A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou março com variação de 0,43%. O resultado – que é o menor para os meses de março desde o 0,21% de março de 2012 – chega a ser menos da metade (0,47 pontos percentuais) da alta de fevereiro, quando a taxa havia subido 0,9%.
Os dados do IPCA, índice utilizado pelo Banco Central para balizar o plano de metas estabelecido pelo governo para a inflação oficial do país, foram divulgados hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado do mês passado, o IPCA fechou o primeiro trimestre do ano com alta acumulada de 2,62%, resultado 1,21 ponto percentual inferior aos 3,83% de igual período de 2015
A TV Câmara é mais um exemplo de como Cunha vem manobrando a casa conforme seu interesse. E com muito êxito, aliás. Enquanto o seu processo se arrasta há cinco meses e ainda não tem data para desfecho, o impeachment de Dilma deve ser concluído em tempo exíguo: da instalação da comissão, há 20 dias, até a votação em 17 de abril não se levará mais que um mês.
WILL NUNES: é o cenário da política nacional.Acuado Cunha se defende das acusações atacando Dilma, sob os olhares de quem deveriam deter o ímpeto de quem coloca fogo no país todo todos os dias sobre a anuência de setores importantes da sociedade.
Coluna Raquel Farias(O Tempo) -Fontes do PSB estão confirmando informação antecipada ontem no blog da coluna de que Marcio Lacerda escolheu Paulo Brant para candidato à sua sucessão. O executivo já está se afastando da presidência da Cenibra para fazer contatos políticos e se preparar para a disputa. No primeiro momento, ele pretende tirar férias na empresa. Se confirmada a candidatura, deverá se licenciar para se dedicar inteiramente à campanha.
Lula está animado, por isso anda alfinetando Michel Temer. O Planalto contabiliza hoje 216 votos pró-Dilma, já com esperada traição. Ela precisa de 172 para se manter.
O governo dá como certo o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados em alguns meses, em velado acordo para salvar seu mandato. Com a previsão deste cenário, duas alas trabalham desde já para emplacar o futuro comandante da Casa. Dilma Rousseff e os palacianos querem Rogério Rosso (PSD-DF) no cargo. Michel Temer e aliados atuam por Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
Convencido de que achou a estratégia certa, governo e aliados turbinaram o discurso do “não vai ter golpe” e de que o impeachment já morreu nas últimas 24 horas. Os rivais estão perdendo o debate, sem fatos novos, daí a avaliação dos governistas de que a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá vencer até mesmo na Comissão Especial do Impeachment, a partir do dia 17 de abril, onde o placar estaria 34 a 31 em desfavor dela. Ou seja, bastaria convencer dois.
Depois de ter ficado no governo durante a administração do prefeito Ruy Muniz, o PDT do deputado estadual, Carlos Pimenta dá os primeiros passos para deixar a administração e apoiar o pré-candidato opositor Humberto Souto (PPS).
O ex-prefeito de Montes Claros, Athos Avelino tem confidenciado as pessoas próximas que não será candidato a prefeito. Atualmente no partido da rede de sustentabilidade, ele seguir no projeto de Humberto Souto (PPS) que disputará a prefeitura montes-clarense.
A reunião que definiu a saída do PMDB do governo, no último dia 29, foi precipitada e não deveria ter ocorrido naquela data, disse hoje (4) o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que é filiado ao PMDB do Pará e permanece no cargo, apesar da decisão do partido de entregar os cargos que ocupa na administração federal.
Após uma reunião de 40 minutos com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, Braga disse que continuará trabalhando como ministro para “servir ao país”. “Fui um daqueles que, desde o início, falei que imaginava, acreditava e continuo acreditando que aquela reunião do dia 29 [de março, em que o PMDB confirmou a saída do governo] não deveria ter acontecido nesse dia. Que era uma precipitação, e continuo defendendo isso”, afirmou Braga.
O Ministério da Saúde começou a distribuir as primeiras doses da vacina contra a gripe para alguns estados que pretendem adiantar a campanha de vacinação, marcada para começar oficialmente no dia 30. O que motivou a decisão foi a antecipação do surto da doença, que assusta principalmente São Paulo. Neste ano, foram confirmados, em todo o país, 444 casos de infecção pelo vírus H1N1. O total de mortes chega a 71, incluindo uma em Brasília, confirmada ontem (leia mais no caderno Cidades).
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, explica que a vacina oferecida pelo sistema público sofreu uma mudança este ano em relação a 2015. Ela oferece a mesma proteção contra o H1N1 que a anterior, mas combate subtipos diferentes dos vírus H3N2 e influenza B. Dessa forma, a dose antiga pode ser útil contra o surto atual — tanto que São Paulo a adotou de maneira emergencial. Mas esses pacientes que estão recebendo a vacina antiga agora deverão voltar aos postos para a dose atualizada. O intervalo recomendado entre uma e outra é de 30 dias.
Há essa necessidade porque, de um ano para outro, a vacina da gripe é alterada de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que leva em consideração os subtipos de vírus mais comuns em cada hemisfério no período. Professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, o pediatra e epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro lembra ainda que as vacinas de gripe têm eficácia de 6 meses a um ano, dependendo da reposta do indivíduo à imunização. “Mesmo que a vacina oferecida em 2016 fosse idêntica à de 2015, seria necessário repetir”, reforça.
O PP, o PR e o PSD estão na expectativa. Só podem assumir cargos ou ministérios após a votação do Impeachment. Coisa do ex-presidente Lula, que trabalha na articulação para manter Dilma no poder.
Filiação foi abonada pelo presidente do partido em Minas Gerais e vice-governador, Antônio Andrade, e pelo Deputado Tadeu Martins Leite
O líder classista Osmani Barbosa Neto, presidente da Sociedade Rural de Montes Claros, filiou-se no final desta semana ao PMDB e pode entrar na corrida eleitoral de outubro.
A filiação foi abonada pelo presidente do partido em Minas Gerais e vice-governador, Antônio Andrade, e pelo secretário de Estado e presidente do PMDB de Montes Claros, Tadeu Martins Leite.
- Tenho certeza que fiz a escolha certa dentro da intenção de pensar o futuro de Montes Claros e da região representando as entidades de classe, num partido que é o maior do Brasil e que tem na cidade, além do maior número de filiados, a maior bancada na Câmara Municipal, um vice-prefeito e um deputado estadual eleito e que hoje representa o PMDB como secretário de Estado - disse Osmani Barbosa.
O presidente do PMDB de Montes Claros, deputado e secretário de Estado Tadeu Martins Leite, destacou que a presença de uma liderança tão expressiva e respeitada como Osmani vem reforçar e qualificar os quadros do partido, que pretende apresentar boas opções para o montes-clarenses nas eleições municipais deste ano.
- Estou muito otimista quanto ao protagonismo do partido nas eleições deste ano, e com certeza seremos decisivos no resultado final das urnas - planeja.
Rodrigo Janot tem quase tudo pronto para os pedidos de investigação ou indiciamento mais aguardados na Lava Jato: os de Dilma, Lula, Temer e Aécio. As ações relacionadas aos quatro deverão ser solicitadas em bloco ou no mesmo dia. Pelo menos, essa é a estratégia definida pela PGR no momento.
A discussão sobre uma eventual redução nos preços de diesel e gasolina pela diretoria da Petrobras provocou mal-estar entre integrantes do conselho de administração. A avaliação de alguns conselheiros ouvidos pela reportagem é que o colegiado tem posição “afinada com o mercado” e a redução de preços abalaria a estratégia da companhia para reconquistar credibilidade.
A decisão cabe à diretoria, mas alguns integrantes do conselho criticaram não ter participado das discussões sobre o tema. No último domingo, alguns integrantes trocaram mensagens questionando a decisão pela redução de preços. Os comentários vieram após informação de que a Petrobras poderia anunciar ontem uma redução dos preços da gasolina e do diesel, segundo publicação, no domingo, do colunista Lauro Jardim, do “O Globo”.
O prazo para tirar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, solicitar transferência para uma seção de fácil acesso e regularizar a situação perante a Justiça Eleitoral termina em um mês. O dia 4 de maio é também a data final para comparecimento dos eleitores que quiserem fazer o recadastramento biométrico para votar de modo mais seguro nas eleições 2016 – apesar de o procedimento ainda não ser obrigatório nas grandes cidades mineiras, como Belo Horizonte. Em alguns municípios, onde o recadastramento biométrico é obrigatório, o eleitor que não compareceu à revisão eleitoral deve procurar o cartório de sua cidade, também até 4 de maio, para regularizar sua situação e poder votar em outubro.
Atualmente, para alcançar sucesso na eleição municipal o espaço na TV é fundamental. E o prefeito de Montes Claros, pré-candidato a reeleição Ruy Muniz (PSB) sabe disso.Por isso tenta construir uma grande aliança em volta do seu nome.
Mas não terá vida fácil. O PMDB ensaia candidatura própria, PDT ameaça deixar o barco,o PP ainda não se definiu, além de outras legendas pequenas como o PSC que deixou o governo. O prefeito precisará de muita articulação para manter o grupo unido.
A semana será decisiva para a guerra do impeachment e ela começa com o vento soprando a favor do governo e a oposição e a parcela do PMDB que aderiu ao movimento golpista admitindo que perderam terreno. O governo avançou tanto nas ruas, com o crescimento do movimento “não vai ter golpe”, como no Congresso, onde evolui positivamente a formação do chamado “Centrão”, frente composta PP, PR, PSD e talvez PRB, não apenas para barrar o impeachment, pela soma de seus votos com os da esquerda (PT, PC d B e PDT), mas também para dar sustentação ao governo Dilma depois de eventualmente garantida a sua sobrevivência. Sobre o futuro desta coalizão, disse o ministro Ricardo Berzoini em sua entrevista ao Estadão: “Não adianta vencer o impeachment sem garantir governabilidade. Estamos construindo uma base para governar e estabilizar o País.”s marchar juntos. O PP, o PR e o PSD, e talvez o PRB. Até quinta-feira vamos anunciar esta posição conjunta – diz o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que hoje já conversou com o PR e voltará a conversar com o ministro Kassab, do PSD.
O bloco, incluindo o PRB, teria 144 deputados. Os 49 do PP (mais um licenciado e um que é suplente seriam 51), o PR tem 40, o PSD, 33, e o PRB, 22. Garantindo os votos contra o impeachment, o bloco ampliaria sua participação no ministério e passaria a formar com os partidos de esquerda a nova base de sustentação do governo. Segundo Nogueira, um grupo de aproximadamente 15 deputados é radicalmente oposicionista mas se o partido fechar com o governo, os votos contra o impeachment poderão chegar a 25, no mínimo.
Um reforço grande à formação do Centrão foi dado pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, ex-presidente do PP e muito influente junto às bases do partido, que trabalhou discretamente pela evolução da posição dos pepistas. Em entrevista ao jornal “Valor Econômico” ele afirmou que “o PSDB é a UDN de hoje. Faz uma oposição de qualquer jeito, com base ou sem base”. Dornelles avaliou que dificilmente o impeachment passará, comparando-o à batalha de Sarney pelos cinco anos de mandato durante a Constituinte.
A consolidação do “centrão” depende, é claro, das negociações com o governo para definir os novos espaços dos partidos no ministério. Os três devem ganhar mais uma pasta e o PRB pode manter Esportes, que havia devolvido.
Perdas do PMDB
O governo pode não dar ao PP a cobiçada pasta da Saúde para não contraria o líder do PMDB, Leonardo Picciani. Ele mandou dizer que a saída de Marcelo de Castro do ministério dificultaria seu trabalho para conseguir de 20 a 25 votos do PMDB a favor do governo na votação do impeachment; Apesar do desembarque de seu pai, deputado estadual Jorge Picciani, o líder se mantém ao lado do Planalto. Castro deve ser mantido, assim como Helder Barbalho, da Secretaria de Portos. Os outros são incógnita mas é pacífico que a representação da fração dissidente terá que ser menor. Antes o PMDB tinha sete ministérios e entregava ao governo no máximo 35 votos. Era muito caro. Cinco votos por cada pasta, brinca um auxiliar do ministro Berzoini.
Sobre os desdobramentos para o PMDB, o ex-senador Francisco Escórcio, assessor da Secretaria de Governo, cutuca seus colegas de partido. Diz ele ao 247:
- Os fatos estão dando razão ao Renan (Calheiros). O desembarque do PMDB, daquela forma até irregular, foi precipitado e burro. Como em política não há vazio, outros vão ocupar os espaços do PMDB e ajudar o governo a vencer a batalha. Mas uma parte da bancada peemedebista ficará com o governo, numa outra confirmação de que aquela decisão por aclamação foi autoritária, impedindo a livre manifestação do partido.
Afora a perda do poder real que tinha, o PMDB contabiliza ainda, como saldo da decisão da semana passada, o desgaste com a imagem de golpista e o enfraquecimento da figura de Michel Temer como alternativa de governo, a exemplo do que fez ontem a Folha de São Paulo no editorial "Nem Dilma, nem Temer", mote da campanha por eleições diretas da Rede de Marina Silva. Não fioi, de fato, uma jogada brilhante. Teve mais fígado e oportunismo do que sabedoria política.
Aritméticas
O cabo de guerra agora virou também um jogo aritmético. A formação do “centrão” não trará todos os 144 votos dos partidos que vão integrá-lo. Na suposição de que 50% votem com o governo, serão 72, que somados aos 90 votos da esquerda totalizam 162 votos. Para ultrapassar os 171 necessários à barragem do impeachment, o governo conta com os deputados do baixo claro, de pequenos partidos, que estão sendo trabalhados pelos governistas, e especialmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. São deputados de partidos como PTN, PROS, PT do B, PSL e outros.
O final de semana foi agitado na política de Montes Claros, com o fim do prazo para filiação nos partidos políticos. O PDT deu um passo para romper com o prefeito Ruy Muniz e está negociando o cargo de vice-prefeito da chapa de Humberto Souto (PPS), com o nome do deputado Carlos Pimenta sendo cogitado. O PSC comemora o acordo com o PTN e propôs a formação da Frente de Oposição. Para tentar aliviar as perdas, o prefeito Ruy Muniz cortejou o presidente do PMDB de Montes Claros, Tadeu Martins Leite, que por sua vez, passou a viver novo cenário: o delegado aposentado Lindon Batista anunciou a decisão de disputar à pré-convenção como candidato a prefeito pelo partido.
A sexta-feira foi encerrada com Igor Versiane (PSC), comemorando a adesão do PTN ao seu projeto político, em acordo que veio de cima pra baixo, pois foi negociado pelas cúpulas dos dois partidos em Brasília. Igor afirma que os dois partidos tem 26 deputados ao todo e com isso, podem obter dois minutos no programa de televisão. Os correligionários do prefeito Ruy Muniz desmentem a perda do PTN e até mesmo do PSC e garantem que na época das convenções, dominarão os dois partidos. Igor Versiane colocou o PSC e PTN para comporem a chapa de Humberto Souto (PPS), articulando assim uma grande frente de oposição.
No sábado pela manhã o PDT realizou o Encontro da Mulher, em Montes Claros, que teve como fundo de cenário a disposição do partido em participar da eleição majoritária em Montes Claros. O deputado Carlos Pimenta anunciou que uma pesquisa do partido o deixa empatado tecnicamente em segundo lugar com Ruy Muniz e Paulo Guedes e somente atrás de Humberto Souto. Além disso, o PDT nacional o pediu para ser candidato. Porém, o ministro Humberto Souto foi ao encontro, sob a alegação de rever o presidente estadual e seu amigo, Mário Heringer e muitos pedetistas insinuaram que Pimenta será vice dele na chapa majoritária.
No mesmo horário, o prefeito Ruy Muniz teve de bancar o bombeiro: participou da inauguração da Pista de Skate, ao lado do secretário estadual Tadeu Martins Leite, presidente municipal do PMDB, onde o descontentamento era grande. O site da Prefeitura de Montes Claros divulgou a notícia da inauguração, sem citar que a obra foi viabilizada por emenda do peemedebista. O secretário municipal Antônio Eustáquio Gomes, o Toninho da Cowan, agradeceu ao secretário pela ajuda. Ruy Muniz veio a seguir, afagando Tadeu e frisando que estava como prefeito por causa do PMDB e especificamente de Luiz Tadeu Leite e Tadeu Martins.
O PMDB respondeu a discriminação que seu presidente sofreu: soltou a nota à imprensa comunicando a filiação do ruralista Osmani Barbosa Neto ao partido e que ele é pré-candidato a prefeito na eleição desse ano. Osmani acabou surpreendido com a postura do ruralista Alexandre Viana, seu antecessor na presidência da Sociedade Rural, de se filiar ao PPS, em apoio a Humberto Souto, abrindo um racha na classe rural. Porém, a surpresa do PMDB veio com a decisão do delegado aposentado Lindon Batista em disputar a convenção para ser candidato a prefeito. Lindon explica que colocou o nome a disposição até para o partido ter mais uma opção e esquentar a convenção.
A presidente Dilma Rousseff inicia a semana com reuniões para tentar concluir as mudanças na Esplanada dos Ministérios após a saída do PMDB da base aliada. Na agenda presidencial desta segunda-feira, dia 4, constam uma conversa pela manhã com o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e outra à tarde com Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência).
O PMDB rompeu com o Palácio do Planalto na terça-feira passada, dia 29, e decidiu entregar os cargos no Executivo. Mas seis dos sete ministros peemedebistas decidiram permanecer no governo. A presidente já decidiu que nem todos ficarão nos cargos, mas ainda falta bater o martelo sobre como as pastas serão redistribuídas. A ideia é dar parte dos ministérios que estão com o PMDB a outros partidos, como o PP, PR e PSD, para garantir o os 172 votos necessários para barrar o impeachment na Câmara.
A detecção do câncer de mama cedo favorece seu tratamento, por isso que uma equipe do Centro Tecnológico de Monterrey (México) desenvolve um dispositivo para facilitar este processo através da saliva. Através do sensor incorporado em um filme ultrafino -de cerca de dois mícrons de espessura e dez milímetros de comprimento-, o dispositivo é capaz de detectar uma proteína conhecida como Cerb-b2.
Esta proteína, que se localiza na saliva, é desenvolvida por “um grupo muito amplo de mulheres” que apresentam câncer de mama nos períodos iniciais, explica à Agência Efe o responsável da pesquisa, o médico Joaquín Esteban Oseguera Peña. A grande vantagem deste método é que antecipa a detecção da doença mesmo em mulheres que realizam auto-exame, já que a prova funciona quando o tumor é medido em mícrons -com um tamanho mil vezes menor do que quando pode ser detectado manualmente.
Um grupo expressivo de deputados que ainda não decidiu se apoiará ou não o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está sendo disputado pelo governo e pela oposição; segundo o colunista Kennedy Alencar, a contabilidade dos votos sobre o processo de impeachment na Câmara depende fundamentalmente dos votos deste grupo de deputados; "Lula tem feito a diferença e conseguido estancar a perda de apoio", afirma.
247 - Um grupo expressivo de deputados que ainda não decidiu se apoiará ou não o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está sendo disputado pelo governo e pela oposição.
Segundo o colunista Kennedy Alencar, a contabilidade dos votos sobre o processo de impeachment na Câmara depende fundamentalmente dos votos deste grupo de deputados. "A situação é mais ou menos a seguinte: o Palácio do Planalto não teria os votos necessários a fim de impedir a aprovação no plenário da Câmara, mas tampouco a oposição possuiria o apoio necessário para viabilizar o impedimento", afirma.
Para Kennedy, o ex-presidente Lula tem feito a diferença e conseguido estancar a perda de apoio. "As próximas duas semanas serão decisivas para Dilma barrar o impeachment ou para que seja viabilizado um governo Temer", afirma. "É fato que a entrada de Lula em campo melhorou a situação de Dilma, mas há pedras no meio do caminho: os desdobramentos da Lava Jato e o agravamento da crise econômica", acrescenta.
O mandato de Temer está vinculado ao de Dilma na ação para cassação da chapa que tramita no TSE. Se o vice for alvo de processo de impedimento, o destino dos dois ficará entrelaçado também no Congresso: se um cair, o outro vai junto. Quer dizer, em qualquer cenário, os mandatos de Temer e Dilma parecem indissociáveis: ou caem ambos, ou não cai ninguém.
A campanha sistemática contra o governo Dilma começa a afetar a Rede Globo já que grandes anunciantes estariam preocupados com as manifestações contra a emissora pelo o país diante da sua cobertura aberta contra o governo que finda afetando a economia do país.
O ex-presidente Lula discursou na manhã deste sábado, 2, durante a manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Praça do Ferreira, em Fortaleza. Em relação ao Ministério da Casa Civil, o ex-presidente disse: “Se tudo der certo, eu estarei assumindo a casa Civil na quinta-feira”. “Nós temos que falar em crescimento e volto para ajudar a Dilma e andar de mãos dadas com ela e com vocês”, discursou.
A menos de duas semanas da data estimada para a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara, 261 deputados afirmaram ao Estado que votariam a favor da abertura do procedimento e 117 se posicionaram contra. Segundo O Estado de S.Paulo, nove não quiseram se manifestar, 55 disseram estar indecisos ou preferiam esperar a orientação partidária e 71 integrantes de 15 siglas não foram localizados.
Para a abertura do processo de impeachment na Câmara são necessários 2/3 do plenário: 342 votos. Para arquivar o processo o governo precisa do apoio de 171 deputados, entre votos a favor, faltas e abstenções. Entre os que querem o impeachment já se fala em estender a sessão, que deve ocorrer até o dia 15, se não houver recurso do governo, até o domingo. O objetivo é atrair mais atenção da população para uma batalha que os números mostram estar acirrada e ainda em aberto.
O desembarque do PMDB do governo escancarou o que alguns especialistas consideram um dos principais problemas da administração pública brasileira: a “caixa-preta” dos cargos de indicação política. Fontes do governo “vazaram” para a imprensa que o PMDB teria um total de 600 cargos de confiança na administração pública federal – aí incluídos funcionários dos sete ministérios nas mãos do partido.
O governo abriu uma rodada de negociações, oferecendo esses cargos a PP, PR, e um bloco formado por Pros, PHS e PEN em troca de apoio para barrar o impeachment no Congresso. De acordo com a BBC Brasil, a questão é que ninguém soube ou quis informar onde exatamente estão esses cargos. “Isso é informação estratégica, que não será divulgada”, disse uma fonte governista à publicação. ”Não abrimos em nenhuma hipótese”, afirmou uma fonte do PMDB, garantindo que o partido “não sabe de onde saiu o número 600″.
Os consumidores precisam preparar o bolso para os gastos com saúde neste ano. Com a disparada dos preços desde 2015, economistas não têm dúvidas de que o reajuste dos convênios individuais e familiares ficará acima dos dois dígitos em 2016.
A Tendências Consultoria prevê aumento de 10,3% e alguns analistas não descartam correção acima da autorizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2015, de 13,55%, podendo chegar a 15%. O percentual de aumento será definido em maio e passa a vigorar a partir de junho, de acordo com o aniversário do contrato do conveniado.
Portal de internet UOL, do grupo Folha, dedica sua manchete deste domingo (3) a uma denúncia sobre eventuais abusos e ilegalidades cometidos pelo juiz Sergio Moro, na origem da Operação Lava Jato; a reportagem diz que "há indícios da existência de uma prova ilegal no embrião da operação, manobras para manter a competência com o juiz Sergio Moro, e até pressão sobre prisioneiros"; os repórteres Pedro Lopes e Vinícius Segalla submeteram a juristas, que afirmam que a Operação Lava Jato, já há algum tempo, deveria ter sido retirada da 13ª Vara Federal de Curitiba, além de ter sido palco de abusos de legalidade; até agora, foi o maior ataque à Lava Jato desferido por um grupo tradicional de comunicação.
Consumidores em todo o Brasil, que mantiverem o nível de gasto de energia elétrica, deverão ter uma redução na conta de luz em abril. É que a partir de hoje (1º), o custo para produzir energia ficará menor, quando passa a vigorar a bandeira tarifária verde, sem cobrança extra na conta do consumidor para cobrir o custo maior de geração. A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que a redução média na conta de luz fique entre 6% e 7%.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária é uma forma diferente de cobrar um valor que era incluído na conta de energia, no reajuste tarifário anual das distribuidoras. A cor da bandeira indica o custo da energia para mais ou para menos, em função das condições de geração de eletricidade. Desde que foi implementado o sistema de bandeiras tarifárias, de janeiro de 2015 até fevereiro de 2016, a bandeira se manteve vermelha. Em março, passou para amarela.
Brasília - Em reuniões com ministros que cuidam da articulação política e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo e o PP avançaram nesta quinta-feira, 31, nas negociações para transferir o Ministério da Saúde do PMDB para o PP. Antes mesmo da confirmação da saída de Marcelo Castro (PMDB-PI), o PP já definiu o deputado Ricardo Barros (PP-PR) como nome para ocupar o comando da pasta.
Líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) foi cercado e agredido com empurrões hoje (31) à tarde por um grupo no desembarque do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Ele chegava à cidade para participar do ato em defesa da democracia.
Um vídeo divulgado em uma página do Facebook mostra um grupo de cerca de dez pessoas cercando o deputado e jogando notas falsas de dinheiro nele, enquanto uma mulher tenta segurá-lo. Ele foi acompanhado pelo grupo até o carro que o levaria para a manifestação. No caminho, o grupo o chamava de “ladrão” e grita “fora PT”.
Mais cedo, a mesma página na rede social havia divulgado o horário do desembarque do parlamentar no aeroporto de Fortaleza. Guimarães divulgou nota repudiando o ato e chamando as pessoas que o atacaram de “neofascistas”.
WILL NUNES: essa gente não tem limite, se acha dona da verdade. Se sente acima da lei, com direito de julgar e condenar quem quer que seja. Pessoas que só estão saindo do armário graças a uma ala da oposição e setores da grande mídia que alimentam esse tipo de atitude. São radicais, fascistas e covardes que agora resolveram expressar todo o ódio e rancor para levar o país a desordem.
O ex-presidente Lula teve ontem uma longa reunião com o senador paraense Jader Barbalho no apartamento do peemedebista, em Brasília, em seu trabalho de articular acordos para manter parte do PMDB no governo. Jader Barbalho já deixou claro que não concorda com a decisão do PMDB de desembarcar do governo
Os ministros do PMDB garantiram ontem à presidente Dilma que de 20 a 25 deputados da sigla são contra o impeachment. A contagem de votos também foi tratada pelo ministro Ricardo Berzoini. Para os ministros, recebidos por Dilma, disse que quer anunciar até amanhã a recomposição do governo.
Diante da perspectiva de que o vice Michel Temer assuma a Presidência com o impedimento da presidente Dilma Rousseff, a cúpula do PMDB discute medidas de transição da economia que não descartam políticas impopulares, incluindo aumento de impostos. O debate já preocupa integrantes do partido, por temerem que iniciativas desse tipo possam prejudicar o desempenho dos peemedebistas nas eleições municipais de outubro. O PMDB é o partido com maior número de prefeituras no País.
Cautelosos, aliados do vice têm desautorizado publicamente qualquer especulação sobre a política econômica e formação da equipe para a área numa eventual gestão Temer. A precaução é tamanha que eles dizem que mesmo o documento "Ponte para o Futuro" - lançado em outubro com propostas para reequilibrar as contas públicas com desindexação do salário mínimo e de benefícios previdenciários - não deve ser visto como um "Plano Temer" definitivo, justamente por causa das medidas impopulares previstas no texto.
Os promotores eleitorais Édson Resende (esquerda) e Patrick Salgado
Coordenador do Centro de Apoio Eleitoral do Ministério Público de Minas Gerais, o promotor Edson Resende declarou na tarde desta quarta-feira (30), em Belo Horizonte, que é considerado crime quando o candidato suprime informações na declaração de bens. Em toda eleição, de acordo com norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todo candidato é obrigado a disponibilizar a listagem de bens. Como a regra possui brechas, diversos postulantes não declaram o que possuem de fato, conforme é exigido pela Receita na declaração do Impostos de Renda.
“É preciso dar seriedade à declaração de bens. A partir do momento que a lei diz que o candidato tem que trazer sua declaração de bens, a lei não contém letras inúteis, jogadas ao vento. É mais uma fonte de informação para o eleitor. A declaração de bens tem caráter informativo. Se alguém apresenta declaração de bens que não corresponde com a verdade, está cometendo ilícito penal, comete crime eleitoral. Inserção de informação falsa em documento dirigido à Justiça eleitoral”, declarou o promotor, ao participar de uma audiência pública junto com o procurador eleitoral Patrick Salgado Martins, na sede do Ministério Público Federal (MPF) em BH. O tema da reunião aberta foi as eleições municipais deste ano.