domingo, 8 de agosto de 2010

DIA DOS PAIS: OBRIGADO PAI!!

MUITO OBRIGADO, PAI!!
Por ter me entendido enquanto eu crescia e por ter aceitado minhas tão rápidas mudanças.Deve ter sido difícil manter-se em calma comigo,mas você sempre tentou e quase sempre conseguiu. Por ter me ouvido e ter me dado claras e breves respostas às dúvidas e perguntas que eu levava a você.Por ter reforçado minha confiança para continuar revelando meus pensamentos e sentimentos.Por ter me aplaudido quando fui verdadeiro,por ter me compreendido quando eu disse mentiras,por ter me provado que elas maculam nosso caráter.Por ter me falado sobre os seus erros e sobre as coisas que você aprendeu com eles.Isso fez com que eu aceitasse meus próprios erros, que também aprendesse e que me perdoasse.
Por prestar-me atenção e gastar tão grande parte do seu tempo comigo.Isso levou-me a acreditar que sou importantee que tenho muito valor.Por agir sempre do modo que desejou que eu agisse.Foi assim que você me deu um modelo positivo para seguir.Por confiar em mim e me respeitar mesmo quando eu era menor do que você.Por ter considerado meus sentimentos e necessidades,e ter me mostrado muitas vezes que elas eram semelhantes às suas.
Pelos elogios e pelos incentivos.Foi sempre por isso que eu me senti bom e quis continuar sendo digno da sua fé em mim.Por ajudar-me a explorar meus talentos e potenciais.Por ter me ensinado que para ser feliz eu tinha que ser eu mesmo e não como você ou igual a outros que você admirava.Por ser você mesmo e por não desistir da felicidade.Com isso eu aprendi a buscar uma vida feliz,bem sucedida e satisfatória.
Obrigado, Pai por sempre ter me ouvido.
Ouça-me mais uma vez agora :EU AMO VOCÊ!

LULA NA ISTOÉ: UMA ENTREVISTA HISTÓRICA

Will Nunes comenta: A entrevista é grande, mas é histórica, vale apena conferir:

antes de iniciar a conversa com ISTOÉ, o presidente Lula mostrou que estava disposto a dar uma entrevista reveladora. “Vamos combinar o seguinte: podem fazer qualquer pergunta, por mais inconveniente que pareça”, disse ele ao ocupar a cabeceira da comprida mesa de reuniões no seu gabinete improvisado no Centro Cultural Banco do Brasil. “Vamos adotar o seguinte: é probido proibir”, afirmou.
E assim foi. Animado, coloquial e bem-humorado, Lula falou por quase duas horas com a equipe de ISTOÉ, sem recusar nenhum tema proposto. Em dois momentos mostrou um especial estado de espírito. Primeiro um largo sorriso quando recebeu de um assessor, durante a entrevista, os dados da última pesquisa Sensus/Ibope que dava 10% de vantagem à sua candidata Dilma Rousseff sobre o oposicionista José Serra. Pouco depois, o presidente ficaria com o olhos marejados quando falava dos principais legados que julga deixar para o País: “Hoje os pobres sabem que podem chegar lá.”
ISTOÉ – O sr. deixa o Planalto como o presidente mais popular da história do País. Como pensa em administrar esse patrimônio depois de sair do governo?Luiz Inácio Lula da Silva – O meu medo é tomar uma atitude precipitada sobre o que eu vou fazer. Montar alguma coisa e depois de seis meses descobrir que não era aquilo. Então, eu acho que alguém que deixa o mandato, como vou deixar, numa situação graças a Deus muito confortável, tem que dar um tempo de maturação. Preciso de um tempo, quem sabe quatro, cinco, seis meses. Tem que deixar a Dilma construir um governo que seja a cara dela, do jeito dela, e eu ficarei no meu canto, curtindo o fato de ser um ex-presidente da República.
ISTOÉ – Isso é possível, presidente?Lula – O Felipe González (ex-primeiro-ministro da Espanha) contou-me uma história que eu faço questão de repetir. Ex-presidente é que nem aquele vaso chinês que você ganha de presente. Você não sabe onde colocar o ex-presidente. Ele passa a ser incômodo se não se tocar que é um ex-presidente. Essa é a parte mais séria da história. Quero dar um tempo maior. O que eu pretendo fazer? O acúmulo de acertos nas políticas sociais que nós tivemos no Brasil precisa ser socializado. Eu quero socializar essas políticas com os países da América do Sul, do Caribe, com os países africanos. Eu já tenho muitos convites de países africanos para ir lá e mostrar a ideia e o que nós fizemos. Mas é para ir lá com tempo, para ir a campo.
ISTOÉ – O sr. fará as caravanas internacionais, então?Lula – Eu não sei se serão as caravanas como as que eu fazia aqui no Brasil. Mas pretendo construir uma equipe de companheiros que acumularam oito anos de experiência no governo e 30 anos de experiência enquanto oposição, para que a gente tente colocar em prática, junto aos governantes dos países mais pobres, as condições de eles terem uma política de desenvolvimento social.
ISTOÉ – É preciso ter um cargo para isso, como o de presidente do Banco Mundial?Lula – Não. É só a vontade política.
ISTOÉ – Mas vários governantes falam de seu nome para ocupar um organismo internacional multilateral. O que o sr. acha disso?Lula – Tenho companheiros que falam, olha Lula você vai para a ONU. Eu tenho uma ideia diferente. Acho que a ONU é uma instituição que tem que ser dirigida por um burocrata, que tenha a consciência de que ela é subordinada aos presidentes dos países. Porque se você coloca alguém lá, que, por coincidência, tenha mais força que alguns presidentes, haverá, no mínimo, uma anomalia. Você fica com uma instituição criada para servir os países com gente mandando mais. Imagine se a moda pega e os ex-presidentes americanos resolvem ser secretário-geral da ONU.
“Quando Dilma veio para a Casa Civil percebi que eu estavadiante de um animal político não trabalhado”
“Devo muito do sucesso do meu governo ao Palocci. Talvez pela qualidadede médico, de não sentir a dor que sente o paciente, ele manejava a economia coma maestria que um economista não teria”
ISTOÉ – Mas o sr. recusaria um convite nessa direção?Lula – Eu recusaria. Recusaria essa coisa de Banco Mundial. Eu tenho consciência do seguinte: tenho 64 anos e quando deixar a Presidência vou ter 65 anos, logo ainda tenho uma contribuição política para dar ao País. Eu sonho com a construção de uma frente ampla no Brasil. Juntar as forças políticas aqui, construir um programa comum, fazer a reforma partidária, que acho que é uma condição sine qua non para a gente poder mudar em definitivo o Brasil. Temos que fazer a reforma partidária. Isso não é coisa de presidente da República. Isso é coisa dos partidos políticos. E eu, de fora, pretendo ajudar o meu partido a organizar os outros partidos em torno da ideia da reforma política.
ISTOÉ – O projeto de um instituto para irradiar essas ideias também está em curso?Lula – Também está em conta. Mas agora estou com a minha cabeça voltada para o seguinte: tenho mais cinco meses de governo. Tem muita coisa para acontecer, e sabe do que eu tenho medo? Eu sou muito amante do futebol e o que eu jamais faria como técnico é marcar um gol, correr para a retranca e ficar esperando o adversário vir para cima de mim. Então, tenho muito trabalho pela frente. Quero trabalhar até o dia 31 de dezembro. Tenho agenda até o dia 29 de dezembro, tenho agenda no dia 28 de dezembro, eu quero ter agenda até o último dia de trabalho. No dia que eu entregar a faixa para quem for eleito presidente da República, aí sim…
ISTOÉ – Presidente, pelas pesquisas atuais, há uma grande chance de o sr. entregar a faixa para a ex-ministra Dilma Rousseff. A que o sr. atribui o êxito de Dilma? Foi graças ao empenho do sr.? É o perfil dela?Lula – Acho que há um conjunto de valores. Primeiro, é preciso ter muita humildade para pedir para o povo votar na Dilma. Um voto é um direito livre e soberano de cada cidadão, mas, como eu passei por aqui oito anos e sei como funciona isso, sinto-me na obrigação de dizer ao povo quem eu entendo que poderia dar continuidade àquilo que nós estamos fazendo. Esta é a primeira coisa com que nós temos que ter todo o cuidado. A segunda coisa é a seguinte: um governo que tem 76% de bom e ótimo nos últimos cinco meses de mandato, um presidente da República que tem 86% de bom e ótimo e se colocar regular vai a 98%, 97% em alguns Estados, é um governo com forte possibilidade de fazer a sucessão. Tem uma aliança política muito forte. Tem muitos candidatos a governador apoiando a ministra Dilma. Ela está muito bem preparada, não tem hoje no Brasil ninguém mais preparado do que a Dilma, do ponto de vista de ter o Brasil na cabeça.
ISTOÉ – Mas o sr. construiu sua candidata do zero, não é, presidente?Lula – É por isso que nós preparamos o PAC 2. Porque eu poderia deixar para ela preparar em janeiro. Mas o que eu quis na verdade foi, primeiro, definir as obras prioritárias para o Brasil com os governadores e os prefeitos, colocar dinheiro tanto no orçamento quanto na LDO. Então quem começar a governar não vai ter que encher a bola. A bola vai estar cheia e o cara vai começar jogando. Eu acho que a Dilma está extremamente preparada e madura politicamente. Acho que a vantagem da Dilma é que ela não tinha pretensão. Acho que jamais passou pela cabeça da Dilma que ela seria escolhida candidata a presidente da República
ISTOÉ – E na cabeça do sr. qual foi o primeiro momento?Lula – O primeiro momento que me veio na cabeça foi quando eu, na Favela da Rocinha, no Rio, disse que ela era a mãe do PAC. Ali, na verdade, eu estava começando a preparar.
ISTOÉ – O sr. chegou já chegou lá com a ideia de fazer essa declaração?Lula – Foi na hora, em função do clima, que eu falei. E foi importante naquele momento.
ISTOÉ – Muita gente pensava que sua candidata seria a Marina Silva, que, pelo histórico, era considerada o Lula de saias. Por que a Marina Silva não foi a sua escolha?Lula – Quando a gente vai escolher alguém para ser presidente da República, essa pessoa tem que ter um acúmulo de qualidades, e não apenas um pouco de qualidades. A Marina é minha companheira de 30 anos. Vocês jamais ouvirão da minha boca uma palavra ou uma vírgula que possa falar mal da Marina. Um ano antes de deixar o governo, a Marina pediu demissão. Eu não aceitei a demissão dela por conta da Dilma Rousseff. A Dilma e o Gilberto Carvalho me pediram para convencê-la a ficar. Ela ficou mais um ano, até que quis sair. Até hoje não me explicou por que saiu do PT e eu não fui tomar satisfação do motivo por que ela saiu.
“De vez em quando adoto uma máxima do Chico Buarque:tem que ouvir o ministério do que vai dar merda”
“O parlamentarismo não dará certo, como não darácerto uma cooperativa se você criá-la de cima para baixo”
“É muito melhor para o candidato se ele tiver um presidentedo qual não tenha vergonha de dizer que é apoiado porele, como o Al Gore fez com o Bill Clinton”
ISTOÉ – Antes da Dilma, o sr. chegou a pensar em outros nomes? No seu primeiro mandato havia Palocci, José Dirceu…Lula – Obviamente, se não tivesse acontecido com o PT o que aconteceu em 2005, o quadro político poderia ser outro. Mas a Dilma, então, veio para a Casa Civil. E eu já contei que a Dilma foi escolhida ministra de Minas e Energia por conta de uma reunião que eu estava fazendo em São Paulo, preparando 2002. Quando ela chegou, depois de uma hora de reunião, eu falei: é a minha ministra. Tanto é que o Zé Dirceu já tinha feito acordo com o PMDB para ter o Ministério de Minas e Energia e eu disse: “Desfaça tudo porque eu já tenho a ministra.” E ela foi de uma competência exuberante na construção do marco regulatório do modelo de energia elétrica do Brasil. Quando ela veio para a Casa Civil começamos a trabalhar juntos, a nos reunir cotidianamente, a discutir as reuniões. Aí eu percebi que estava diante de um animal político não trabalhado. De um animal político que foi educado a vida inteira para ser técnica. E eu comecei a falar: bom, agora nós temos que descobrir o lado político de Dilma.
ISTOÉ – E como o sr. fez?Lula – Fui colocando a Dilma em várias reuniões das quais, teoricamente, ela não precisaria participar. Comecei a levá-la para viajar comigo para que começasse a ver o mundo de uma concepção mais política. Eu acho que hoje ela é uma figura extraordinariamente preparada. Lógico que na política você está sempre se preparando. Às vezes, as pessoas ficam comparando a Dilma comigo. Mas não é possível, porque eu venho de um mundo diferente. Comecei diferente. E tenho um acúmulo diferente.
ISTOÉ – Mas a geração é a mesma…Lula – É a mesma, mas traçamos caminhos diferentes. Eu acho que o que é importante é que ela é hoje uma mulher sem ressentimentos, sem mágoa. Eu conto sempre o dia em que eu desci com Dilma de helicóptero no Quartel do 2º Exército em São Paulo. Quando o helicóptero parou, ela ficou olhando, olhando e disse: “Foi aqui que eu fui trazida quando fui presa.” E depois me disse: “Engraçado, não estou ressentida.” Descemos lá, fomos tomar café, cumprimentamos todo mundo. Eu achei isso um gesto de superação, o que é importante para alguém governar esse país. Quando chega ao cargo de presidente da República, ninguém tem o direito de ter mágoa, rancor, ressentimento, de dizer eu não gosto de fulano. Não tem esse direito.
ISTOÉ – Um dos ministros mais importantes para o sr. foi o Palocci, que agora está na campanha de Dilma. Como o sr. vê o papel dele num eventual futuro governo Dilma?Lula – Esse é um problema do futuro governo. Mas eu vou dizer o que penso do Palocci. Acho que no Brasil nós temos, se é que temos, raríssimas pessoas com a inteligência política do Palocci. Digo sempre que eu credito uma parte do sucesso do meu governo aos primeiros dois anos, quando nós tivemos que comer carvão em vez de filé mignon. Quando tivemos que trocar todo o capital político que eu tinha por uma política fiscal dura. Assim, a gente pôde chegar aonde chegou. Possivelmente, se não fosse o Palocci, nós não teríamos feito isso. Talvez pela qualidade de médico, de não sentir a dor que sente o paciente, ele manejava a economia com uma maestria que possivelmente um economista não manejasse. Eu devo muito do sucesso do meu governo ao Palocci. Ele é um animal político que certamente dará contribuições enormes a esse país. Ele é muito jovem e acho que ainda tem muita contribuição para dar.
ISTOÉ – A Dilma não era uma escolha clara do PT, mas o sr. fez valer sua vontade. O sr. acha que ficou maior do que o PT?Lula – É humanamente impossível fazer qualquer teste de DNA no PT e não me encontrar lá dentro. Da mesma forma é muito difícil fazer um DNA em mim e não encontrar o PT aqui dentro. O fato de eu ter sido presidente me transformou numa figura infinitamente mais projetada do que o PT. Mas isso não significa que eu seja maior do que o PT. É um partido muito organizado no Brasil inteiro, que tem muita força. Agora, acho que nós temos condições de construir uma coisa mais forte. Eu tenho dito a alguns companheiros que não é uma tarefa fácil, mas eu gostaria de criar, dentro de um processo de reforma política, uma frente ampla de partidos que pudesse construir um programa para o Brasil, mais forte do que um partido. Pode ter gente de todos os partidos, pode ter a maioria dos partidos.
ISTOÉ – Isto seria o fim do PT?Lula – Não. É uma espécie de seleção brasileira. O Corinthians não deixa de ser Corinthians porque o Mano Menezes convocou o Jucilei. E nenhum time deixa de ser porque teve craques convocados. É uma coisa maior para construir um arco de alianças maior.
ISTOÉ – Esse grupo poderia ter o PSDB?Lula – Eu acho que acabou o tempo da ilusão em que a gente poderia trabalhar junto com o PSDB. Eu acreditei nisso. E muita gente do PT acreditou nisso.
ISTOÉ – O sr. acha que o PSDB foi para a direita?Lula – Acho que eles escolheram outro projeto. Vocês estão lembrados que, logo que o Fernando Henrique Cardoso assumiu a Presidência, ele juntou gente que na época se comportava como de esquerda, como o PPS. Aquelas pessoas achavam que iriam ter uma participação no governo. Qual foi o problema? Foi a reeleição, que conduziu para uma relação promíscua com o Congresso Nacional e a coisa desandou um pouco. Essas coisas são muito fáceis de falar, mas é muito difícil fazer, porque para construir uma frente ampla é preciso construir uma direção partidária, que as pessoas respeitem, que vejam nela uma liderança. De qualquer forma, como vou ter tempo, essa questão política vai voltar com muita força na minha cabeça. Acho que nós temos que fazer um reforma para moralizar a política no Brasil, fortalecer os partidos políticos, para moralizar a fidelidade partidária, para parar com esse negócio de judicializar a política como ela está judicializada. Isso se faz com o debate político. E eu quero estar vivo no debate político.
“Tem rico que vem aqui, te pede um bilhão de reais e sai falando mal devocê. O pobre te pede dez reais e fica agradecido pelo resto da vida”
“O que leva um homem a ter preconceito contra um ser humano que ocarregou na barriga nove meses? Que o limpou enquanto ele não sabia se limpar?Vamos ser francos: o nosso caráter é o da nossa mãe”
ISTOÉ – Como sua imagem, que nem os adversários atacam nesta campanha, pode ser usada sem ofuscar a candidata? Qual é a dosagem certa?Lula – Fico feliz em saber que ninguém quer fazer campanha falando mal de mim. É uma coisa boa, é agradável. Mas eu tenho um lado, um partido e um candidato. E isso eu faço questão de deixar público durante o processo eleitoral. Uma coisa a gente tem que compreender: eu cito muito futebol porque futebol é a coisa mais fácil do povo entender. Não existe a possibilidade de o Lula ofuscar a grandeza da candidata, porque vai chegando o momento em que o clima na sociedade, na imprensa, no debate, é da candidata, não é do presidente. A sociedade vai percebendo isso. É muito melhor para a candidata se ela tiver um presidente que ela não tenha que ter vergonha de dizer que é apoiada por ele, como o Al Gore fez com o Bill Clinton.
ISTOÉ – O PT não terá mais influência num governo de Dilma do que teve no seu?Lula – Quem fala isso não conhece a Dilma. Ela é uma mulher de personalidade muito forte. O PT está na direção da campanha da Dilma, como estava na direção da minha.
ISTOÉ – Mesmo o relacionamento do sr. com o PT foi mudando…Lula – A minha relação com o PT era diferente porque eu fui o criador do PT. Fui 13 anos presidente do PT. A minha relação com o partido sempre foi diferente da relação da Dilma, que é uma filiada. A direção do PT hoje está totalmente afinada com a candidata e a candidata totalmente afinada com a direção.
ISTOÉ – E aquele episódio do programa de governo diferente, apresentado pelo PT?Lula – Vocês não podem errar e confundir uma tese com o programa. Quando se constrói um programa suprapartidário, cada partido constrói uma palavra, uma vírgula. Enquanto não há operação definitiva que diga “está pronto o programa”, não é programa, é pré-programa. E no pré-programa entra qualquer coisa. O programa não é do PT nem pode ser. O programa tem que ser uma síntese do pensamento dos partidos que compõem a base de apoio da ministra Dilma. É com isso que ela vai governar o País. E ela e o partido têm clareza disso.
ISTOÉ – O sr. acha que ela conseguirá ter ascendência política sobre o partido?Lula – Vai ter. Deus queira que ela não tenha muita ascendência, porque não é importante que a candidata passe a ser muito mais forte, porque pode querer desrespeitar o partido. Eu quero que ela passe a ter uma relação com o partido de liderança, de respeito, que não tenham medo dela. Eu quero que os dois se respeitem. Se os dois se respeitarem, eles vão divergir, vão brigar, mas vão construir o melhor.
ISTOÉ – Como o sr. vê a relação com o PMDB, tradicionalmente fisiológico, que exige ministérios e muitos cargos no governo?Lula – Eu não acho que seja assim. Nós temos que levar em conta que o PMDB é um partido forte. E que continuará sendo. É um partido que tem muitos vereadores, muitos prefeitos, muitos deputados, muitos senadores. Sempre, qualquer que seja o governo, de ultraesquerda ou de ultradireita, será preciso trabalhar com o PMDB. Quando nós fizemos a Constituição de 1988, esse foi um equívoco. Nós construímos uma carta parlamentarista. Fizemos um plebiscito e o parlamentarismo tomou uma trolha de 80%. Só para vocês saberem, a direção do PT, da qual eu fazia parte, era parlamentarista. Mas eu ia para o debate e o pessoal falava assim para mim: “Ô Lula! Você é tonto, rapaz! Agora que está chegando a hora de a gente chegar ao poder você quer transferir poder para o Congresso te eleger? Não vão te eleger nunca.” Nós perdemos internamente no PT. A direção tomou uma surra. Acho que mais de 70% ficaram contra a direção.
ISTOÉ – O sr. continua parlamentarista?Lula – Eu acho que tudo está ligado à evolução cultural da sociedade. O parlamentarismo não dará certo, como não dará certo uma cooperativa, se você criá-lo de cima para baixo. Eu, por exemplo, trabalhava com a ideia de que era favorável ao voto distrital. Como eu imaginei organizar o PT por núcleos, em cada rua, em cada vila, pensava numa organização tão forte que não haveria dinheiro no mundo capaz de ganhar uma eleição de você. Eu sonhava isso. Você teria como candidatos as grande personalidades e as lideranças sociais. Mas muita gente no PT não acreditava nisso. Defendiam que tem que se pedir voto para todo mundo. Mas essa história favorece quem? Quem tem dinheiro. Eu conheci deputado que pegava helicóptero e viajava para o interior para passar a tarde carregando gente. Parava em campo de futebol, colocava o sujeito dentro do helicóptero e dava uma volta. Ganhava o voto do tadinho que nunca andou de helicóptero. Mas também esse processo de mudança não pode ser um estupro. Ter a maioria e empurrar na garganta da minoria, não. O problema é que não há muito debate.
TOÉ – O sr. espera que sua ideia de frente ampla mude o modo de fazer política no País?Lula – Eu quero ter esse papel aqui dentro. Também tenho discutido muito em nível internacional. Muita gente já conversou comigo para que eu tivesse um papel na Internacional Socialista. Mas acho que a Internacional Socialista tem a cara da Europa, não tem a cara da América Latina. Eu seria um estranho no ninho. Mas eu quero também contribuir para que a gente discuta um pouco uma organização política aqui na América Latina.
“Hoje agradeço por todos os santos o segundo turnocom o Alckmin, porque eu pude lavar a minha alma”
“Quando você tem um político cretino, ele não quer queseu aliado ganhe, mas, sim, que o adversário ganhe”
“Eu quero estar vivo no debate político”
ISTOÉ – Nos mesmos termos?Lula – Eu não sei ainda. Mudou a cara política da América Latina, mas os partidos continuam os mesmos. As forças são as mesmas. A gente não evoluiu na organização internacional. O que é o partido do Chávez? Ou os partidos políticos na Argentina? Lá tem um monte de partidos políticos, mas todos são peronistas. O Uruguai tem o partido mais organizadinho, com a Frente Ampla. No Paraguai, o presidente foi eleito por fora dos dois maiores partidos. É juntar essa coisa toda e começar a elaborar possivelmente uma nova doutrina da criação de uma instituição política que pense em uniformizar determinados princípios na América Latina. Sem o dogmatismo do manifesto, que não venha com aquele negócio da terceira, quarta internacional, não quero mais saber disso.
ISTOÉ – Há um temor no meio empresarial de um futuro governo da Dilma ser mais estatizante que o seu.Lula – Não há essa hipótese. Eu conheço bem a Dilma e sei o que ela pensa. Obviamente que nós não queremos ser estatizantes, mas também não vamos carregar a pecha que nos imputaram nos anos 80, quando se dizia que o Estado não valia nada e que o mercado era o Deus todo-poderoso. Essa crise americana mostrou que o mercado é frágil, é corrupto e que quem tinha o Estado mais forte salvou-se primeiro. No caso do Brasil, se não tivéssemos o Banco do Brasil, como é que a gente iria comprar a carteira de financiamento de carro usado do Votorantim? Eu cheguei para o Banco do Brasil e para o companheiro Guido Mantega (ministro da Fazenda) e disse: “Companheiros, nós não podemos deixar quebrar as finanças de carro usado, porque se não vender carro usado não tem compra de carro novo.” Eu perguntei para o Dida (presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine): “Como o Banco do Brasil está? Pode financiar carro usado?” “Ah! Nós não temos expertise, presidente.” Eu perguntei, o que a gente faz então? “A gente tem que formar.” Que formar, o quê! Não temos tempo de formar, a crise está aqui, batendo à porta. Vamos comprar de quem tem. O Votorantim tem, quer vender? Então compramos 50% da expertise do Votorantim. Acabou o problema. O Serra queria vender a Caixa Econômica Estadual. Começaram a falar para mim: “Você não pode comprar, porque o Serra é candidato, é adversário, o Serra vai juntar muito dinheiro para a campanha.” Eu disse: vocês são doidos! Acham que, por causa da campanha do Serra, vou deixar de comprar um banco que permitirá que o Banco do Brasil volte a ser o maior do País? Quem vai fiscalizar o dinheiro do Serra é a Justiça Eleitoral, não serei eu. Nós vamos comprar. E compramos.
“Acabou o tempo da ilusão de que a gente poderia trabalhar junto com o PSDB”
“O fato de eu ter sido presidente me transformou numa figura infinitamentemais projetada do que o PT. Mas isso não significa que eu seja maior que o PT”
“Quem chega ao cargo de presidente não tem o direitode ter mágoa, rancor, de dizer que não gosta de fulano”
ISTOÉ – O sr. considera que estes foram dois grandes momentos no enfrentamento da crise?Lula – Quando a gente chega aqui é menos teoria e mais prática. Quando a gente está na oposição, está discutindo. Você fica numa mesa de bar conversando e diz: eu penso isso, eu penso aquilo. Quando senta naquela cadeira de presidente, você não acha, você não pensa, você não acredita. Você faz ou não faz. E tem que tomar decisão na hora. Não tem que se preocupar com a repercussão. Eu, de vez em quando, adoto uma máxima do Chico Buarque: tem que ouvir o ministério do que vai dar merda. Aprendi antes de tomar a decisão a chamar outras pessoas para perguntar: isso aqui vai dar merda ou não? Governar é uma coisa engraçada. Uma vez o Gilberto Gil propôs a criação da Ancinave. Era uma proposta. De repente a gente estava tomando porrada de todos os lados. Eu reuni numa mesa todos os ministros envolvidos naquilo: Justiça, Fazenda, Indústria e Comércio, Cultura, Secom e mais uns três ou quatro. Disse que nós estávamos apanhando muito na imprensa e que eu precisava saber se todos nós estávamos de acordo com a proposta na mesa. Foi fantástico. Nenhum ministro concordava com a proposta. Porque era uma proposta para debate e surgiu como se fosse uma proposta acabada do governo. Então eu falei: “Alguém tem que comunicar à imprensa que está retirada a proposta. Se ninguém defende a proposta, por que vai continuar?” No governo ou você toma a decisão rapidamente ou é engolido rapidamente.
ISTOÉ – O Brasil, apesar dos preconceitos machistas, está pronto para ser presidido por uma mulher?Lula – O preconceito é uma coisa cultural muito forte no mundo e no Brasil. Mas a ascensão das mulheres nos últimos 20 anos é uma coisa extraordinária. Fui num debate com empresários no Paraná na sexta-feira passada e eu dizia a eles: o que leva um homem a ter preconceito contra um ser humano que o carregou na barriga nove meses? Que o limpou enquanto ele não sabia se limpar? Que o ensinou a comer quando ele não sabia comer? Que formou o seu caráter e que continuou cuidando dele até ele se casar? E só parou quando a sogra começou a se invocar? Qual é a razão que a gente tem para não acreditar num ser que fez a gente? Vamos ser francos: o nosso caráter é o da nossa mãe. A gente pode adorar o pai da gente, mas na hora, que a gente caiu quem estava do nosso lado era nossa mãe. Na hora que a gente tinha dor de barriga quem estava conosco era nossa mãe. Na hora que a gente acordava de noite chorando quem estava do nosso lado era nossa mãe. Quem levantava para trocar nossa fralda de noite era nossa mãe. Quem colocava mamadeira na nossa boca de manhã era nossa mãe. Quem dava o peito para a gente machucar era nossa mãe. Por que nós temos preconceito contra essa figura tão nobre? Eu tenho dito para a Dilma que ela tem que dizer: “Eu não vou governar o Brasil. Eu vou cuidar do povo brasileiro.” Porque a palavra correta é cuidar. E cuidar da parte mais pobre. Tem rico que vem aqui, te pede um bilhão de reais e sai falando mal de você. O pobre te pede dez reais e fica agradecido pelo resto da vida. Então, nós temos que cuidar do povo. Esse país não pode continuar com o povo esquecido. Eu acho que nós vamos vencer o preconceito.

ISTOÉ – Acha que foram superados preconceitos que havia contra o sr.?Lula – Eu fui vítima de muito preconceito. Nas primeiras eleições que perdi, eu perdi porque o pobre não confiava em mim. E eu não tinha mágoa do pobre por isso. Mas ele me via e dizia: se esse cara é igual a mim, por que eu vou votar nele? Era isso que levava o pobre a desconfiar de mim. Eu precisei perder três eleições, amadureci muito, e a sociedade foi amadurecendo até compreender que poderia votar em mim. Hoje, eu acho que o grande legado que vai ficar da minha passagem pela Presidência são os pobres desse país estarem acreditando que eles podem chegar lá. É isso que eu quero fazer com a mulher. A mulher não é apenas a maioria numérica. Em muitas funções, a mulher é igual ou mais competente do que os homens. Todos vocês são casados e suas mulheres são mais corajosas do que vocês. E a minha também. As nossas mulheres têm coragem de fazer brigas que nós não fazemos. Às vezes, o vizinho enche o saco e nós dizemos que vamos conversar. E a mulher diz: “Não tem essa não.” Ela abre a porta e vai lá. Eu acho isso uma coisa estupenda. A coragem da Marisa para tomar decisão é infinitamente maior do que a minha. Com ela, eu tenho que contemporizar. Não, não vamos brigar agora. E ela diz que tem que resolver já, não tem meio-termo. E eu acho que toda mulher é assim.
ISTOÉ – Como o sr. vê José Serra como adversário de Dilma?Lula – Para mim, essa é uma eleição engraçada. Três candidatos de oposição foram do meu partido: Marina Silva, do PV, José Maria, do PSTU e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. E o Serra é uma pessoa com quem eu tenho uma relação de respeito muito antiga. Quando vejo eles debatendo, não tenho nenhum inimigo. Tenho alguns adversários disputando com a minha candidata. E eu acho que o Serra deu azar. Deu azar de disputar comigo quando eu não podia perder. Digo do fundo da alma, eu nunca tive a menor preocupação de que não ganharia aquela eleição de 2002. Eu estava convencido de que era a minha vez, que tinha chegado a hora. Eu tinha participado da candidatura do (Franco) Montoro e sabia como era isto. Em 1982, não adiantava nada, aquela era a hora do Montoro ser governador. Podia falar o que quisesse. Que ele tinha 20, 80 aposentadorias. Era a hora dele. E foi. Em 2002, eu sabia que era a minha hora. Eu lembro que quando não ganhei no primeiro turno, cheguei no gabinete à noite e havia uns 100 delegados da América Latina, todo mundo lá triste. Estavam lá o Zé Dirceu e o Duda Mendonça na frente da telinha medindo voto, dizendo que ia dar por meio ponto. E eu disse: “Gente, deixa para lá. Tanto faz primeiro ou segundo turno.Vai apenas demorar um pouco mais. E vai ter uma diferença bem maior depois.” E foi uma coisa extraordinária porque o segundo turno permite que você tenha um embate direto. Eu hoje agradeço por todos os santos o segundo turno com o Alckmin, porque eu pude lavar a minha alma. Eu pude aumentar a minha votação em 12 milhões de votos. E ele perdeu três milhões de votos, uma coisa inédita.
ISTOÉ – E qual é exatamente o azar do Serra, presidente?Lula – Ele foi candidato num ano em que eu não tinha como perder as eleições. E ele agora é candidato num ano em que a Dilma tem todas as condições de ganhar as eleições porque o governo está muito bem e porque as coisas vão melhorar.
ISTOÉ – O sr. acredita em decisão já no primeiro turno?Lula – Eu acredito no processo eleitoral. Para mim, não importa que seja no primeiro ou no segundo turno. Nós temos é que ganhar as eleições. Temos que trabalhar para ganhar as eleições. E eu acho que é uma eleição que pode terminar no primeiro turno. Mas se for para o segundo turno não existe nenhum problema, nenhum trauma. Nós vamos fazer uma bela campanha.
ISTOÉ – Fala-se muito que há uma grande possibilidade de, em 2014, o presidente eleito agora ter o sr. pela frente. Como está desenhada essa possibilidade?Lula – Vamos colocar a política no seu devido lugar. Quando você tem um político cretino, ele não quer que o seu aliado ganhe, mas, sim, o adversário para ele voltar quatro anos depois. No meu caso, eu lancei a Dilma candidata porque eu quero que ela ganhe. E porque eu quero que ela faça um governo melhor do que o meu. E que ela tenha direito a ser candidata à reeleição. É um direito legítimo dela. Não tem essa de que a Dilma vai ser candidata para o Lula voltar em 2014. Não existe essa hipótese. Se a Dilma for eleita ela vai fazer um governo extraordinário e vai ser candidata à reeleição. Se o candidato for um adversário, a história muda de figura. Mas, aí, eu preciso estar bem, porque eu já vou estar com 69 anos. E com 69 anos você parece novo, mas não é tão novo, não. Eu, às vezes, acho que na política deveria ser que nem na Igreja Católica, onde o bispo se aposenta com 75 anos.
ISTOÉ – A mais ousada ação do seu governo na política externa nos últimos tempos foi a intermediação da questão atômica com o Irã. O que faltou para o êxito da negociação?Lula – É o tipo da coisa que somente o tempo vai se encarregar de mostrar o que aconteceu. Eu não tinha nenhuma relação de amizade com o (Mahmoud) Ahmadinejad. Conheci o Ahmadinejad numa reunião da ONU antes da minha ida a Pittsburgh para discutir o G-20. Tive uma conversa com ele. Discutimos duas horas e a primeira coisa que comecei a discutir era a respeito do Holocausto. Se era verdade ou não que ele não acreditava no Holocausto. E ele disse: “Não foi bem isso que eu quis dizer.” Se não foi bem isso que você quis dizer, então, diga. Porque em política todas as vezes que a gente começa a se explicar muito é porque a gente cometeu um erro. Ele disse: “É porque morreram 67 milhões de seres humanos na Segunda Guerra e parece que só morreram os judeus. Os judeus se fazem de vítimas.” Eu falei que se era isso que ele, Ahmadinejad, queria dizer então dissesse. Morreram 67 milhões de pessoas na Segunda Guerra, mas os judeus não morreram em guerra. Eles foram assassinados a sangue-frio, crianças, mulheres, em câmaras de gás, é diferente. Senti que tinha uma possibilidade de conversa. Ele pessoalmente é muito mais afável do que na televisão.
ISTOÉ – Como o sr. encaminhou a questão?Lula – Eu cheguei na ONU, cheguei em Pittsburgh, tinham dado uma entrevista o Sarkozy (presidente da França, Nicolas Sarkozy), Gordon Brown (então primeiro-ministro britânico) e Barack Obama (presidente dos EUA) criticando Ahmadinejad. Fui no Obama e falei: “Companheiro, você já conversou com o Ahmadinejad alguma vez? Não. Você se dignou a pegar o telefone, ligar para ele e dizer: eu quero conversar com você? Não”. A mesma conversa eu tive com o Sarkozy, com o Gordon Brown e com a Angela Merkel (chanceler alemã). Ora, vocês nunca conversaram com o Ahmadinejad e estão dizendo que ele não quer sentar à mesa para negociar essa questão da paz. Então eu quero dizer para vocês o seguinte: eu acredito que ele quer sentar e eu estou convidando ele para ir ao Brasil, estou convidando o primeiro-ministro de Israel, estou convidando o Shimon Peres, estou convidando o presidente da Síria para ir ao Brasil. Separadamente, cada um na sua data. Ahmadinejad veio aqui. Nós conversamos mais de duas horas. Eu disse que, se fosse possível a gente avançar, eu mandaria o Celso Amorim ir muitas vezes lá. Como a Turquia também estava tentando, então o Celso Amorim e o ministro das Relações Exteriores da Turquia começaram a conversar com o primeiro-ministro do Irã, preparando a nossa ida lá. Em Copenhague, quase que eu consigo marcar um jantar entre Sarkozy e Ahmadinejad. Mas, como a rainha da Dinamarca não convidou o Ahmadinejad para o jantar, não deu. Chegou o dia de eu ir ao Irã e eu falei para o Celso que era preciso dizer para o Ahmadinejad que eu não poderia fazer uma viagem inútil.
“Não haverá solução no Oriente Médio enquanto os americanosacharem que eles são os responsáveis pela construção da paz”
“Obama achou que eu e a Turquia estávamos sonhandoacreditando no Ahmadinejad, que ele iria enganar agente. Eu disse o seguinte: ‘Nasci político, meu filho’”
ISTOÉ – O sr. também havia recebido um pedido de Sarkozy para encaminhar ao Ahmadinejad.Lula – Sarkozy tinha falado conosco da moça que estava presa, se poderia ter um gesto de liberar. Eu conversei com Ahmadinejad e ele se comprometeu a liberar, tanto é que eu cheguei à meia-noite lá e às cinco horas da manhã ele liberou. Duas semanas antes de eu viajar, recebo uma carta do Obama. E a carta do Obama tinha um viés. Primeiro tratando de uma forma carinhosa, se desculpando da grosseria dele quando nós fomos discutir o assunto nuclear lá. Ele achou que eu e a Turquia estávamos sonhando, acreditando no Ahmadinejad, que ele iria enganar a gente, não iria cumprir nada. Eu disse o seguinte: “Eu nasci político, meu filho. Toda a minha vida, desde 1969, foi negociar. Perdi muita coisa, ganhei muita coisa, mas negociar é a arte maior de fazer política. Então eu vou lá porque eu acredito.” Tanto é que quando eu cheguei na Rússia, na viagem para o Irã, Dmitri Medvedev (presidente russo) me disse: “Obama me ligou dizendo que ele acha que você vai ser enganado pelo Ahmadinejad.” Um jornalista perguntou: “Escuta aqui, de zero a seis, qual é o grau de otimismo que você tem para fazer a negociação?” O Medvedev falou 30%. Eu disse: Porra! Que otimismo pessimista! Eu falei 99,9%. Cheguei ao Qatar, o Obama tinha ligado para o emir dizendo que vão enganar o Lula. Cheguei ao Irã, conversamos, conversamos, conversamos. Fui conversar com o líder supremo, Khamenei. Duas horas de conversa. Depois fui conversar com o Ali Larijani (presidente do Parlamento) e com todos falei da importância, que eles não poderiam arriscar o bloqueio.
ISTOÉ – Por que, presidente?Lula – Porque o bloqueio começa sem dor, mas daqui a pouco começa a faltar remédio, começa a faltar comida. E quem paga o preço são as crianças. Contei que Cuba viveu 50 anos, que a Líbia viveu 13 anos com bloqueio. Eu conversei tudo o que poderia conversar com eles. O Celso Amorim teve um papel extraordinário com os ministros. Chegou no outro dia às 9h da noite e nós fomos jantar. O Celso não estava no jantar e estava o ministro deles. Azedou, pensei. Esse aqui (o ministro Franklin Martins) estava muito pessimista. Na hora que eu saí do hotel, ele falou: “não vai dar nada”. E eu: “Calma, rapaz, tem que ter fé. A fé que move montanhas.” Eu cheguei lá, estava o ministro deles, mas não estava o Celso. Pensei que tinha azedado mesmo. Então disse para o Ahmadinejad: amanhã eu vou embora, sabe que para eu vir aqui eu larguei a minha mulher e os meus filhos, tenho tarefa pra caramba no Brasil. Vim aqui porque eu quero para você o que eu quero para mim. Eu quero que o Irã desenvolva o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, para produzir coisas para a indústria farmacêutica, para produzir coisas para a energia nuclear e no meu país isso está na Constituição. E eu não quero que, por equívoco, o mundo rico, que tem bomba nuclear, te impeça de fazer isso. Então, na verdade eu vim aqui para dar as minhas costas para repartir as chibatadas que você está tomando e não gostaria de ir embora sem assinar esse acordo. Se eu for embora sem assinar esse acordo, eu vou ter que começar a fazer discurso dizendo que você não quer negociar mesmo.
ISTOÉ – Depois disso ele resolveu assinar?Lula – Ele disse: Vamos conversar amanhã de manhã? O ministro dele estava comigo e ia encontrar o Celso ainda. O ministro dele disse assim para mim: “Presidente, falta só um ponto, eu vou encontrar com o Celso agora.” Quando foi meia-noite, eu cheguei ao hotel e o Celso me liga: “Presidente, fechamos.” Nós fomos para acertar o acordo. Tinha físico para dar palpite, como vocês nem imaginam. Os caras não queriam assumir compromisso com data. Eu disse que sem data nós não concordávamos. Eu falei: “Ahmadinejad, vocês sabem o que falam de você. Lá fora na Europa, nos Estados Unidos, falam que você não cumpre palavra, você sabe disso. Por isso é importante colocar a data dizendo que tal dia você vai mandar tal coisa”. Ele topou. Qual foi a minha surpresa, companheiros? É que o pessoal que estava há não sei quantos anos tentando conversar com o Ahmadinejad e nunca conversou, porque nunca tentou, ficou com ciúmes. Por isso a reação. Na minha opinião, essa é a única explicação para a ciumeira do Conselho de Segurança da ONU. Nós ainda mandamos para o grupo de Viena, com Rússia, Estados Unidos e França, a carta no domingo, e ainda assim eles tentaram barrar. Eu acho que a história vai mostrar o equívoco dos companheiros que resolveram trocar as conversas pelas sanções, porque demonstraram apenas ciúmes. Em minha opinião, uma atitude pequena. O problema é o seguinte: se a ONU continuar fraca do jeito que está, vai prevalecer o unilateralismo, a posição unilateral dos americanos vai continuar prevalecendo. Quando nós propusemos fortalecer a ONU, não queríamos só a entrada do Brasil. Mas a entrada do Brasil, da Índia, da Alemanha, de dois ou três países africanos.
ISTOÉ – Mas uma luta histórica do Brasil é pelo assento definitivo no Conselho de Segurança da ONU.Lula – É para que tenha mais representatividade. Imagine o continente africano com 53 países que não tem ninguém. E quantos têm os europeus? E agora tem mais a Alemanha, convidada especial. O Conselho de Segurança da ONU não pode ser um clube de amigos, não pode ser tratado assim. Aquilo tem que ser uma instituição multilateral para resolver problema de conflitos. Em minha opinião, no Oriente Médio não haverá solução enquanto os americanos acharem que são eles os responsáveis pela construção da paz. Se a ONU fosse forte, resolveria o problema do Oriente Médio. Iria lá, demarcaria a terra dos palestinos, demarcaria a terra de Israel e faria cumprir, como fez em 1948, quando criou o Estado de Israel. Como ela é fraca, fica só lá, um dia vai um e ganha o Prêmio Nobel, outro dia vai outro e ganha o Prêmio Nobel, não faz nada, outro dia vai outro e outro prêmio. Então, eu acho que é uma estupidez política não reformar o Conselho de Segurança da ONU

GLOBO QUER LEVAR ELEIÇÃO PARA O SEGUNDO TURNO

Plínio Arruda, acreditem, vai virar estrela global.
Segundo se comenta nos bastidores, a direção da Globo quer o candidato do PSOL diariamente em seus noticiários, principalmente no Jornal Nacional.Para evitar a vitória de Dilma no primeiro turno.

SAIBA QUEM É, O HOMEM QUE DEU UM GOLPE MILIONÁRIO EM MG

Um mês antes de sumir com R$ 50 milhões, o dono do fundo de investimentos Firv, Thales Emanuelle Maioline, de 34 anos, já desfrutava da doce vida de futuro golpista bem-sucedido. Neto de italianos, o capo da família Maioline já demonstrava talento para torrar o dinheiro de seus quase 2 mil investidores de 14 cidades do interior mineiro. Fotos obtidas com exclusividade pelo Estado de Minas revelam as mordomias do empresário pilotando lancha no balneário de Camboriú, em Santa Catarina, brindando com o pai, Iano, a bordo de cruzeiro marítimo em Punta Del Este (Uruguai), e seguindo em direção a Buenos Aires, Argentina.
Dizem que, quanto mais alto se vai, maior a queda. Maioline já chegou aonde queria. Natural de Araçuaí, pequeno município do Vale de Jequitinhonha, a 678 quilômetros de Belo Horizonte, o investidor tem apenas o segundo grau. Em 1994, tirou o diploma do curso técnico de mineração na escola de agrimensura Hagrogemito. Era um aluno tido como comportado e inteligente, sem maiores laivos de genialidade. Talvez tenha herdado a lábia do pai, Iano Maiolino, que chegou a ser eleito vereador pelo PT e ex-presidente da Câmara de Vereadores em Araçuaí. Da mãe, a professora aposentada Rita, que se separou do marido depois que os filhos se tornaram adultos, puxou o ar de intelectualidade, o modo de falar corretamente.
“A marca de Thales eram as festas grandiosas, regadas a champanhe e uísque, com bufê de fora contratado. Era tudo para impressionar”, afirma o ex-investidor de Itabira A., de 28 anos. Segundo ele, o modelo se repetia por 14 cidades afora no interior mineiro, como Itabirito, Nova Lima, Raposos, Ipatinga e Governador Valadares, além de BH. O negócio se autodenomina clube de vencedores e, ironicamente, revelou-se clube de perdedores. Ele também teria participações em empresas como uma academia de ginástica, redes de restaurante e até direitos de exibição de competições de luta livre, uma das paixões de Maioline.
Will Nunes comenta: Em Vazante começou a ratificar os boatos do golpe também na cidade, pessoas que colocaram todas as economias nesta furada:venderam casa,lotes, carros para investir nessa roubada. Enquanto isso, o cabeça continua desfrutando da boa vida, com o dinheiro alheio.No final, todo mundo já sabe o que vai acontecer. Basta lembrar outros golpes como o Boi Gordo, Avestruz, etc...Esse não foi o primeiro e nem vai ser o último golpe, abram os olhos para fatos semelhantes que surgirão no futuro com novos nomes e promessas mirabolantes

E ÁGUA DE VAZANTE?

Diferente de algumas pessoas que apostam no pior melhor, eu semprei acreditei no lado positivo dos fatos. Faço, referência a mudança da água de Vazante, motivo de críticas e pessimismo daqueles que torcem para tudo não dar certo.Tenho, informação que obra deve sair ainda este ano. Como sou otimista por natureza, acredito piamente nesta possibilidade, já que o projeto é uma obra que atenderá a nossa comunidade, levando água com qualidade e oferecendo melhores condições de vida para a população. Para os pessimistas nada, aos otimistas tudo. É assim, que funciona a vida. Por isso, existe quem realiza sonhos, e aqueles que só sonham.

ANÔNIMO

Anônimo disse...
Will vamos lá voce quietou rapazAnônimo disse...

ALERTA NA CAMPANHA DE ANASTASIA EM MINAS

Os mineiros do PSDB fizeram chegar à cúpula nacional do partido sua preocupação com o desempenho nas pesquisas do candidato mineiro ao governo Antonio Anastasia, afilhado político do tucano Aécio Neves.Dono do maior arco de aliança local, esperava-se que ele iniciaria o mês de agosto com 30% das intenções de voto, mas pesquisa recente do Ibope mostrou performance abaixo do ideal: 21%. A coligação adversária, na figura do senador Hélio Costa (PMDB), está em primeiro lugar na sondagem, com 39%.Costa tem do PT o apoio e o vice Patrus Ananias, um nome forte no Estado. Uma das razões para a manutenção do peemedebista num alto patamar é a união das duas legendas por sua eleição.












sábado, 7 de agosto de 2010

OPOSIÇÃO VAI DE JOSÉ HUMBERTO

Depois da impugnação do dep. Federal Silas Brasileiro, o grupo da oposição a atual administração municipal de Vazante deve apoiar para dep. federal o ex-prefeito de Patos de Minas ,José Humberto.

COM A PALAVRA MARCOS COIMBRA

por Marcos Coimbra, na Carta Capital
6 de agosto de 2010 às 10:29h
Uma das coisas engraçadas destas eleições é observar a mudança nos cálculos da oposição sobre o “poder de transferência” de Lula. Já faz mais de um ano que eles são feitos e refeitos, sempre corrigindo para cima a estimativa anterior. Agora, às vésperas do começo da última etapa, com as campanhas chegando à televisão, eles voltaram a mudar, outra vez em sentido ascendente.
Ainda em 2009, não havia quem, nos partidos de oposição, achasse que a aposta de Lula ao indicar Dilma Rousseff daria certo. Além do que entendiam ser suas dificuldades próprias – inexperiência eleitoral, falta de carisma, pouca visibilidade de seu papel no governo (para ficar apenas com as mais citadas) – haveria um limite à transferência de votos de Lula para ela.
Ninguém jamais discutiu que Dilma Rousseff precisaria desses votos. Uma candidata nova, que nunca disputara um cargo importante, sem qualquer notoriedade fora da área técnica do governo, só por milagre alcançaria votação sequer perceptível em uma eleição nacional. Veja-se, para ilustrar, o que aconteceu com Aécio Neves na pré-campanha. Apesar de ser o governador reeleito (e bem avaliado) do segundo maior colégio eleitoral do País, mal alcançava 20% quando teve de desistir, exatamente por lhe faltar maior volume de intenções de voto.
Mesmo sendo Dilma a candidata do PT, de longe o partido com o maior número de filiados e simpatizantes, suas perspectivas continuavam baixas. O PT, sozinho, seria insuficiente para elegê-la.
Ou seja, para se tornar competitiva diante de José Serra e poder derrotá-lo, Dilma precisava de Lula. Ela sabia disso, ele também, assim como a torcida do Flamengo (e a de todos os seus adversários).
Mas quantos seriam os votos que ele conseguiria repassar? Apesar de sua popularidade e simpatia, não haveria um limite a essa transferência?
Durante o ano passado, quem torcia por Serra, seja no meio político, seja na sociedade civil, escolheu a taxa de 20% como o teto onde a transferência de Lula poderia ir. Até a alcançar, Dilma cresceria sem problemas. Em lá chegando, empacaria. Lula a poria no patamar de 20%, mas, para ultrapassá-lo, a bola estaria com ela. Sozinha, sem bagagem política, seria presa fácil do candidato do PSDB.
Essa proporção não foi inventada, pois se baseava nas respostas de entrevistados nas pesquisas a perguntas sobre sua propensão a votar em “quem quer que fosse o candidato indicado por Lula”. Embora variasse um pouco, conforme o momento e a pesquisa era mesmo isso que diziam as pessoas.
O equívoco foi, no entanto, confundir piso com teto. Os 20% não eram o máximo, mas o mínimo que Lula, sem fazer mais nada, daria a ela.
Ela os superou ainda em outubro de 2009, jogando fora os prognósticos peremptórios que ouvíamos até de especialistas conhecidos. Fixaram, então, uma nova barreira em 30%, e garantiram que, deles, ela não passaria. Coisa que fez em março e continuou subindo. A essa altura, indo cada vez mais além do segmento do eleitorado que votaria de olhos fechados em quem Lula indicasse.
Na última semana de julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reviu as contas e fixou um novo limite. Para ele, depois de “Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos”, alcançou “um teto”. Agora, finalmente, segundo o ex-presidente, Dilma Rousseff pararia de crescer.
Quem garante isso? De onde vem a convicção, considerando que ela, nos 40% atuais, já está a um passo de ganhar no primeiro turno?
Quem acha que ela não cresce mais deve imaginar que a presença diária de Lula na televisão, depois do dia 17 próximo, não terá qualquer efeito. Que os 85% que o aprovam, os 75% que acham ótimo ou bom seu governo, os muitos que gostam dele e o admiram ficarão indiferentes à sua presença. Que se decepcionarão todos aqueles que só esperam conhecer um pouco a candidata que ele apoia.
Quem acha que ela não passa de 40% esquece que Lula a pôs nesse patamar quase que somente falando nela, sem olhar nos olhos do eleitor e pedir seu voto, salvo a meia dúzia de vezes em que usou o tempo de propaganda de seu partido.
Quem acha que ela não passa de 40% pode se preparar. Vai, provavelmente, ter uma surpresa.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CADÊ, O PROGRAMA MICROFONE ABERTO?

Flavio disse...
Então Wiil, cadê o programa Microfone Aberto, que não abre mais?Na verdade um microfone que fechou não só pra vc mas para milhares de ouvintes, que tinham suas vozes proclamadas nas manhãs da montanheza.Aonde está o querido vovô que fazia a gente sorrir?E o nosso j.Delega com seu "porrete que não bate mais", teve sua voz calada pela a insensibilidade de uma emissora que que deveria consultar os ouvintes para uma eventual mudança na programação, e fazer jus ao slogan, "A nossa Rádio".
Will Nunes comenta: Caro, Flávio fico feliz pela as suas observações e esclareço que no momento estamos envolvido na elaboração da nova programação da Rádio Montanheza, que adquiriu um novo e moderno transmissor de 5 mil watt"s. Nessa nova fase vamos também discutir com a direção da emissora como ficará o meu trabalho na Rádio. Uma coisa é certa, para fazer programa na emissora, pra mim, tem que ser no mesmo estilo do Microfone Aberto: Na minha opinião rádio foi feito para divulgar fatos, entreter e discutir idéias e promover a cidadania. Não me vejo, fazendo rádio sem discutir temas de interesse da comunidade, sem calor humano, sem paixão, sem a força da palavra. Estamos dialogando com a direção, e assim que eu definir a minha situação, vou fazer questão de comunicar a você, e aos milhares de ouvintes que me dão a honra do carinho da audiência.

RAPIDINHAS

Com a impugnação do dep. federal Silas Brasileiro, corre nos bastidores que a oposição a atual administração municipal de Vazante deve apoiar o ex-governador Newton Cardoso.
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O dep. Chico Uejo está trabalhando nos bastidores em Vazante. Corre a boca pequena que ele terá apoio de um ex-vereador do PMDB.
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Tudo indica que o prefeito de Guarda-Mor, Gilmar Ferreira , apoiará para federal Antônio Andrade (PMDB) e estadual Almir Paraca (PT).
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Deputados estão de olho nos votos dos Vereadores de Vazante.Pode ter nomes novos disputando votos na cidade.
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Alguém viu, algum santinho de candidato por aí!! Eu, não.
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Com quem a maioria dos peemedebistas de Vazante acompanharão nessas eleições? Antônio Andrade ou Dr. José Benedito.
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Alguém vai abrir comitê em Vazante?
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O ex-prefeito Hélio Guimarães, apoiará para deputado estadual Romeu Queiroz
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Do jeito, que vai, a campanha em Vazante, o povo vai ter dificuldade em votar até para governador. Não existe material de campanha na cidade.
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A falta de mobilização e de entusiasmo pode fazer muita gente não querer votar. Abram o olho para o número de abstenções.
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Será que os vazantinos vão receber a visita dos candidatos ao governo de Minas?
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Depois que a justiça eleitoral proibiu os comicios, as eleições perderam o calor humano.Os politicos viraram artistas, a gente só vê, na Tv, produzidos e bem vestidos.Dá, vontade até de pedir autógrafo.
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sábado, 31 de julho de 2010

LULA QUER BAIXAR A CONTA DE CELULAR

O presidente Lula ligou para o ministro das Comunicações, José Arthur Filardi, e o incumbiu de analisar junto à Anatel uma imediata política pública para baratear a tarifa de ligações entre celulares. Lula está preocupado com a conta alta dos consumidores. De fato, o Brasil tem uma das mais altas tarifas de telefonemas entre celulares de operadores diferentes, e de fixo para celular, a chamada V.U.M – valor de uso móvel. O ministro começou a mobilizar a agência.

IBOPE: DILMA ULTRAPASSA SERRA

A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com 39% das intenções de voto, contra 34% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta-feira (30) pela Rede Globo. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, aparece com 7 pontos percentuais. Os outros candidatos - Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) , não alcançaram 1% das intenções de voto.
Segundo o levantamento, que ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos entre 23 e 30 de julho, os votos brancos e nulos somam 7%. Dos entrevistados, 12% não souberam ou não responderam. A margem de erro de é dois pontos percentuais.Na simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista aparece com 46% e o tucano com 40%.

PESQUISA EM BRASILIA-DF

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) lidera a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo para o governo do Distrito Federal, com 38% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT) está em segundo, com 27%. Toninho do PSOL tem 1%. Eduardo Brandão (PV), Frank (PCB), Newton Lins (PSL), Ricardo Machado (PCO) e Rodrigo Dantas (PSTU) não pontuaram. Brancos e nulos são 14% e indecisos, 19%.Foram realizadas 1.610 entrevistas no Distrito Federal entre os dias 26 e 29 de julho. A pesquisa está registrada no TRE/DF sob protocolo nº 22815/2010 e no TSE sob protocolo nº 20796/2010. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

IMPUGNADA CANDIDATURA DE LEONÍDIO BOUÇAS

O TRE-MG indeferiu, por seis votos a zero, nesta sexta-feira, o registro do ex-deputado e candidato a deputado estadual Leonídio Henrique Correa Bouças (PMDB). Também foi indeferido o registro de Adicio Dias Soares - conhecido como Adilson da Vale Verde - ao cargo de deputado federal pelo PTN. Agora, já são 10 os indeferimentos de registros de candidatura motivados pela Lei Ficha Limpa em Minas Gerais

DISPUTA PARA O SENADO EM MG

Já na disputa ao Senado, o ex-governador Aécio Neves volta a aparecer com larga vantagem. Pelo Ibope, ele tem 70% das intenções de voto seguido por Itamar Franco (PPS), com 39%. Fernando Pimentel, do PT, alcançou 18 pontos. Onze por cento dos entrevistados disseram que vão anular ou votar em branco, e outros 29% ainda têm dúvida em quem votar para o Senado federal.
Encomendada pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 30 de julho, com 1806 entrevistados, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de julho de 2010, sob o número 20792/2010.

IBOPE RATIFICA LIDERANÇA DE HÉLIO COSTA EM MINAS

A pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (30) confirma a liderança do candidato Hélio Costa, do PMDB, na disputa ao governo mineiro. Ele aparece com 39% das intenções de voto e o tucano Antonio Anastasia, com 21%. Oito por cento disseram que iriam anular o voto ou votar em branco. Pela pesquisa, 25% dos eleitores mineiros estão indecisos quanto ao candidato ao Palácio Tiradentes.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

GOL DE PLACA

A vinda do time do Mamoré de Patos de Minas para fazer a pré-temporada em Vazante foi um gol de placa. Movimentou o esporte e mostrou para toda a região o potencial da nossa cidade, já que a imprensa de Patos de Minas fez várias reportagens enfatizando as virtudes da nossa população. Quem sabe um dia, Vazante possa realizar o sonho de colocar um time na terceira divisão do futebol mineiro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

VOX POPULI REAFIRMA LIDERANÇA DE HÉLIO COSTA

Pesquisa Vox Populi/Band/IG divulgada nesta terça-feira mostra que o candidato do PMDB, Hélio Costa, é líder na disputa pelo governo do Estado de Minas Gerais. De acordo com o levantamento, Costa tem 42% das intenções de voto contra 18% do segundo colocado, Antonio Anastasia (PSDB).A candidata Vanessa Portugal, do PSTU, aparece em seguida com 2%. Edilson Nascimento (PT do B), Zé Fernando Aparecido (PV) e o professor Luiz Carlos (PSOL), apresentam 1% cada.Do total dos entrevistados, 6% declararam que votariam em branco ou anulariam. Os indecisos somam 29%.A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de julho e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 19.921/10. Para o levantamento, foram entrevistadas mil pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

sábado, 24 de julho de 2010

PESQUISA DATAFOLHA: HÉLIO PODE GANHAR NO PRIMEIRO TURNO

O ex-ministro Hélio Costa (PMDB) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 26 pontos de vantagem sobre o atual titular do cargo, Antonio Anastasia (PSDB), mostra a primeira pesquisa do Datafolha no Estado desde o lançamento das campanhas. Segundo o instituto, mais eleitores em Minas se dizem indecisos (23%) do que optam pelo atual governador.
Ex-senador pelo Estado e ex-ministro das Comunicações, Costa tem 44%. Anastasia, que assumiu o governo após a renúncia de Aécio Neves para disputar o Senado, em 31 de março, tem 18% das preferências. Em um distante terceiro lugar, empatam com 2% os candidatos Professor Luis Carlos (PSOL) e Vanessa Portugal (PSTU), enquanto Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB), Pepê (PCO) e Zé Fernando Aparecido (PV) surgem com 1%. Afirmam que anularão o voto 7% dos entrevistados. A pesquisa ouviu 1.269 eleitores em 52 municípios entre a última terça e ontem.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PESQUISA VOXPOPULI: DILMA ULTRAPASSA SERRA

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lidera a disputa presidencial deste ano e aparece com 8 pontos de vantagem sobre o rival José Serra (PSDB) tanto no primeiro como no segundo turno, aponta pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra tem 33% e Marina Silva (PV) 8%. Segundo o Vox Populi, José Maria Eymael (PSDC) tem 1%.
Os outros cinco candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 4% e 13% dos entrevistados estão indecisos. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. Esta é a primeira pesquisa nacional divulgada depois da oficialização das nove candidaturas à Presidência.
Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina. Os brancos e nulos eram 5% e os indecisos 11%. A diferença entre a petista e o tucano subiu de cinco para oito pontos. Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%. Na pesquisa espontânea, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 4%.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PESQUISA PARA PRESIDENTE NA CAPITAL FEDERAL

Para presidente da República, o O&P constatou que, entre eleitores do DF, Dilma Rousseff (PT) tem 31,9% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 26,3%. A diferença é de 5,6 pontos percentuais. No entanto, a margem de erro de 2,8 pontos faz o percentual de Dilma variar de 29,1% a 34,7%. O de Serra varia de 23,5% a 29,1%. Assim, ocorre empate técnico, pois ambos podem ter 29,1%.Marina Silva (PV) tem 13,8%. Outros candidatos, somados, tem 2,5%. Não souberam ou não quiseram responder à questão 14,8% dos eleitores. Vão anular, votar em branco ou em ninguém 10,5%.

PESQUISA PARA O SENADO EM BRASILIA-DF

Os 2 senadores eleitos pelo DF, se as eleições fossem hoje, são Cristovam Buarque (PDT), com 41,3% dos votos, e Rodrigo Rollemberg (PSB), com 28,9%. Maria de Lourdes Abadia (PSDB) aparece com 19,5% e Alberto Fraga (DEM), com 7,5%. Juntos, outros candidatos têm 12,4% dos votos. Brancos, nulos e votos para ninguém são 41,8% do total. No sabem ou néao responderam à questão 48,6% dos entrevistados. Aqui, mais pesquisas sobre a eleição dos senadores pelo DF.Na pesquisa sobre o voto para senador, os eleitores escolhem 2 candidatos. Por isso a soma dos percentuais deve ser 200% (ou números próximos) e não 100%, como na pesquisa para governador

ELEIÇÕES EM BRASILIA-DF: RORIZ CAI, AGNELO SOBE

Pesquisa do Instituto O&P Brasil sobre a eleição para governador do Distrito Federal indica que Joaquim Roriz (PSC) tem 37% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT) tem 31%. Não souberam ou não quiseram responder à questão 15% dos eleitores e 12,5% vão anular, votar em branco ou em ninguém.Candidatos menores também aparecem na pesquisa: Toninho (PSOL) tem 1,5%; Eduardo Brandão (PV) tem 1,2%; Rodrigo Dantas (PSTU) tem 0,7%; Ricardo Machado (PCO) tem 0,6%; Newton Lins (PSL) tem 0,4%.A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais (para mais ou para menos). A sondagem foi feita de 15 a 19.jul.2010 com 1.200 eleitores do Distrito Federal.Na última pesquisa O&P (feita de 21 a 24.jul.2010), Roriz tinha 40,9% contra 28,4% de Agnelo (diferença de 12,5 pontos). Agora, a diferença caiu para 6 pontos. Aqui, quadro com pesquisas de diversos institutos sobre a eleição no DF.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ANASTASIA E AÉCIO ESCONDEM SERRA

O candidato José Serra (PSDB) elegeu Minas Gerais como uma das prioridades da campanha presidencial, mas ainda recebe um apoio tímido nos eventos eleitorais públicos de seu palanque mineiro, comandado pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia.
Desde o início da campanha, Serra só foi mencionado em Minas nos eventos públicos em que esteve presente: ontem, quando foi a Belo Horizonte e Divinópolis, e no dia 12, quando esteve na capital mineira.
Sem Serra, a campanha de Anastasia e Aécio já realizou pelo menos cinco atos públicos. Em nenhuma delas o candidato a presidente foi citado espontaneamente --uma única citação ocorreu em resposta a um questionamento de jornalistas--, apesar de seu nome estar presente no material de campanha.O levantamento se baseia nas transcrições de discursos e entrevistas divulgados pelo PSDB mineiro. Segundo a assessoria do partido, tudo que é dito pelos candidatos está reunido na página.

ELEIÇÕES DECIDIDAS NO PRIMEIRO TURNO

A polarização entre Dilma Rousseff e José Serra nas eleições presidenciais está se reproduzindo nas disputas regionais. Na maioria dos estados só existe dois candidatos competitivos. A constatação é do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, que prevê: "Vamos ter muitas eleições decididas no primeiro turno". Na semana que vem, o Ibope sai a campo nos 27 estados e, no fim do mês, fará uma pesquisa presidencial.

UM GIRO RÁPIDO NA POLÍTICA

Copasa!! Cadê a mudança da água de Vazante? O povo quer saber.
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Como vai caminhar o PMDB de Vazante nestas eleições, depois que Dr. José Benedito anunciou que é oposição a atual administração municipal e não apoiará o dep. federal Antônio Andrade.
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Depois do apoio do grupo da oposição, o dep. estadual Deiró Marra estaria tentando conquistar apoio de Vereadores da situação.É bom abrir o olho.
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E o ex-candidato a prefeito de Vazante, o empresário Renê Rodrigues, apoiará quem?
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A campanha anda tão apagada em Vazante, que nem santinhos dos candidatos a gente encontra.
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Não existe ainda nenhuma data programada para comício em Vazante
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Começou a 24° Festa dos Carros de Boi da família Guimarães. Taí, uma boa oportunidade para os politicos se misturar com o povo.
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Os peemedebistas que não apoiarem Antônio Andrade, como ficarão depois das eleições?
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A oposição é só alegria, o grupo acredita que dará mais votos aos seus candidatos do que o grupo da situação em Vazante.
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Cresce rumores que o Vereador Luiz do Pedro (PMDB) estaria pensando em disputar a sucessão municipal de 2012, como candidato a prefeito em Vazante.
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olha, têm muita gente querendo sentar na cadeira do palácio do zinco em 2012.
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Quem será o novo presidente da Câmara Municipal de Vazante? A eleição é este ano.
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Uma lista de nomes circula na cidade de possiveis candidatos a prefeito de Vazante em 2012.Detalhe: não existe nenhum nome novo. Todos são conhecidos.
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O prefeito Orlando Fialho passa pelo o seu primeiro grande teste depois da sua eleição para prefeito. Conduzir o grupo para uma vitória nas eleições de outubro.
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terça-feira, 20 de julho de 2010

WILL NUNES E A POLITICA EM VAZANTE

Tem hora que eu não consigo entender a politica de Vazante? Talvez eu ainda esteja com a minha cabeça na politica nordestina (quente, cheia de abraços, aperto de mão e calor humano).É impressionante a falta de mobilização, de articulação e envolvimento num projeto de planejamento para um embate democrático. O que se ouve são especulações, sem nada de concreto, deixando as lideranças sem uma opção de envolvimento no processo politico. Politica é sinônimo de gente, e gente é uma máquina humana que adora gestos de gratidão,carinho, respeito, aperto de mão e abraços. Sem isso, a campanha fica fria, morna, sem calor humano, deixando os agentes politicos abandonados, sem envolvimento no processo democrático.
Fazendo com que o povo não sinta o calor do processo eleitoral. Campanha é o apogeu da democracia, da livre escolha ,do debate de idéias, é o momento de reunir em clima festivo companheiros, é o momento da união, de quem é quem ,da vibração,da força politica das lideranças.
É o momento de buscar oxigênio, para empreender durante 3 meses essa batalha, que envolve todos os cidadãos que querem fazer parte da história.Demorar tomar decisões é abrir espaço para outras forças ocupar o campo de batalha. É liberar companheiros, a mercê de propostas e convites sedutores. Quem quizer ter sucesso é preciso planejar, fazer estratégia e executar. Lembrando que a eleição de 2010, é um sinal diante dos ventos das eleições municipais de 2012.

DISSE BRIZOLA NETO NO SEU BLOG

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse à Folha que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) são um “sócio incômodo” do PT. “O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem”, afirmou o presidente tucano.Se eu seguir o raciocínio desqualificado do senador Guerra, poderia afirmar o seguinte: “todo mundo sabe que o ex-governador José Roberto Arruda se locupletava com o dinheiro da corrupção, e José Serra era ligadíssimo a Arruda. É um sócio incômodo que o José Serra tem”.

Repito o que fiz no post anterior. Se a lógica acusatória do PSDB serve para atacar seus adversários, deve servir também para si mesmo, não é?Então, estaríamos livres para dizer que Serra tem envolvimento com o “panetone” arrudista?É esse o nível a que desceu o tucanato. A lama está se tornando universal. Logo vamos ver gente desembarcando desta canoa.

PESQUISAS PARA A DISPUTA DO GOVERNO DE BRASILIA-DF

Pesquisa do Instituto Exata sobre a eleição para governador do Distrito Federal (DF) indica que Joaquim Roriz (PSC) lidera a disputa com 38,5% das intenções de voto. Em 2° lugar está Agnelo Queiroz (PT), com 30,3%. Toninho (PSOL) tem 3,3%. Outros candidatos, juntos, alcançam 2,5%. Eleitores indecisos, que vão anular ou votar em branco são 25,7% do total.
]A pesquisa Exata foi feita de 12 a 15.jul.2010 com 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais (para mais ou para menos) e seu n° de registro no TRE-DF é o 20529/2010.O Instituto Dados fez pesquisa de 10 a 15.jul.2010 e também indica vantagem de Roriz: 36,3% contra 27,5% de Agnelo. Toninho, do PSOL, fica com 2,2%. Outros candidatos, juntos, têm 1,6%. Brancos, nulos e indecisos são 32,3%.A pesquisa Dados tem margem de erro de 1,8 pontos percentuais. Foi feita com 3 mil eleitores do DF e tem o registro n° 19136/2010.
Menor distânciaAmbas as pesquisas registram a menor diferença entre Roriz e Agnelo desde que as sondagens sobre a eleição 2010 no DF começaram a ser feitas. Na última pesquisa Exata (feita de 24 a 27.mai.2010), a diferença chegou a 9,4 pontos percentuais (Roriz vencia Agnelo por 35,1% a 25,7%). Agora, a diferença ficou em 8,2 pontos (38,5% a 30,3%). Na pesquisa Dados a diferença caiu de 11,6 pontos (registrados na sondagem feita de 29.mai a 3.jun.2010) para 8,8 pontos. A 1ª pesquisa sobre a eleição no DF que consta do banco de dados do UOL foi feita de 16 a 19.mar.2009, pelo Datafolha, e indica diferença de 37 pontos percentuais entre Roriz e Agnelo. Desde então, essa disparidade diminui gradualmente, como mostra a evolução das intenções de voto.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SERRA: A COISA TÁ FEIA EM MINAS

A euforia petista coincide com o desânimo tucano: um ex-ministro de FHC prevê vitória de Dilma, em Minas, na proporção 2x1 votos.

EUFÓRIA NO TIME DA DILMA

Os coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT) estão eufóricos, apostando até mesmo em vitória já no primeiro turno. É que pesquisas internas, a serem confirmadas por levantamentos regulares, já a colocariam sete pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB). As intenções de voto na petista cresceram na região Sul e em São Paulo e Minas Gerais, estados onde o tucano Serra sempre liderou.

PREFEITO COORDENA CAMPANHA DE ANASTASIA

Participando de um recente encontro em Vazante do grupo de oposição a atual administração municipal, o prefeito de Lagamar Ari Batista, afirmou que ele foi indicado para coordenar a campanha do governador Anastasia (PSDB) na região.

O BRASIL CONTINUA CRESCENDO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo projeta um crescimento da economia brasileira “não inferior” a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) e a geração 2,5 milhões de empregos formais em 2010.

QUAIS DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE MINAS VISITARÁ VAZANTE?

Qual dos grupos conseguirá trazer os candidatos ao governo de Minas em Vazante. O da situação coordenado pelo prefeito Orlando Fialho, ex-prefeito Jacques Soares Guimarães e o presidente do PMDB estadual Antônio Andrade que apoiam Hélio Costa. Ou a oposição tendo a frente Dr. José Benedito , Alcides Diniz e Dr. Marciano Borges que apoiam o atual governador Anastasia.