Segundo contam de Brasília, o ministro Garibaldi Filho (PMDB) deve encaminhar ao Palácio do Planalto, até a próxima terça-feira (18), carta colocando à disposição seu cargo na Previdência Social. Ele segue sugestão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para que a presidente Dilma Rousseff (PT) faça as nomeações que achar necessárias.
“Pessoas inteligentes falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas”
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
MUDANÇAS NO FACE
Segundo o diretor, as mudanças são uma resposta à “crítica” que as condições das empresas de tecnologia são muito longas e complexas, além de atualizar o texto com os novos lançamentos da rede social. “Houve mudanças, lançamos novos aplicativos da família Facebook, temos novas companhias e novos serviços, como os baseados em localização que estão cada vez mais populares. Portanto, queremos garantir que nossa política está atualizada”, acrescentou.
As condições foram feitas de um jeito “bem mastigado”, para que os usuários tenham facilidade para entender que a informação pessoal é armazenada e o objetivo disso. A mudança também inclui referências aos dados solicitados sobre a localização e as transações. “Quando temos informação sobre a localização, utilizamos isso para personalizar nossos serviços à sua medida, para poder te ajudar. Quando você está em um determinado lugar, ajudamos a encontrar eventos e ofertas em sua região ou avisamos seus amigos que você está perto deles”, disse sobre a nova política.
Por enquanto, o serviço que oferece informação de contatos ou negócios nas proximidades só está disponível nos Estados Unidos, disse Allan. “Esta mudança é para garantir que nossas condições estão preparadas para o desenvolvimento de serviços de localização. Achamos que eles vão se tornar, cada vez mais, uma parte importante da experiência das redes sociais”, ressaltou. A nova política de privacidade também esclarece que se os serviços do Facebook forem utilizados para compras ou transações, a empresa de Mark Zuckerberg poderá armazenar informações como o número ou outros dados contidos no cartão de crédito e da conta, assim como detalhes de fatura, envio ou dados de contato.
CATÓLICOS PERDEM ESPAÇO NA AMÁERICA LATINA
As variações nas últimas quatro décadas foram muito mais repentinas que nas seis décadas anteriores. Em 1910, o catolicismo era a religião de 94% dos latino-americanos, apenas dois pontos a mais que em 1970, segundo os dados citados pelo Pew. Apenas 1% da população era protestante, três pontos a menos que 60 anos mais tarde. Os cálculos históricos citados no comunicado vêm do World Religion Database, uma base de dados elaborada por vários institutos independentes, e dos censos do Brasil e México
HENRIQUE ALVES DE OLHO NO MINISTÉRIO
Henrique Alves (PMDB-RN) deu sinais à cúpula de seu partido que tem, sim, a intenção de negociar espaço para si no ministério de Dilma a princípio na vaga do primo Garibaldi Alves Filho (Previdência).
ELEIÇÃO NA CÂMARA FEDERAL: DEM PODE ACOMPANHAR EDUARDO CUNHA
Mas a mesa com meia dúzia de líderes da legenda tinha a concordância da maioria, mas não um consenso. Por isso, ficou combinado que o melhor é aguardar os desdobramentos da disputa antes de bater o martelo.
PRB JÁ SE ARTICULA VISANDO A ELEIÇÃO DE 2016
Terminado o processo eleitoral desse ano alguém me disse: “Agora é hora de descansar”. Então, não é bem assim. Desde o fim do segundo turno não paramos um minuto sequer. E tendo em vista os desafios que teremos pela frente, esse descanso não virá tão cedo.
Tenho acompanhado pela internet que boa parte dos nossos candidatos, eleitos ou não, estão voltando às bases para agradecer os votos. É assim mesmo que tem que ser. O trabalho político não termina na eleição. Para quem quer construir uma carreira política, é aí que tudo começa.
Enquanto partido, estamos discutindo nossa atuação tanto nos estados como em Brasília. A posse da nova composição na Câmara dos Deputados será só em fevereiro, mas os bastidores já estão pegando fogo. A possível formação de blocos e a composição das comissões já estão na pauta.
A propósito disso, devemos começar desde já a formar os grupos que disputarão as eleições municipais de 2016. A lei eleitoral prevê que é necessário estar filiado ao partido pelo menos um ano antes da disputa, ou seja, em setembro de 2015. Portanto, temos apenas 10 meses de trabalho.
MINS GERAIS: RACHA ENTRE GOVERNSITAS E OPOSIÇÃO NA ASSEMBLEIA
A proposta de aumentar o salário em 4,6% para o funcionalismo público provoca um racha entre governistas e oposicionistas ao governo de Alberto Pinto Coelho (PP); se for aprovada, a medida causará um impacto anual de R$ 706 milhões, o que eleva os gastos do governador Fernando Pimentel (PT); essa proposta somada a outros projetos geram um custo em torno de R$ 1 bi; a base aliada afirma que, se as pautas da Assembleia não forem aprovadas, não votará este ano o orçamento de 2015 e, como consequência, o governo teria de executar o orçamento de 2014 na parte de custeio, o que impediria a realização de investimento
MINAS GERAIS: PIMENTEL DEVE ANUNCIAR PARTE DO SEU SECRETARIADO NA PRÓXIMA SEMANA
O governador eleito Fernando Pimentel (PT) retorna a Minas no fim de semana, quando deverá se reunir com aliados para discutir a formação de sua equipe de governo; o petista está em viagem no exterior descansando; a expectativa é de que parte do futuro secretariado seja anunciada no início da próxima semana; entre as mudanças estão o desmembramento da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) em duas pastas: secretarias de Planejamento e de Administração e Recursos Humanos; outa possível medida é a criação Secretaria de Estado de Direitos Humanos
PRB CRESCE E FORMA A 10º BANCADA NACIONAL
Valendo-se de uma estratégia focada na classe C, o PRB se tornou o partido que mais ganhou musculatura desde a eleição de 2010 - cresceu 262,5% e virou a 10ª bancada nacional e 3ª paulista.
Na disputa de outubro, chegou a oito deputados – perdeu apenas para o PSDB e PT - e elegeu o mais votado do país, Celso Russomanno.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
O SENADOR MARCELO CRIVELA PODE VOLTAR PARA O MINISTÉRIO DA PESCA
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) são cotados para voltar para o Ministério. Ambos, segundo assessores, têm a aprovação da presidente Dilma. Aguinaldo dirigiu Cidades e Crivella, a Pesca.
PMDB: FORA OS SEM VOTOS
Os parlamentares do PMDB se uniram aos do PT e querem excluir do Ministério da presidente Dilma os políticos sem voto. Essa posição já foi levada ao vice Michel Temer. “Os sem-voto não acrescentam nada”, disse um dirigente do partido. Os líderes querem fortalecer os que têm apoio no Congresso. São expectativa de poder e têm aval dos governadores e do partido nos estados.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
MINAS GERAIS: DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS
PT (10)
Paulo Guedes 164.831
Elismar Prado 86.515
Marília Campos 78.808
Durval Ângelo 76.674
Rogério Correia 72.413
Ulysses Gomes 69.029
Dr. Jean Freire 52.315
Paulo Lamac 50.594
André Quintão 47.334
Cristiano Silveira 46.730
PMDB (10)
João Magalhães 79.375
Sávio Souza Cruz 58.665
Adalclever Lopes 58.180
Celise Laviola 57.476
Ivair Nogueira 53.708
Tadeuzinho 47.535
Iran Barbosa 46.312
Pastor Vanderlei Miranda 45.774
Cabo Júlio 44.367
Leonídio Bouças 43.301
PSDB (9)
Dalmo Ribeiro 93.828
Antônio Carlos Arantes 90.939
Bonifácio Mourão 58.401
João Vítor Xavier 81.156
Gustavo Valadares 67.023
Luiz Humberto Carneiro 65.301
João Leite 63.623
Tito Torres 58.670
Lafayette Andrada 58.088
PSD (4)
Dr. Wilson Batista 97.256
Cássio Soares 90.609
Duarte 75.666
Fábio Cherem 65.778
PDT (4)
Sargento Rodrigues 98.841
Alencar da Silveira Jr. 79.389
Nozinho 55.590
Carlos Pimenta 47.873
PV (4)
Tiago Ulisses 90.589
Dr. Hely 80.030
Agostinho Patrus Filho 74.232
Inácio Franco 58.620
PTB (4)
Bráulio Braz 93.686
Arlen Santiago 92.508
Dilzon Melo 78.309
Missionário Márcio Santiago 76.551
PR (3)
Léo Portela 54.602
Arnaldo 44.154
Deiró Marra 44.138
PSB (3)
Leandro Genaro 127.868
Wander Borges 67.076
Lerin 36.916
PCdoB (3)
Mário Henrique Caixa 130.593
Ricardo Faria 44.758
Celinho 36.344
PTN (3)
Arlete Magalhães 56.772
Roberto Andrade 54.925
Glaycon Franco 52.525
PTdoB (3)
Bosco 72.535
Emidinho Madeira 66.018
Fábio Avelar 40.909
PPS (3)
Antonio Jorge 93.034
Thiago Cota 65.745
Fabiano Tolentino 62.776
PP (3)
Gil Pereira 104.130
Neilando Pimenta 86.252
Felipe Attiê 64.597
PRB (2)
Gilberto Abramo 70.653
Carlos Henrique 65.769
PSC (2)
Douglas Melo da Musirama 55.585
Noraldino Junior 51.871
DEM (2)
Ione Pinheiro 81.956
Gustavo Corrêa 60.384
PROS (1)
Rosângela Reis 58.725
PEN (1)
Fred Costa 70.823
PHS (1)
Dirceu Ribeiro 25.394
PMN (1)
Isauro Calais 51.569
PTC (1)
Anselmo José Domingos 42.863
MINAS GERAIS: PT E PMDB TEM AS MAIORES BANCADAS DA ASSEMBLEIA
Não é a maior bancada eleita pelo PT na Assembleia Legislativa. Mas como nunca tantos partidos estiveram representados em plenário, o PT, com dez deputados - cinco a menos do que elegeu em 2002 e um a menos do que em 2010 - terá, ao lado do PMDB, a maior bancada. Ambos irão se revezar na presidência da Casa.
O PSDB tem nove deputados. Tucanos perderam quatro cadeiras em relação às eleições de 2010. O PMDB, tinha oito, ganhou uma. Quatro elegeram quatro deputados cada: PV, PDT, PTB e PSD.
Enquanto o PV perdeu duas cadeiras e o PDT uma em relação ao último pleito, o PTB manteve-se do mesmo tamanho. O PSD se desidratou. Criado em 2012, logo arrebanhou uma bancada de seis. Dois deles não voltarão.
Com chapas bem construídas, o PR e o PTdoB, que elegeram um deputado em 2010, ganharam mais duas cadeiras. O PTN, que não tinha nenhuma representação na Casa, elegeu três deputados estaduais. O PCdoB passou de duas para três cadeiras. Mantiveram-se do mesmo tamanho o PPS com 3, o PSB com 3 e o DEM com 2.
Elegeram ainda deputados o PP (3), o PSC (2), e, com um cada, o PMN, o PHS, o PRB, o PTC, o PEN e o PROS.
O índice de renovação da Assembleia nestas eleições é de 33,77%. Serão 26 novos parlamentares. Em 2010, quando foram eleitos 28 novos parlamentares, o índice de renovação foi de 36,36%. Esse índice ficou abaixo dos 40,1%, registrados em 2006, e dos 46,75%, de 2002.
Em 2014, 64 deputados disputaram a reeleição, e deste total, 51 conquistaram mais um mandato. Assim, o índice de reeleição dos atuais parlamentares foi de 79,69%.
O PSDB tem nove deputados. Tucanos perderam quatro cadeiras em relação às eleições de 2010. O PMDB, tinha oito, ganhou uma. Quatro elegeram quatro deputados cada: PV, PDT, PTB e PSD.
Enquanto o PV perdeu duas cadeiras e o PDT uma em relação ao último pleito, o PTB manteve-se do mesmo tamanho. O PSD se desidratou. Criado em 2012, logo arrebanhou uma bancada de seis. Dois deles não voltarão.
Com chapas bem construídas, o PR e o PTdoB, que elegeram um deputado em 2010, ganharam mais duas cadeiras. O PTN, que não tinha nenhuma representação na Casa, elegeu três deputados estaduais. O PCdoB passou de duas para três cadeiras. Mantiveram-se do mesmo tamanho o PPS com 3, o PSB com 3 e o DEM com 2.
Elegeram ainda deputados o PP (3), o PSC (2), e, com um cada, o PMN, o PHS, o PRB, o PTC, o PEN e o PROS.
O índice de renovação da Assembleia nestas eleições é de 33,77%. Serão 26 novos parlamentares. Em 2010, quando foram eleitos 28 novos parlamentares, o índice de renovação foi de 36,36%. Esse índice ficou abaixo dos 40,1%, registrados em 2006, e dos 46,75%, de 2002.
Em 2014, 64 deputados disputaram a reeleição, e deste total, 51 conquistaram mais um mandato. Assim, o índice de reeleição dos atuais parlamentares foi de 79,69%.
PEQUENOS PARTIDOS GANHAM ESPAÇO NO CONGRESSO
Fechadas as urnas, a Câmara dos Deputados apresenta o maior número de partidos representados em sua história. Passará das atuais 22 legendas para 28.
Essa fragmentação partidária, também verificada na Assembleia de Minas, é resultado da expertise adquirida pelas pequenas legendas para tomar chapas proporcionais "eficientes". A relação com o Executivo torna-se mais complexa, uma vez que as negociações com as bancadas apresentará mais nuances, reivindicações e pautas.
O PT sai com a maior bancada, com 70 parlamentares, embora 18 a menos do que possui atualmente. Em segundo lugar vem o PMDB, com pelo menos 66 eleitos. Hoje a legenda também ocupa a segunda posição, com 71 deputados. O PSDB, que hoje é a quarta maior bancada e tem 44 cadeiras, crescerá para 54 deputados e será a terceira maior sigla, seguida pelo PSD, partido criado em 2012 que perde agora oito deputados, caindo dos atuais 45 para 37.
Todos os esses resultados são provisórios e só serão confirmados após a finalização do julgamento dos pedidos de impugnação de candidaturas. Atualmente, tramitam cerca de 800 processos, entre eles o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que teve a candidatura barrada pela justiça eleitoral paulista. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, todos esses processos serão decididos até o fim do mês, antes da diplomação dos eleitos.
Essa fragmentação partidária, também verificada na Assembleia de Minas, é resultado da expertise adquirida pelas pequenas legendas para tomar chapas proporcionais "eficientes". A relação com o Executivo torna-se mais complexa, uma vez que as negociações com as bancadas apresentará mais nuances, reivindicações e pautas.
O PT sai com a maior bancada, com 70 parlamentares, embora 18 a menos do que possui atualmente. Em segundo lugar vem o PMDB, com pelo menos 66 eleitos. Hoje a legenda também ocupa a segunda posição, com 71 deputados. O PSDB, que hoje é a quarta maior bancada e tem 44 cadeiras, crescerá para 54 deputados e será a terceira maior sigla, seguida pelo PSD, partido criado em 2012 que perde agora oito deputados, caindo dos atuais 45 para 37.
Todos os esses resultados são provisórios e só serão confirmados após a finalização do julgamento dos pedidos de impugnação de candidaturas. Atualmente, tramitam cerca de 800 processos, entre eles o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que teve a candidatura barrada pela justiça eleitoral paulista. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, todos esses processos serão decididos até o fim do mês, antes da diplomação dos eleitos.
PREFEITOS DE OLHO EM RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
Em reunião da Frente Nacional de Prefeitos, ontem, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou que vai apoiar a sanção do projeto que altera indexador da dívida de estados e municípios com União. “Serei advogado dessa causa e espero que haja aprovação. Senão em sua totalidade, mas ao menos em seu essencial”, disse. O pedido para que a presidente Dilma Rousseff sancione o projeto é uma das 23 reivindicações elaboradas em documento entregue a Temer, reivindicações, como a participação da União no custeio da manutenção das creches.
MONTES CLAROS: DEPUTADO PAULO GUEDES PODE ASSUMIR A PRIMEIRA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA
As especulações não param sobre a disputa por espaço na Assembleia de Minas. Depois de ter sido citado como provável indicado para ocupar a importante Secretaria de Desenvolvimento do Norte e Vale do Jequitinhonha, o deputado estadual Paulo Guedes (PT) pode ocupar a Primeira Secretária, segundo cargo mais cobiçado na hierarquia do Legislativo, uma espécie de prefeitura da Assembleia. Aí! Fica no ar, quem será o indicado para a secretaria Desenvolvimento do Norte e Vale do Jequitinhonha?
A possibilidade de traição na hora da votação que deve escolher a próxima Mesa Diretora, que sempre ocorreu na disputa pelos comandos do Parlamento, está praticamente afastada com a entrada em vigor no ano passado da proposta de emenda à Constituição que acabou com o voto secreto nas deliberações do Parlamento mineiro, inclusive para a escolha da Mesa. Essa será a primeira eleição para o comando do Legislativo com voto totalmente aberto. A aprovação do fim do voto secreto foi uma reivindicação das manifestações de junho de 2013 que acabou virando lei no estado.
KENNEDY ALENCAR: ELEIÇÃO NA CÂMARA FEDERAL
BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff usará a reforma ministerial do segundo mandato para fazer acordos no Congresso a fim de derrotar o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), na disputa pela presidência da Câmara. O governo faz uma avaliação das suas forças na Câmara, pois, hoje, haveria risco de perder a batalha para Cunha.
A eleição para a presidência da Casa acontecerá apenas em fevereiro, mas os partidos já começaram suas articulações porque existe uma insatisfação com Dilma e o PT.
A relação entre o governo Dilma e a Câmara foi difícil no primeiro mandato. Hoje, há um espaço que tenta ser ocupado pelo líder do PMDB na Casa. A insatisfação com Dilma e o PT abriu caminho para Eduardo Cunha tentar amarrar uma aliança do PMDB com PR, PTB, PSC e Solidariedade. Juntos, esses cinco partidos formariam o chamado “Blocão”, com 152 deputados na próxima legislatura.
O PT é a maior bancada, com 70 deputados, mas, se ficar isolado, perderá para o “Blocão” de Eduardo Cunha, que tenta criar um fato consumado. No entanto, o peemedebista começou a articular cedo demais. Isso pode permitir uma reação do governo e do PT.
Dilma vai jogar toda a sua força para tentar impeder Cunha de presidir a Câmara. É um cargo muito poderoso, que decide quais projetos entram ou ficam fora da pauta de votação.
O governo, portanto, avalia as condições reais para saber se conseguirá derrotar Cunha. Há uma tentativa de tirar o PR, que elegeu 34 deputados, do blocão. Assim, essa aliança cairia de 152 para 118 deputados. Se o PT obtiver o apoio do PR, do PC do B, do PSD, do PDT, do Pros e do PRB, chegaria a 202 deputados. Claro que essas somas levam em conta acordos que façam com que todos os deputados eleitos por um partido deem apoio ao candidato. Mas sempre há defecções. O governo precisará aumentar deserções entre aliados de Cunha, inclusive no PMDB.
É real a chance de uma aliança governista isolar Cunha se Dilma usar a reforma ministerial do segundo mandato para amarrar o apoio desses partidos. A presidente pretende fazer isso. A reforma ministerial deverá ser casada com as eleições no Congresso.
Para vencer a disputa para a presidência da Câmara, são necessários pelo menos 257 votos, a maioria absoluta dos 513 deputados. Se um candidato não obtiver esses 257 votos no primeiro turno, é realizado um segundo turno.
Noutro movimento para enfraquecer Eduardo Cunha, o Palácio do Planalto já disse que aceita a reeleição de Renan Calheiros no Senado. No PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, avisou Cunha de que, se ele for hostil ao governo, vai trabalhar contra ele. Ou seja, Cunha é forte, mas não é imbatível. O governo tem bala na agulha e está fazendo um cálculo: ou entra para derrotá-lo Eduardo Cunha ou faz uma composição.
Hoje, a chance de compor é baixíssima, porque a presidente avalia que teria uma adversário no comando da Câmara, apesar de Cunha dizer que será um candidato independente e não de oposição.
O PT apresentou os nomes de Marco Maia e de Arlindo Chinaglia, que já presidiram a Câmara, para disputar novamente o cargo. Chinaglia tem leve favoritismo. Mas não são nomes que empolgaram. Podem surgir outras opções.
Numa eleição para a Câmara que ocorra em dois turnos, como é provável se houver dois candidatos da base do governo, existe chance de a oposição apoiar Cunha numa segunda fase só para derrotar Dilma. Juntos, PSDB, PSB e DEM terão 110 deputados.
O senador Aécio Neves (PSDB) defende que a oposição trabalhe pelo deputado federal Julio Delgado, do PSB de Minas. Mas há, nos bastidores, o desejo de complicar mais a vida de Dilma. Daí, um suporte a Cunha não ser desconsiderado.
Se o governo não tiver força para enfrentar Cunha e se não souber fazê-lo, correrá o risco de sofrer uma derrota, como aconteceu em 2004 com a eleição de Severino Cavalcanti para a Câmara. Naquela época, a insatisfação política da maioria dos deputados em relação ao governo levou a uma derrota do PT. Esse risco existe em 2014.
MINAS GERAIS: NILMÁRIO MIRANDA COTADO PARA SER MINISTRO OU SECRETÁRIO NO GOVERNO PIMENTEL
O deputado federal Nilmário Miranda (PT-MG) tem dito a seus colegas parlamentares que ainda não sabe o que será de seu futuro político.
Apesar de só ter conseguido uma vaga de suplente nestas eleições, o petista ainda alimenta planos de voltar para Brasília, a depender da composição do futuro secretariado do governador eleito Fernando Pimentel (PT-MG) – que poderia abrir vagas na Câmara.
Outra possibilidade seria o próprio Nilmário assumir uma das secretarias do governo petista – em especial a de Direitos Humanos, área em que é reconhecido por sua atuação. Parlamentares próximos ao petista também citam o nome como uma boa possibilidade para ocupar o cargo de ministro da Secretaria de Direitos Humanos, no governo federal.
MONTES CLAROS: GIL PEREIRA TERÁ QUE SE REINVENTAR
Muitos acham que o deputado estadual Gil Pereira terá que se reinventar na política do Norte de Minas. Tudo porque perdeu a eleição para o governo estadual e a estrutura de poder com a derrota do PSDB no estado. Sempre muito bem votado em Montes Claros, nunca conseguiu realizar seu sonho de ser prefeito. Agora sem a base no governo estadual terá de construir uma nova estratégia para continuar mantendo território político na cidade montes-clarense e no norte de minas.
MINAS GERAIS: " O LEGADO DOS TUCANOS" UMA BOMBA DE DÍVIDAS
Mesmo com a arrecadação do Estado em baixa, o governador Alberto Pinto Coelho (PP) enviou mensagem à Assembleia de Minas propondo reajuste de 4,62% nos salários de todos os servidores públicos estaduais, incluindo os que ocupam cargos comissionados, de forma retroativa a outubro. Encarada pelos deputados que hoje fazem oposição ao governo como uma “bomba” para a próxima administração, que estará sob o comando de Fernando Pimentel (PT), a medida, se aprovada, vai gerar impacto anual de R$ 706,8 milhões, segundo o Executivo.
WILL NUNES:
Além de deixar uma dívida monstruosa depois de 12 de poder os tucanos ainda querem criar mais despesas. Tiveram mais de uma década para criar um plano de carreira decente que realmente valorizasse o funcionalismo e não fizeram, agora no apagar das luzes querem fazer graçinha com o poder alheio. Haja hipocrisia!!
MINAS GERAIS: DEPUTADO SARAIVA FELIPE PODE OCUPAR A PASTA DA SAÚDE NO GOVERNO PIMENTEL
Aumenta as especulações que o deputado federal peemedebista Saraiva Felipe ocupará mesmo a secretaria de saúde do estado de Minas. As negociações estaria avançadas entre o novo governo e o PMDB.
MONTES CLAROS: BRIGA POLÍTICA ENTRE SITUAÇÃO E OPOSIÇÃO PODE BENEFICIAR A POPULAÇÃO
Com a decisão de eleger o deputado pemedebista Adalclever Lopes presidente da Assembleia Mineira tudo caminha para o deputado Paulo Guedes (PT) assumir a Secretaria de Desenvolvimento do Norte e Vale do Jequitinhonha. Sem dúvida uma grande vitrine caso o deputado consiga fazer um grande trabalho capaz de impulsionar mais ainda seu nome para disputar a prefeitura de Montes Claros em 2018.
WILL NUNES:
Qual a parte boa dessa história para Montes Claros? De um lado temos o grupo da situação comandado pelo o prefeito Ruy Muniz que precisa mostrar trabalho para viabilizar sua reeleição. Do outro a força cada vez maior da oposição ocupando espaço importante no governo Pimentel.
Vamos aguardar que mesmo em lados opostos a força de ambos consiga levar o município ao crescimento e a melhoria da população e, na eleição de 2018 vença aquele que o povo entender ser mais capaz para dirigir os destinos do município. Agora até lá muita água ainda vai passar debaixo da ponte.
MINAS GERAIS: ADALCLEVER SERÁ O NOVO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA
A presidência da Assembleia de Minas a partir de fevereiro vai mesmo ficar com o PMDB durante dois anos. Ontem, os dois peemedebistas que disputavam a vaga chegaram a um acordo e o deputado Ivair Nogueira desistiu da disputa e concordou em apoiar o correligionário, Adalclever Lopes. Segundo deputados do PMDB, ontem, após muita negociação, foi possível chegar a um consenso, que deverá ser anunciado hoje, durante encontro no Legislativo mineiro.
Com a decisão do partido, falta agora um acordo com o PT, que já indicou o petista Paulo Guedes para a vaga. Mas, em um primeiro momento, já há acordo para que haja um revezamento no cargo. “Já está acordado que é o Adalclever”, garante o deputado Vanderlei Miranda. “O PMDB está unido”, finaliza Sávio Souza Cruz.
MINAS GERAIS: BLOCOS SERÃO CRIADOS NA ASSEMBLEIA
Depois de anos se alinhando no Estado a projetos opostos aos de suas direções nacionais e fazendo o chamado “apoio cruzado”, partidos como PR, PSD e PDT podem se aliar ao PT em âmbito federal e local. As três legendas negociam participar de um blocão na Assembleia de Minas para aumentar a sustentação do governador eleito Fernando Pimentel (PT) na Casa. As conversas, até o momento, passam por uma negociação entre os parlamentares eleitos para a próxima Legislatura, mas certamente devem gerar reflexos na composição do novo secretariado estadual.
Atualmente, PT, PMDB, PCdoB, PROS e PRB – legendas que se uniram ao governador eleito Fernando Pimentel na campanha – somam 26 nomes. Caso PR, PSD e PDT – que apoiaram a reeleição da presidente Dilma Rousseff – decidam por compor a base, o número de aliados subiria para 38. Também está sendo procurado o PV, que conta com outros quatro nomes eleitos.
Segundo o deputado Fábio Cherem (PSD), as negociações para formação da base de Pimentel estão sendo lideradas pelo vice-governador eleito, Antônio Andrade, e caminham para um acordo. “Estou confortável com a aproximação. Fui dissidente desde a eleição e não participei de nada do PSDB. Entendo que a Assembleia tem que criar condições para o novo governador”, ressalta. “Se o governador nos chamar para uma secretaria, estamos dispostos a contribuir”, completa Cherem.
No caso do PR, o secretário geral da sigla, Lincoln Portela, confirma que há negociação nesse sentido. “Por parte do partido não há intenção de se fazer nenhuma oposição. É natural uma composição de governo, até porque nacionalmente somos aliados do PT”, afirma ele, que confirma que, se a aliança for confirmada, o partido irá receber pastas.
Alternativa. Deputado pelo PDT, Sargento Rodrigues diz ver positivamente a tentativa de formação
de um bloco, mas admite que é possível a criação de um grupo alternativo, que ficaria
“independente” no Legislativo. “É natural a negociação, mas o PDT também está trabalhando PSD, PV e PSB para analisar outro bloco com até 21 deputados. Mas ele seria totalmente em separado do PSDB, que é oposição”, justifica.
Para o presidente estadual do PDT, Mário Heringer, uma reunião interna da sigla definiu que qualquer negociação precisa ocorrer de forma institucional. “Oficialmente, estamos aguardando um contato. Se formos procurados vamos conversar”, confirma.
Caso o bloco se viabilize, três diferentes grupos vão dividir forças: o governista, o independente e a oposição.
Entenda
Prazo. Os acordos sobre a composição de blocos na Assembleia só devem ser fechados no fim do ano, próximo à data da posse de Fernando Pimentel no governo.
Negociação. Se as legendas não chegarem a um acordo na negociação com os petistas, o Legislativo terá três blocos distintos:
1. A base de Pimentel no Legislativo terá além do partido do governador, o PT, PMDB, PRB, PCdoB e PROS.
2. Se um bloco independente for criado, ele terá PDT, PR, PSD, PSB, PTB e PV.
3. A oposição, até o momento, tem o apoio de PSDB, DEM e PP.
Negociação. Se as legendas não chegarem a um acordo na negociação com os petistas, o Legislativo terá três blocos distintos:
1. A base de Pimentel no Legislativo terá além do partido do governador, o PT, PMDB, PRB, PCdoB e PROS.
2. Se um bloco independente for criado, ele terá PDT, PR, PSD, PSB, PTB e PV.
3. A oposição, até o momento, tem o apoio de PSDB, DEM e PP.
Sem o PTB
Neutro. Deputado pelo PTB, Arlen Santiago diz que seu partido não irá apoiar Pimentel na Assembleia. “Não fui procurado, mas não teremos bloco com eles. Queremos ser neutros”.
fonte:jornal o tempo
DEPUTADO TADEUZINHO DEVE ASSUMIR SECRETARIA
Apesar de não assumir publicamente o deputado estadual Tadeuzinho (PMDB) deverá mesmo ocupar uma secretaria no governo estadual petista. A ideia do governador eleito Pimentel é desmembrar a pasta de esporte e turismo. O esporte ficaria com o PC do B e a outra com o filho do ex-prefeito de Montes Claros, Tadeu Leite. Precavido o parlamentar aguarda o anuncio oficial por parte do novo governador que toma posse em janeiro de 2015.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
MONTES CLAROS: SERÁ QUE RUY CONSEGUIRÁ A REELEIÇÃO?
O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz não terá vida fácil no próximo ano. As medidas amargas tomadas no ínicio da administração ainda não surtiram os efeitos positivos desejados. A máquina pública continua emperrada e ações não influenciam na prática a vida da população. Além disso ele observa o fortalecimentos da oposição com a reeleição do seu principal adversário o deputado estadual Paulo Guedes (PT), principal nome oposicionista.
Além disso o prefeito deve anunciar em breve uma profunda reforma no seu secretariado visando organizar executar os projetos para os últimos dois anos. Resta saber se terá tempo suficiente para recuperar a popularidade e obter sucesso na reeleição. Até lá teremos sem dúvida um acirramento forte na política montes-clarense.
FRIBOI RESCINDIU CONTRATO COM ROBERTO CARLOS
O grupo Friboi rescindiu o contrato firmado em fevereiro com o cantor Roberto Carlos, garoto-propaganda da marca de carnes e produtos Swift. O grupo, pertencente à holding J&F, alega que a aposta na publicidade com o cantor foi “ousada”, mas não deu certo. A escolha por Roberto Carlos, segundo executivos da JBS, dona das marcas, se deu porque souberam que o cantor, vegetariano, havia voltado a comer carne depois de quase 30 anos. Nos comerciais da Friboi, o cantor aparecia em uma mesa de restaurante e contava a amigos que pediu um prato com carne porque havia deixado de ser vegetariano.
Pouco tempo depois de o primeiro comercial ir ao ar, Roberto Carlos se pronunciou a jornalistas sobre o assunto e disse que não foi vegetariano, só não comia carne vermelha, “mas comia peixe e frango”. O rompimento do acordo, avaliado em 45 milhões de reais, levou a JBS e o cantor a uma briga na Justiça em torno da indenização a ser paga em caso de cancelamento do contrato, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Roberto Carlos pede uma multa de 7 milhões de reais pela rescisão, enquanto o JBS só aceita pagar 3,2 milhões de reais.
ELEIÇÃO NA CÂMARA FEDERAL: EDUARDO CUNHA PARTE PARA O CONFRONTO
Líder do PMDB acelera candidatura a presidente da Câmara em choque com o governo; "Não sou candidato de oposição, mas também não quero ser submisso ao governo", disse ele nesta segunda-feira; vai ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), amigo da presidente Dilma Rousseff, e pede apoio explícito; indecisão do PT entre lançar Arlindo Chinaglia ou Marco Maia ajuda na movimentação de Eduardo Cunha; em meio à montagem de ministério, votos para a eleição entre os deputados, marcada para fevereiro, ficam mais valiosos; tucanos prontos para engrossar candidatura dele; petistas sem favoritismo
MINAS GERAIS: GOVERNADOR JÁ VISUALIZA BASE SÓLIDA NA ASSEMBLEIA
Fernando Pimentel já vislumbra uma base parlamentar com 47 deputados, número que lhe garante a maioria simples na ALMG de 77 membros e ainda coloca o seu governo bem perto de obter os dois terços (51 deputados) para aprovação de emendas constitucionais
MINAS GERAIS: GOVERNADOR ELEITO, FERNANDO PIMENTEL PEGARÁ UM ESTADO QUEBRADO
A expectativa do governador eleito em Minas, Fernando Pimentel (PT), de assumir o Executivo dando uma nova cara ao Estado, com mudanças previstas já no primeiro mês de gestão, pode encontrar uma barreira. Dados atualizados sobre o caixa estadual mostram que a arrecadação está abaixo do esperado. E só no orçamento previsto para o ano que vem, o petista já não poderá contar com pelo menos R$ 6 bilhões – o equivalente a 7,3% da receita total do Estado. O recurso precisará ser destinado ao pagamento de empréstimos e da dívida pública mineira com a União.
temor com relação à baixa disponibilidade de recursos para investimentos – com queda prevista de R$ 500 milhões – e despesas tem gerado uma expectativa negativa em lideranças do PT e em pessoas próximas a Pimentel. Tanto que alguns parlamentares defendem e já colocaram em discussão a contratação de uma auditoria para avaliar possíveis rombos nos cofres.
“As informações nunca são completas. Já são R$ 20 bilhões em empréstimos para os próximos anos. Só com uma auditoria será possível saber o que realmente está acontecendo e as dificuldades que vamos ter”, argumenta o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT). A situação fiscal de Minas também é alvo da comissão de transição de Pimentel, que neste mês passou a ter acesso aos documentos do governo e, agora, trata o tema como “prioridade total” para definir ações administrativas no próximo ano.
WILL NUNES:
Isso a grande mídia não fala. Que os tucanos quebraram o estado nos 12 anos que tiveram governando um dos estados mais ricos e importantes do país. Cadê o tão fala choque de gestão?
BELO HORIZONTE: PREFEITO COLOCA AS UNHAS DE FORA
Prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) diz ter um acordo com o PSDB de Aécio Neves para eleger seu sucessor na capital do Estado que será comandado pelo PT de Fernando Pimentel: “Não é possível esse negócio de candidato no bolso do colete. A Prefeitura de Belo Horizonte vai ser muito cobiçada em 2016”; sobre a derrota do tucano em Minas, afirma que, a exemplo das outras eleições à Presidência, “o próprio poder dominante treinou o povo a votar no PT em nível nacional”
VAZANTE-MG: EX-PREFEITO COM POPULARIDADE EM ALTA NA TERRA DE ANTÔNIO ANDRADE
Sem sombra de dúvida o grande nome dessa eleição na terra do vice-governador eleito de Minas, Antônio Andrade foi o ex-prefeito Orlando Fialho, ele foi fundamental para fazer majoritário Newton Cardoso Jr. (dep. federal) e Tadeuzinho (dep. estadual). O resultado fez seu nome ser ovacionado pela a oposição para sair candidato a prefeito em 2018. Além disso o governador eleito Pimentel e a presidenta Dilma tiveram votações expressivas no município. Fialho é uma das lideranças que segue com fidelidade a cartilha do deputado federal e vice-governador eleito Andrade.
MONTES CLAROS: TADEUZINHO COMEÇA CAMINHAR COM AS SUAS PRÓPRIAS PERNAS
Apesar de não ter tido uma expressiva votação como esperava em Montes Claros reflexo do desgaste político do seu pai, o ex-prefeito Tadeu Leite, o deputado Tadeuzinho começa andar com as suas próprias pernas buscando espaço em um novo cenário que começa surgir no universo montes-clarense.
PAULO MOREIRA LEITE: NEM COM AOPOIO DA MÍDIA E ESTRUTURA DE PODER OS TUCANOS VOAM PARA O PLANALTO
A mitologia de que o PSDB é um partido frágil, incapaz de enfrentar os governos do PT, acompanha a política brasileira desde 2006, quando Lula conseguiu aquilo que os analistas conservadores julgavam impossível: reelegeu-se por folgada margem de votos um ano e meio depois de Roberto Jefferson fazer as denúncias da AP 470.
Depois de prever um fracasso histórico por várias gerações assim que o país tivesse “experimentado o PT” em 2002, a oposição apostou em três CPIs e na moralidade seletiva dos meios de comunicação para arrancar Lula do Planalto. Em sua imensa dificuldade para reconhecer que o novo governo fora capaz de criar raízes profundas junto a maioria da população, a partir de uma política inédita de distribuição de renda, criou-se a teoria de que Lula não havia vencido a reeleição em 2006 — a oposição é que fora derrotada por suas próprias fraquezas e pela incapacidade de explorar as falhas do adversário. Também nasceu a teoria de que a população pobre, eleitora de Lula, é mais tolerante com a corrupção dos que os ricos, os bem nascidos e os bem estudados.
A teoria de que Lula fazia um governo sem méritos reais, mas era uma espécie de beneficiário da incompetência alheia, reapareceu em março de 2010 quando ficou claro que Dilma Rousseff, uma ilustre desconhecida fora dos gabinetes do Planalto, ameaçava emplacar uma terceira vitória consecutiva para o PT. A suposta fragilidade tucana serviu como justificava para uma postura abertamente partidária dos meios de comunicação, como admitiu Judith Brito, presidente da
Associação Nacional de Jornais e superintendente da Folha de S. Paulo:
– A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula].
A oposição, liderada pelo PSDB, tem, certamente, uma fraqueza do ponto de vista democrático: há 12 anos não consegue reunir votos em número suficiente para ganhar as eleições. Com a reeleição de Dilma, em 2018 terá completado um jejum de 16 anos longe do poder. É um recorde num país onde o próprio Lula perseguiu a presidência incansavelmente entre 1989 e 2002, conseguindo a vitória após 12 anos de jejum. As derrotas consecutivas de Lula naquele período eram acompanhadas por piadinhas e comentários grosseiros. Falava-se em sua “teimosia”. Também se perguntava por quantas vezes ainda iria “insistir” em disputar a presidência. Lula acumulou forças, em três campanhas, para conquistar o voto da maioria dos brasileiros, sem dar chance a ninguém, em 2002.
Esta foi e continua sendo sua força.
Mesmo derrotada quatro vezes consecutivas, a oposição conserva instrumentos permanentes de poder, que não foram nem serão partilhados voluntariamente com seus sucessores. O PSDB sempre buscou o acesso ao poder, mesmo quando não tinha votos para isso. Em 2005, Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista a Exame que Lula poderia permanecer no Planalto — desde que desistisse da reeleição. Em 2007, o PSDB teve receio que Lula preparasse uma emenda constitucional que lhe permitiria disputar o terceiro mandato — e orquestrou uma campanha preventiva para impedir que, copiando o gesto de FHC em 1997, Lula tentasse aprovar uma emenda para disputar um terceiro mandato no Planalto, que lhe permitiria ficar na presidência por um período inferior ao de François Mitterrand no Eliseu e Margaret Thatcher em Downing Street.
O acesso preferencial às estruturas repressivas do Estado — Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário — permite a oposição um tratamento peculiar. Impede, por exemplo, que os dissabores que amargaram os petistas na AP 470 possam repetir-se no mensalão PSDB-MG. Mais antigo do que o esquema em que se envolveram os petistas, o PSDB-MG sequer foi julgado em primeira instância e ainda se encontra na fase de ouvir testemunhas numa Vara Criminal em Belo Horizonte. Divulgado a conta-gotas, o inquérito sobre a operação Lava-Jato tornou-se uma arma dirigida contra o Partido dos Trabalhadores.
O apoio dos meios de comunicação pode ser comprovado matemáticamente pelo Manchetômetro. A Bolsa de Valores subiu e desceu no compasso de Aécio.
O país assistiu, nas 72 horas anteriores ao segundo turno, a uma tentativa de golpe eleitoral midiático que conseguiu retirar entre três e seis milhões de votos de Dilma, mas não teve força para impedir sua vitória. O dia da eleição foi marcado desde a madrugada por uma tentativa de assalto ao poder, com rumores falsos, mobilização subterrânea para distribuir capas da VEJA e mentiras destinadas a gerar o pânico e paralisar as autoridades. Não faltaram sequer pesquisas fabricadas que, em caso de necessidade, poderiam ser usadas para justificar uma alteração repentina dos resultados.
No necessário retorno a normalidade, ocorreram cenas inaceitáveis a favor de uma intervenção militar, estimuladas pelo ambiente de intolerância que a tentativa de golpe midiático ajudou a criar. Vozes responsáveis reagiram com indignação que merece registro.
Mas nada se investigou, ninguém foi chamado a explicar-se, sugerindo que tudo ficará por isso mesmo.
Nos días posteriores a vitória de Dilma, os adversários tentam impor sua agenda a Dilma. Denunciam seu direito constitucional a indicar ministros do Supremo assim que eles completarem a idade-limite de 70. A falsa tese da oposição fraca ajuda a alimentar a ainda mais falsa tese do governo bolivariano.
Forte? Frágil
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