NAS ELEIÇÕES
Vamos ver como vai ficar a euforia dos deputados que votaram com Eduardo Cunha para cassar Dilma nas eleições de outubro.
Será que aqueles que serão candidatos a prefeito vão usar a foto do presidente da Câmara nas eleições? E se ele for preso até lá, como a população vai reagir, diante dos candidatos que hoje estão abraçados com Cunha?
O futuro dirá....
VOTOS PODEM SUMIR
Ninguém imagine que Michel Temer terá vida fácil. Os votos dos deputados na Câmara durante o andamento do processo de impeachment não serão os votos que ele terá caso venha assumir a presidência, para aprovar projetos importantes para melhorar o cenário econômico.
Primeiro é bom lembrar que muitos desses votos dados foram de olho em cargos. Sem cargos os votos somem da mesma maneira como apareceram.
O QUE VAMOS COMEMORAR
Fico imaginando o que algumas pessoas estão comemorando? Até agora não consigo entender, como tem gente que torce pelo o quanto pior melhor.
A nossa jovem democracia novamente foi atingida, a constituição rasgada e o nosso futuro? Bem, agora vai depender de um grupo político que boa parte está envolvida até o pescoço com a corrupção.
Agora sem Dilma, nem Lula e o PT no poder, e o país nas mãos de homens como Eduardo Cunha, com apoio de uma parcela importante da população alguém pode acreditar que o país se transforme numa ilha de honestidade e mudanças importantes da noite para o dia?
DEPUTADO SOLTA O VERBO CONTRA EDUARDO CUNHA
Um dos mais renomados escritores católicos da América Latina, Leonardo Boff elogiou o discurso proferido pelo deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE), crítico ferrenho do impeachment da presidente Dilma; "É difícil não se fascinar com a retórica nordestina de Sílvio Costa do PTdoB. Falou com o coração na mão e a verdade na boca contra o golpe", cravou o escritor no Twitter; Costa afirmou, por exemplo, que a renúncia da presidente Dilma seria um "seguro cadeia" para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); posteriormente ao elogio, o parlamentar do PTdoB disse que "95% desta oposição não têm moral e não têm ética para agredir a presidente Dilma"
Pernambuco 247 - Um dos mais renomados escritores católicos da América Latina, Leonardo Boff, que também é teólogo, professor acadêmico e expoente da Teologia da Libertação no Brasil, elogiou o discurso proferido pelo deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE), um dos críticos mais ferrenhos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
"É difícil não se fascinar com a retórica nordestina de Sílvio Costa do PTdoB. Falou com o coração na mão e a verdade na boca contra o golpe", disse o escritor pelo Twitter, nesse sábado (16). Boff foi membro da Ordem dos Frades Menores (franciscanos) e atualmente é professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Neste domingo (17), Silvio Costa criticou duramente a oposição ao governo Dilma. "Que país é este? 95% desta oposição não têm moral e não têm ética para agredir a presidente Dilma", disse, lembrando que há denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) relacionadas a Furnas.
O parlamentar já havia batido duro no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em discurso proferido nesse sábado (16). Na avaliação de Silvio Costa, a renúncia da presidente Dilma seria um "seguro cadeia" para o peemedebista. Costa sugeriu que o impeachment é uma de blindar políticos contra as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
"Depois que descobriram contas dele [Eduardo Cunha] na Suíça, eu parei de bater no deputado Eduardo Cunha. Parei porque ninguém chuta cachorro morto, mas hoje vou ter que bater porque o cachorro continua latindo", disparou Sílvio Costa, que disse ter "nojo" do vice-presidente da República, Michel Temer.
TEMER COMEMORA O INÍCIO DA QUEDA DA DILMA

Michel comemora com os amigos o impeachment da Dilma. Entre o ex-ministro do governo Dilma, Henrique Alves e o senador Romero Jucá.
DEPUTADO CHAMA CUNHA DE GANGSTER
Terceira maior bancada da Câmara, com 46 deputados, o estado do Rio de Janeiro ficou dividido, mas com vantagem de votos favoráveis à admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ao todos, 34 votaram pelo afastamento da presidente e 11 contra.
Em licença-maternidade, a deputada Clarissa Garotinho (PR) foi a única ausência entre os fluminenses. No fim da votação do estado, o placar marcava 252 votos a favor, 81 contra, quatro abstenções e duas ausências. A declaração de votos dos deputados do Rio de Janeiro foi marcada por críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Eduardo Cunha você é um gangster. O que dá sustentação ao senhor nessa cadeira cheira a enxofre”, disse o deputado Clauber Braga (PSOL).
O IMPEACHMENT DA DILMA

Com o sinal verde dado neste domingo (17) pela Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o futuro do mandato presidencial está agora nas mãos dos 81 senadores. Nesta segunda-feira (18), o processo será enviado ao Senado e no dia seguinte (19) lido no plenário da Casa. Ainda na terça-feira, os líderes partidários deverão indicar os 42 parlamentares que vão compor a comissão que analisará o assunto no Senado, com 21 titulares e 21 suplentes. A comissão tem prazo de 48 horas para eleger o presidente e o relator. Por causa do feriado de 21 de abril, nesta quinta-feira, isso deverá ocorrer somente na segunda-feira (25).
Os integrantes da comissão especial serão definidos conforme a proporcionalidade dos partidos ou dos blocos partidários. A partir daí, o colegiado terá dez dias para apresentar um relatório pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O que ainda não está claro é se são dias corridos ou dias úteis. O parecer será votado na comissão e independentemente do resultado também será apreciado pelo plenário do Senado. Em ambos os casos, a votação será por maioria simples
DEMOCRACIA FRÁGIL
Jornal GGN - No artigo à seguir o colunista da Folha, Janio de Freitas, pondera que a sociedade brasileira não está preparada para a democracia relembrando que, pela história, vivemos a décima situação de golpe. Para provar sua análise destaca que o planejamento do processo de destituição do mandato da presidente Dilma Rousseff "é no mínimo indecente", conduzido "como chantagem e vingança".
E ironiza: "É tão legítima a operação do pretendido impeachment que têm sido de madrugada as reuniões em que o presidente da Câmara, na sua casa, articula tanto para derrubar a presidente como para salvá-lo no Conselho de Ética".
Por Janio de Freitas
Chegamos a mais uma encruzilhada. Vem de longe a motivação mais profunda que aí nos põe: democracia não é para qualquer um, e o Brasil não tem aptidão para vivê-la. É historicamente inapto, como provam suas poucas e vãs tentativas.
A democracia exige certo refinamento. Sua difícil construção exige, para os passos iniciais que jamais completamos, algum desenvolvimento mental da minoritária camada da sociedade que detém os instrumentos de direção do todo; e, para levá-lo a resultados razoáveis, alguma qualidade moral, a que podemos até chamar de caráter, dessa camada.
A ridícula industrialização do Brasil só se iniciou de fato mais de 450 anos depois da chegada dos mal denominados colonizadores. Assim espelha bem a combinação de avareza e preguiça, mental e física, da classe que sempre preferiu, e prefere ainda, amontoar patrimônio a ter de trabalhar no possível investimento em produção, em crescimento, em inovação.
Daí os monstros de concreto que são nossas cidades, destino imobiliário dos resultados com a fácil exploração de mão de obra na lerdeza da agricultura e da pecuária, na mineração, no açúcar e no café. Depois, o máximo da modernidade, nas ações de uma Bolsa cujo número insignificante de empresas figurantes atesta a outra insignificância, a do próprio empresariado brasileiro.
SUCESSÃO DE BH: PREFEITO PRECISA LANÇAR SEU CANDIDATO
Marcio Lacerda está sendo aconselhado por seus assessores de marketing a lançar Paulo Brant o mais cedo possível. Acham que o virtual candidato a prefeito do PSB precisa de tempo para se tornar mais conhecido em Belo Horizonte.
OPOSIÇÃO CANTA VITÓRIA
A oposição canta vitória a favor do impeachment. Já teria chegado a 360 votos número suficiente para dá continuidade o processo de cassação da presidente Dilma. A euforia é grande entre os parlamentares oposicionistas.
WILL NUNES: QUANDO A MÁSCARA CAIR
Os radicais que são contra PT,Dilma e Lula , são os mesmos que escondem os corruptos que querem o poder. O povo ainda não percebeu, mas na hora que despertar....Aí, eu quero ver se a grande mídia ainda conseguirá esconder as mazelas, que não é apenas obra de um só partido, mas de uma parcela significativa da elite nacional.
No primeiro momento a mídia recuará as críticas a lava jato, defenderá o novo governo, levará notícias positivas, criará um clima, vamos dizer assim, agradável.
Falta combinar com o povo, quando a máscara cair, e a população perceber que foi usada como instrumento para o golpe. Será que a classe política acredita que estará protegida da revolta popular, puro em engano.
O que agora era passivo, calmo, paz e amor. Deverá se transformar numa praça de guerra. Rodovias paralisadas, greves, revoltas,insatisfação e temor.
O país pode virar de cabeça para baixo, sem controle e ordem social.
COM A OMISSÃO DA MÍDIA BRASILEIRA, A IMPRENSA MUNDIAL DESTACA O GOLPE
É isso o que estará em jogo neste domingo, quando uma Câmara dos Deputados, dominada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), julgará o afastamento da presidente Dilma Rousseff; apenas na mais recente denúncia, Cunha foi acusado de receber R$ 52 milhões em propinas de uma empreiteira – ao que tudo indica, para si e sua bancada; é esse parlamento, liderado por um dos políticos mais corruptos da história do País, que poderá afastar uma presidente honesta, que teve 54 milhões de votos; golpe brasileiro já virou motivo de espanto em publicações internacionais, como New York Times, El Pais, Independent, Guardian e Washington Post, e também foi condenado pela OEA; se passar, será a vitória do crime.
WILL NUNES: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA
Quem lê os grandes jornais hoje tem a clara impressão que impeachment da Dilma está sendo comandado por um grupo de parlamentares totalmente comprometidos com o país. E um presidente da Câmara honesto e isento.
Estamos prestes a assistir um dos piores momentos da nossa história. Graças ao senhor Aécio Neves (caiu em desgraça diante dos seus próprios eleitores), que com o apoio da grande mídia e setores da elite nacional conduziram o país para este triste momento.
A Dilma também tem sua culpa. Quando não fez o seu dever de casa e fechou os olhos para o que poderia acontecer, apesar de há todo momento ter sido alertada pelo o ex-presidente Lula. A arrogância comum de quem detém o poder e a falta de humildade também colaboraram para esse triste episódio.
Independente do que vier ocorrer e, tudo caminha para o impeachment a não ser que ocorra um fato extraordinário. O Brasil caminhará para uma divisão e uma explosão social. Ou alguém acha que é só Temer sentar na cadeira e tudo acabar?
Muita lenha vai queimar na fogueira. E sabe quem vai pagar o pato mais uma vez, adivinha? Acertou, o povo. Quero vê quando os dias se passarem e a expectativa positiva cair por terra. E as nuvens negras da decepção tomarem conta.
Aí, sim teremos milhões nas ruas pedindo a saída de Temer, quero ver quem vai segurar esse povo, deputados, senadores,empresários,banqueiros,imprensa,judiciário,forças armadas, etc?....Muita gente vai gritar: "eu era feliz e não sabia".
sábado, 16 de abril de 2016
EX-PROMOTOR DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL QUESTIONA TRATAMENTO DADO A CUNHA
Da BBC:
“Para mim, no Brasil hoje é fascinante que o presidente da Câmara dos Deputados (do Brasil) esteja altamente envolvido em corrupção e ninguém fale disso”, diz à BBC Brasil Luis Moreno Ocampo, ex-promotor do Tribunal Penal Internacional, em referência ao fato de as acusações contra Eduardo Cunha terem saído dos holofotes em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O presidente da Câmara, que é réu da operação Lava Jato, nega as acusações de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
“Ele (Cunha) está lá, sem problemas. O que é isso? Para mim é importante que seja discutido como lidar com as questões que realmente importam para o Brasil. Não é sobre um partido contra o outro, mas sobre achar uma forma de reduzir a corrupção, pois essa é a forma de tornar o Brasil melhor”, prosseguiu Ocampo.
“É importante encontrar opções políticas em todos os partidos que sejam limpas. O que precisamos nos nossos países (latinos) é a coalizão de diferentes partidos para fazer com que todos respeitem os limites.”
Ocampo, advogado argentino que trabalhou como promotor do Tribunal Penal Internacional da ONU entre 2003 e 2012, é um renomado especialista em direitos humanos, governança e corrupção.
MUDANÇA NOS VOTOS FAVORÁVEIS A DILMA DEIXAM CUNHA PREOCUPADO
Depois de transformar o País em vexame internacional, com seu impeachment sem crime de responsabilidade marcado para um domingo, numa votação que traz à própria segurança pública, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ontem foi aciusado de receber mais uma propina, desta vez de R$ 52 milhões, estaria cogitando adiar a votação, por falta de votos a favor do golpe; "Chegou a um gabinete governista na manhã deste sábado a informação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), face às notícias de que o Palácio do Planalto teria conseguido virar votos contra o impeachment, desaceleraria o ritmo das sessões de maneira a que a votação não venha a ocorrer no domingo", informa o jornal Valor Econômico; Michel Temer, que passaria o fim de semana em São Paulo, desembarcou às pressas em Brasília para tentar conter a debandada.
247 – Depois de transformar o País em vexame internacional, com seu impeachment sem crime de responsabilidade marcado para um domingo, numa votação que traz à própria segurança pública, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ontem foi aciusado de receber mais uma propina, desta vez de R$ 52 milhões, estaria cogitando adiar a votação, por falta de votos a favor do golpe.
"Chegou a um gabinete governista na manhã deste sábado a informação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), face às notícias de que o Palácio do Planalto teria conseguido virar votos contra o impeachment, desaceleraria o ritmo das sessões de maneira a que a votação não venha a ocorrer no domingo", informa o jornal Valor Econômico (leia aqui a íntegra).
Michel Temer, que passaria o fim de semana em São Paulo, desembarcou às pressas em Brasília para tentar conter a debandada (leia aqui). No entanto, ele vem tendo dificuldades para segurar os votos a favor do golpe. Depois de uma hora, o deputado Givaldo Carimbão saiu do Jaburu prometendo defender a democracia (leia aqui).
DEPUTADOS LICENCIADOS DE OLHO NO VOTO
Segundo levantamento da mesa da Câmara, 26 parlamentares de nove Estados retomam seus mandatos, ainda que temporariamente, para votar amanhã na sessão do impeachment. As trocas levam para a Câmara 17 parlamentares favoráveis ao impeachment e nove contrários.
Dos 26, quatro pertencem ao PT, seis ao PMDB, quatro ao PSD, três ao PSDB e dois ao PSB. Os demais são do PPS, PTB, DEM, PR, PSC e PV. No caso dos 17 que entram a favor do impeachment, saem 12 que declararam voto a favor, um contra e quatro indefinidos ou que não declararam voto. No caso dos nove que entram contra o impeachment, saem quatro que declararam voto contra, dois a favor e três que estão indefinidos ou que não declararam voto.
ATRÁS DOS 30
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal que não anulou o parecer de Jovair Arantes, como queria o governo, os aliados do vice Michel Temer ganharam mais argumentos para reunir votos pró-impeachment. Mas o governo continuou em campo para tentar reverter a posição de cerca de 30 deputados federais.
Hoje, o grupo de Temer diz ter entre 360 e 370 votos a favor do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Mas assegurados mesmo seriam 360, uma margem apertada, já que são necessários 342 deputados
DEPUTADO QUESTIONA VOTO DE CUNHA
A votação está marcada para domingo (17). O ministro Celso de Mello será o relator do caso.
Na ação, o deputado argumenta que a decisão de Cunha de participação da votação fere o regimento da Câmara, que prevê o voto do presidente apenas em casos de apurações secretas ou para desempatar votações abertas -possibilidade inexistente no caso do impeachment, já que são necessários pelo menos 342 dos 513 votos para que o Senado seja autorizado a abrir o processo contra a president
IMPEACHMENT NO DOMINGO
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), garantiu há pouco que a votação da admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocorrerá neste domingo (17). Em decorrência do ritmo lento do transcorrer da fase de debates da proposta, alguns deputados manifestaram preocupação que não fosse possível votar o impeachment no domingo.
Pouco depois da meia noite, após iniciar a quarta sessão deliberativa da fase de discussão do impeachment, Cunha afirmou que, se necessário, encerrará a fase de discursos dos deputados para que a votação seja iniciada na tarde amanhã
CONCURSOS PÚBLICOS: SUSPENSOS
A exemplo do que fez em 2016, o governo pretende manter suspensos os concursos públicos no ano que vem. “De fato, não há previsão de novas seleções. Não estamos autorizando a contratação de servidores. A regra é essa. Não vamos contratar”, afirmou o ministro do Planejamento, Valdir Simão, durante a apresentação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, encaminhada ontem ao Congresso Nacional.
O Planejamento suspendeu os concursos em setembro de 2015; desde então, vem autorizando apenas certames determinados por decisão judicial. De acordo com o ministro, a admissão de novos servidores será permitida somente nos casos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) — responsável pelas polícias Civil e Militar e o corpo de bombeiros do DF —; da Defensoria Pública da União (DPU); de substituição de terceirizados; de militares e de concursos em andamento. Ao lado do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, Simão informou ainda que “estão proibidos ajustes nos benefícios do funcionalismo que tem remuneração acima da média paga pela União”.
ESPERANÇA PARA OS TETRAPLÉGICOS
O novo sistema, batizado de Neurolife, foi descrito em um artigo publicado na revista científica Nature. O equipamento foi desenvolvido por médicos e neurocientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. O paciente tetraplégico é Ian Burkhart, um americano de 24 anos que perdeu os movimentos das pernas e braços depois de um acidente de mergulho que causou danos na parte superior de sua coluna vertebral.
A paralisia envolve a ruptura das vias pelas quais passam os sinais enviados entre o cérebro e os músculos. De acordo com o artigo, com o novo sistema – um “atalho neural” que reconectou o cérebro diretamente aos músculos do paciente -, Burkhart conseguiu restabelecer diversos movimentos e executar tarefas como utilizar um cartão de crédito, atender um telefone e tocar uma guitarra de videogame.
CRESCE O NÚMERO DE SERVIDORES MUNICIPAIS
O número de servidores municipais, em todo o país, aumentou 37,4% em uma década. Em 2005, as prefeituras empregavam 4,7 milhões de pessoas, número que saltou para 6,5 milhões no ano passado.
Com isso, cresceu de 2,6% para 3,2% a proporção dos brasileiros que trabalha direta ou indiretamente para as administrações municipais. Os dados são da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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