quarta-feira, 25 de março de 2015

DILMA : JOGO DE XADREZ

  • No xadrez governamental, o ministro Aloizio Mercadante tropeça, e Dilma precisa manter Lula por perto e contar com o apoio de Michel Temer para sair da armadilha política
    No xadrez governamental, o ministro Aloizio Mercadante tropeça, e Dilma precisa manter Lula por perto e contar com o apoio de Michel Temer para sair da armadilha política
Atacada pela oposição, pressionada por manifestações populares -- inclusive com pedidos de impeachment --, alvo da ira de integrantes da base aliada e da insatisfação do próprio partido, a presidente Dilma Rousseff (PT) parece cercada por todos os lados logo no início do segundo mandato. Como o prenúncio do final de jogo de xadrez.
Analistas políticos ouvidos pelo UOL apontam que jogadas a presidente poderia fazer para sair do xeque, evitar um processo de desgaste semelhante ao sofrido pelo ex-presidente José Sarney (1985-1990) e virar o jogo.
A comparação com Sarney é feita pelo cientista político Carlos Melo, professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), e pelo filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Para Melo, Dilma sofre um processo de "sarneyzação precoce" ao passar em apenas três meses por um desgaste semelhante ao que levou três anos para atingir Sarney (PMDB).
"Nos últimos dias do governo Sarney, ele não mandava em ninguém. Ninguém obedecia", lembra Roberto Romano.
Melo acrescenta que Sarney contava, no PMDB da época, com líderes políticos de mais estofo do que aqueles que a presidente pode contar hoje. Na ocasião, Ulysses Guimarães (1916-1992), por exemplo, era o presidente da Câmara dos Deputados. "Hoje é um deserto", diz o cientista político.

1 - Aprovar o ajuste fiscal

Com a economia patinando e a inflação em alta, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preparou um pacote de ajuste fiscal. As medidas provisórias restringem a concessão de benefícios trabalhistas e gerariam uma economia de R$ 18 bilhões ao ano para o governo. Para que entrem em vigor, elas precisam da aprovação do Congresso. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), integram a base aliada, mas fazem resistência ao governo Dilma Rousseff, principalmente depois da abertura de inquéritos contra eles nas investigações da operação Lava Jato.
Na opinião da cientista social Roseli Martins Coelho, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o Congresso "não tem interesse em aprovar nada que traga um respiro" para Dilma, mas o ajuste fiscal é diferente "porque as forças econômicas também estão pressionando seus representantes a aprovar". Diante das dificuldades com os parlamentares, a receita para Dilma, diz Roseli, é "negociar, negociar e negociar".
O principal desafio de Dilma, afirma o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, é encontrar uma forma de "vender otimismo", especialmente na economia. Para isso, diz ele, o ajuste é peça importante, mas, no primeiro momento, as medidas provocam um efeito recessivo. Além disso, afirma o filósofo Roberto Romano, da Unicamp, os cortes podem reduzir os recursos destinados a programas sociais.
"Se aprofundar o ajuste, atinge aliados dela [de Dilma], o PT e o movimento sindical. Ela tem de escolher onde vai perder, qual setor ela vai desagradar. É impossível tentar uma política de 'ganha-ganha'. Isso não existe mais", analisa Carlos Melo.

2 - Aproximar-se do PMDB e mexer no ministério

O vice-presidente Michel Temer é do PMDB, mas a relação do governo com o partido vai mal. Roberto Romano diz que Dilma Rousseff foi mal aconselhada, sobretudo pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e errou ao hostilizar o PMDB e tentar articular a criação de um partido que enfraquecesse a legenda e diminuísse a dependência do governo. Para Romano, o governo acabou abrindo o caminho para o PMDB optar pelo rompimento.
Na avalição de Roseli Martins Coelho, Mercadante não tem habilidade para negociar com o Congresso, e Dilma precisa fortalecer o papel de Michel Temer na articulação política. "Ninguém tem o PMDB na mão, mas Michel Temer tem influência e prestígio", afirma a professora da Escola de Sociologia e Política.
Roseli também entende que uma "sinalização interessante" para Dilma seria mexer no ministério e deixar a pasta da Educação com o PMDB para "trazer mais o partido para dentro do governo".
Na opinião de Romano, Dilma também ganharia se decidisse enxugar o número de pastas – atualmente são 39. "Ela poderia, sem grandes prejuízos, diminuir o número de ministérios. Isso diminui muito os problemas porque resulta em menos negociação e chantagem. Pode ser uma boa saída para a presidente obter algum apoio."

3 - Manter Lula por perto

Carlos Melo e Roberto Romano frisam que a relação entre Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está desgastada. Para Romano, há, inclusive, a possibilidade de Lula romper com a presidente.
Carlos Melo vê uma "relação de desconfiança" entre os dois. Segundo o professor do Insper, Dilma conversa com Lula, mas não segue os conselhos do antecessor. "Lula vai cansando. Parece que as reuniões são apenas para dizer que estão conversando."
Romano avalia que o rompimento pode acontecer ao fim de 2015, quando os indicadores econômicos do ano forem revelados. A partir daí, analisa o professor da Unicamp, Lula assumiria "o papel de Messias" e, provavelmente, tentaria voltar à Presidência na eleição de 2018.
Dilma, acrescenta Romano, não é militante histórica do PT – ingressou no partido somente neste século. "Muitas das propostas de seu governo não batem com as propostas do partido."
Perder o apoio de Lula e do PT seria ruinoso para a sucessora. O aval do ex-presidente é fundamental para Dilma, como ressalta Roseli Martins Coelho. "Ela precisa do Lula para ter a garantia da continuidade do apoio do PT. Não é um campo garantido para ela. Ela precisa do Lula para negociar o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e neutralizar as insatisfações da CUT em relação às políticas dela."

4 - Abrir o diálogo

Roberto Romano afirma nunca ter visto, no período democrático, "um xadrez tão complicado" quanto o que "está montado no Palácio do Planalto".
Para o professor da Unicamp, Dilma exagerou na dose do marketing político e agora precisa abrir o diálogo com o país. Em sua opinião, o marqueteiro João Santana "manda mais que ministro, e isso tem sido um desastre".
"A única possibilidade de saída seria uma disposição de fato, e não de marketing, de encetar um diálogo nacional aberto e democrático", opina Romano.
"Se a presidente tivesse a mínima sagacidade, já teria, no dia da vitória, sinalizado um diálogo com a oposição. Significaria que foi magnânima. Ela perdeu várias oportunidades de abrir o diálogo. E quanto mais demora, mais caro fica [fazer isso]", comenta Carlos Melo.
Na opinião do professor do Insper, o diálogo deveria se dar em torno de três pontos: a recuperação econômica do país, o combate à corrupção e os ajustes na gestão, "que eliminem desperdícios e mostrem que se trata de um governo transparente".
Para Melo, Dilma deveria convidar ao diálogo os partidos de oposição e movimentos responsáveis pelas manifestações de 15 de março. "São cidadãos. Se ela estende a mão e eles não acolhem, pelo menos fez o gesto político e passa o ônus para o outro lado. O problema é não fazer gesto algum e desqualificar o movimento", avalia. "O governo age com raciocínio de partido. Isso impede o diálogo.

DILMA: SANCIONA LEI QUE DIFICULTA CRIAÇÃO E A FUSÃO DE PARTIDOS POLÍTICOS

dilma
Dilma Rousseff sancionou com vetos a lei que dificulta a criação e a fusão de partidos políticos, aprovada pelo Congresso neste mês
PUBLICADO EM 25/03/15 - 10h47

A presidente Dilma Rousseff sancionou com vetos a lei que dificulta a criação e a fusão de partidos políticos, aprovada pelo Congresso neste mês. Dilma vetou dois dispositivos do artigo 29 da lei, considerados por ela inconstitucionais e contrários ao interesse público, segundo publicação nesta quarta (25) no "Diário Oficial da União".
O primeiro dispositivo dizia que a fusão de siglas "dá origem a um novo partido, cuja existência legal tem início com o registro, no Ofício Civil competente da capital federal, do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes".
O segundo abria uma janela para troca de siglas a políticos pertencentes a partidos que participam de fusões. "No caso de fusão, nos 30 dias subsequentes ao seu registro, detentores de mandatos filiados a legendas estranhas àquela fusão podem filiar-se ao novo partido, sem perda de mandato", determinava o texto.
Segundo justificativa da Presidência para os vetos, "os dispositivos equiparariam dois mecanismos distintos de formação de partidos políticos, a criação e a fusão". "Tal distinção é um dos instrumentos garantidores do princípio da fidelidade partidária, fundamental ao sistema representativo político-eleitoral."
Dilma também argumenta que essas medidas "estariam em desacordo" com a Constituição e com o entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), "pois atribuiriam prerrogativas jurídicas próprias de partidos criados àqueles frutos de fusões".

SUCESSÃO DE BELO HORIZONTE: DEP. JOÃO LEITE DESISTE DE CANDIDATURA



O rol de prefeituráveis em BH diminuiu, pelo menos no PSDB. O deputado João Leite, que já concorreu ao cargo e sempre é lembrado como potencial candidato, fechou apoio ao colega de bancada João Vitor Xavier. Leite tem articulado em prol de Xavier nos círculos tucanos e na ALMG

MINAS GERAIS: OPOSIÇÃO LEVA UM NÓ DA SITUAÇÃO DIANTE ESCLARECIMENTO DE VIAGEM DE PIMENTEL

Uma iniciativa da oposição pode forçar o governo de Minas a apresentar todos os dados de viagens realizadas por governadores ao Rio de Janeiro desde 2003. Requerimento neste sentido foi aprovado nesta terça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia e, na sequência, segue para votação em plenário.

O objetivo do deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB), autor do requerimento, era que o governo prestasse informações sobre o motivo da viagem do governador Fernando Pimentel (PT) ao Rio de Janeiro na segunda-feira de Carnaval. No pedido, o parlamentar quis saber se o governador se encontrava em missão oficial, especificamente no horário noturno, “em restaurante apontado pelos guias turísticos como um dos mais caros daquela cidade”. Valadares incluiu no pedido informações sobre a duração da estadia de Pimentel na capital fluminense, o custo total da viagem e quem a custeou.

A base aliada, no entanto, contra-atacou, mirando o senador Aécio Neves (PSDB), que, como se sabe, tem um apartamento no Rio de Janeiro. O relator da comissão, deputado João Alberto (PMDB), apresentou parecer pela aprovação do requerimento, mas incluiu uma emenda que define que as informações devem se referir “a todas as viagens oficiais suportadas financeiramente pelo erário realizadas pelos governadores do Estado de Minas Gerais ao Estado do Rio de Janeiro desde o ano de 2003 até a presente data”. Com isso, entram na lista as viagens de Aécio, do agora senador Antonio Anastasia (PSDB) e do ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) ao Rio de Janeiro.

MINAS GERAIS: GOVERNO ANUNCIA QUE PAGARÁ O PISO NACIONAL DOS PROFESSORES

Olimpiada de Matematica Dores do Turvo
Plano apresentado ontem inclui valorização da escolaridade

O governo de Minas Gerais estabeleceu um abono salarial aos professores do Estado e garantiu que pagará o piso nacional até o fim do mandato, em 2018. Em reunião do Grupo de Trabalho do Piso Salarial da Educação nesta terça, o secretário adjunto de Planejamento e Gestão, Wieland Silberschneider, garantiu às entidades sindicais que o Estado irá reajustar o piso ano a ano até atingir R$ 1.917,78, valor estabelecido nacionalmente. Hoje o vencimento básico é de R$ 1.455.

No encontro, Silberschneider explicou que os repasses serão feitos gradualmente a partir de maio até 2016, quando parte da diferença deverá ser eliminada. “O primeiro passo já foi dado. Nossa proposta de abono de R$ 160 já em maio representa um terço da diferença entre o que é pago hoje e o valor do piso nacional. Esse valor passaria a ser incorporado ao vencimento básico dos servidores em quatro parcelas de R$ 40, em julho e outubro de 2015 e em janeiro e abril de 2016”, explicou, detalhando a proposta que havia sido apresentada em reunião no dia 12.

Presidente da Associação de Diretores das Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg), Ana Maria Belo de Abreu considera que a decisão manifesta a vontade do atual governo de pagar o piso nacional. No entanto, ela afirmou que ainda faltam esclarecimentos sobre as próximas etapas. “O que o governo nos disse é que aos poucos vai atingir o piso, de forma que até 2016 deve chegar a R$ 1.615, o que indica a intenção em pagá-lo. Mas o que vem depois disso só devemos saber em reunião marcada para a próxima semana, quando teremos uma proposta mais consistente (sobre o que vai ser feito até 2018)”, disse. Ela acrescentou que ainda falta definir “quais as vantagens serão incorporadas (pelo governo) à carreira”

PROTESTO POR REFORMA POLÍTICA


sacos
Duzentos sacos com o símbolo do cifrão ($), representando dinheiro, foram espalhados na manhã desta terça-feira (24/3) em frente ao Congresso Nacional como forma de protestar contra o financiamento empresarial de campanha. O ato faz parte de uma semana de mobilizações em torno da reforma política, promovida pela Coalização Reforma Política Democrática – Eleições Limpas.
As organizações que integram a coalização defendem que o financiamento empresarial é uma das causas de corrupção e citam como exemplo as denúncias investigadas na Operação Lava Jato de que empreiteiras teriam pago propina para partidos políticos.
“Empresa não é eleitor, ela não vota. Então, não tem porque ela participar das campanhas eleitorais, isso cria uma distorção no processo democrático e vai contra o conjunto da população”, diz o diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Carlos Alves Moura. “Ela participa da eleição e depois vai cobrar a fatura por meio de contratos, isso deturpa o processo eleitoral e acaba promovendo a corrupção,” defendeu.

PÃOZINHO MAIS CARO


pao francesO pãozinho de todas as manhãs deverá ficar mais salgado no mês que vem. O preço do pão deverá subir até 12% em abril no país, de acordo com entidades que representam os fabricantes do setor, em razão das recentes altas do dólar e da energia elétrica.
Nos últimos 12 meses, o pão subiu 5,40%, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial. Apenas em fevereiro, a alta foi de 1,23%. O dólar cotado acima dos R$ 3 – moeda base para a compra do trigo importado– e o aumento nas tarifas de energia elétrica forçam o custo da indústria, que logo deverá repassar o aumento ao consumidor, afirmam fabricantes.

FACEBOOK INOVANDO NO MUNDO DA INFORMAÇÃO


facebookCom 1,4 bilhão de usuários, o Facebook tornou-se uma fonte vital de tráfego para os editores que buscam atingir um público cada vez mais fragmentado colado a smartphones. Nos últimos meses, o Facebook foi discretamente conversar com empresas de mídias, pelo menos meia, sobre a hospedagem de seu conteúdo dentro do Facebook ao invés de fazer os usuários clicar em um link para ir para um site externo.
Tal plano representaria um salto de credibilidade para organizações de notícias acostumadas a manter os seus leitores dentro de seus próprios ecossistemas. Facebook tem tentado eliminar os receios, falando sobre sob condição de anonimato entre outras questões.
Facebook pretende começar a testar o novo formato nos próximos , os parceiros devem ser The New York Times, BuzzFeed e National Geographic, embora outros possam ser adicionados.
Para tornar a proposta mais atraente para as editoras, o Facebook tem discutido formas dos editores ganharem dinheiro com publicidade que iria correr ao lado do conteúdo.

PT EM BUSCA DE NOVOS CAMINHOS


ruifalcao
Josias de Souza destaca que o presidente do PT federal, Rui Falcão divulgou um artigo sobre o 5º Congresso da legenda, que ocorrerá em junho. Defendeu um “reencontro” dos petistas “com o PT dos anos 80”. Manifestou o desejo de “reatar com movimentos sociais, juventude, intelectuais, organizações da sociedade”. Reconheceu que tais segmentos, antes “representados” no partido, hoje lhe são “alheios, indiferentes ou, até, hostis”. Atribuiu o fenômeno a “alguns erros políticos” cometidos pelo PT.
Isolado no Legislativo e fustigado nas praças, o PT agora considera que as alianças partidárias já não bastam para assegurar a sustentação do governo Dilma Rousseff. Falcão escreveu que “é vital ampliar a governabilidade meramente institucional e estendê-la à sociedade, levando às ruas a defesa do programa vencedor, organizando a população para defender o nosso projeto e a lutar por reformas estruturais.” Não explicou como o meio-fio irá prover os votos que os aliados sonegam a Dilma no Congresso.
A certa altura do artigo, Falcão reconheceu indiretamente que os 12 anos de poder federal levaram o PT à sepultura. Esse reconhecimento aparece no trecho em que o companheiro escreve que o retorno às ruas “vai exigir do PT um renascimento.” Só pode renascer, por óbvio, quem já morreu.

PMDB APERTA A DILMA

Principal aliado do governo Dilma Rousseff, o PMDB subiu nesta terça (24) o tom das críticas aos pontos estratégicos da política econômica ao ameaçar mudar o ajuste fiscal e obrigar o governo a renegociar, em 30 dias, com juros mais baixos, as dívidas de Estados e municípios.
Em um momento de fragilidade, com reprovação que só não supera a de Fernando Collor no pré-impeachment, Dilma já admite ceder em parte às pressões de aliados, mas os peemedebistas defendem mudanças mais profundas.

VEM AI! O PL

O pedido de registro do estatuto, do programa e do órgão de direção nacional do Partido Liberal (PL) chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL afirma já ter cumprido todas as exigências legais previstas na Resolução TSE 23.282/2010, que regulamenta a criação de novas legendas, inclusive a obtenção do apoiamento mínimo de eleitores previsto na norma.

CHARGE...


padre e dilma

terça-feira, 24 de março de 2015

A CRISE É POLÍTICA

Postado por: DANIELA MARTINS 
A agência Standard & Poor’s manteve a nota que dá ao Brasil o grau de investimento. Isso significa que o país continua a ser considerado bom pagador. O principal efeito é deixar claro que a crise brasileira é mais política do que econômica.
Na avaliação da agência de avaliação de risco, realizado o ajuste fiscal, a economia brasileira entraria nos eixos. Daí a S&P ter mantido a nota, ancorando essa decisão no ajuste fiscal em negociação com o Congresso.
Foi uma boa notícia em meio a uma maré negativa. Essa decisão ajuda a presidente Dilma a retomar algum fôlego para tentar fechar um acordo sobre o ajuste fiscal em no máximo duas semanas, antes dos protestos marcados para 12 de abril.
Se a presidente apaziguar os ânimos na política, terá chance de aplicar um ajuste mais rápido e eficiente, como Joaquim Levy tem dito que seria necessário.
Mesmo com as dificuldades na economia, que não são poucas, o ingrediente político tem atrapalhado mais o Brasil. O governo federal temia que houvesse um rebaixamento da avaliação do Brasil, o que deixaria o país sem o grau de investimento.
Entre os objetivos da indicação de Joaquim Levy para a Fazenda, um dos principais foi a avaliação de que ele teria condição de evitar a perda do selo de bom pagador do país. Sério, Levy cumpriu essa missão.
Agora, cabe ao governo ter habilidade e aproveitar este momento, que deve assegurar melhores condições para negociar o apoio ao ajuste fiscal com a sua base de apoio no Congresso.

BELO HORIZONTE: PREFEITO LACERDA EM ROTA DE COLISÃO COM O PSB


Marcio Lacerda diz que não está preocupado com nomes para 2016
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Marcio Lacerda diz que não está preocupado com nomes para 2016
O PSB do prefeito da capital Marcio Lacerda vive momento de combustão. O clima esquenta com a abertura de espaço para o PSDB no primeiro escalão do Poder Executivo.
Os socialistas temem que a aproximação do prefeito com o PSDB do senador Aécio Neves, do ponto de vista administrativo, possa significar uma aliança com vistas às eleições municipais de 2016. O receio maior é que o PSB não mantenha a cabeça de chapa. Há quem compreenda essas costuras como enfraquecimento do partido.
“Se ele quer fortalecer o PSB, por que nomeia só secretários do PSDB?”, questiona o secretário estadual da juventude do PSB, Igor Versiani, citando frase do presidente nacional do partido, Carlos Siqueira: “O PSB não é um partido satélite do PSDB”.
As fissuras no PSB mineiro tiveram início no ano passado, quando Lacerda apoiou o candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, mesmo com o lançamento, por sua legenda, do nome do ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado.

VEJA COMO A GLOBO COBRE AS MANIFESTAÇÕES CONTRA O PSDB

Presidente do sindicato enviou carta ao diretor de Jornalismo da emissora, pedindo "coerência" na cobertura das manifestações que ocorrem no Estado

Jornal GGN - Durante semanas o governo do Paraná, capitaneado por Beto Richa (PSDB), enfrentou uma greve geral que pôs mais de 100 mil professores nas ruas, em protesto por melhores condições de trabalho e renda. Apesar da dimensão dos atos, a grande mídia deu pouco espaço às demandas dos educadores, e o mesmo ocorre, agora, em São Paulo, Estado governado pelo correligionário de Richa, Geraldo Alckmin. "Nossa greve não tem a devida cobertura na maior rede de televisão do país", escreveu o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (APEOESP).
O tratamento não passou em branco. Em carta a Ali Kamel, diretor de Jornalismo da maior emissora do país, a Rede Globo, Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da APEOESP, cobrou coerência e isonomia na cobertura das manifestações em São Paulo. "Os professores da rede de ensino público de São Paulo estão em greve desde o dia 13 de março. Para a Rede Globo, no entanto, nossa greve não existe", introduziu a dirigente.

VAZANTE: DIVINO BOAVENTURA É REELEITO COM ESMAGADORA VOTAÇÃO NA DISPUTA PELO O SICOOB CREDIVAZ E SE CREDENCIA COMO UM NOME PARA DISPUTAR A PREFEITURA DE VAZANTE


















Foi realizada neste domingo, na sede do Rotary Clube de Vazante, a eleição dos membros do Conselho de Administração da Cooperativa SICOOB Credivaz para o mandato de 2015 à 2019.
A assembleia foi iniciada às 8h da manhã com a prestação de contas da cooperativa e às 10h a eleição da nova diretoria. Com presença de 1.496  associados.

A Chapa-A comporta por; Divino Boaventura, Gilvando Araújo Barbosa, Joel Machado Diniz, José Antônio Machado, Paulo Antônio Guimarães, José Ernesto de Souza, foi reeleita com 1.312 votos.
A Chapa-B composta por; Gilson Corrêa, Elias Antônio Rabelo, Cantionil Filho, Leandro Guimarães, Valmir Braga e Lázaro Rômulo obteve 173 votos. Foram 11 votos brancos e não houve votos nulos.
fonte:vazantenet

WILL NUNES:

Com perfil extremamente técnico o contador Divino Boaventura que já foi secretário da fazendo de Vazante se consolida como um grande gestor e capacita seu nome como  provável candidato a prefeito na próxima eleição. Apesar de não ter muita popularidade é inegável sua capacidade administrativa e o sucesso como presidente do Sicoob Credivaz -  fato reconhecido pelo os próprios associados que votaram em massa na  chapa vencedora encabeçada pelo o seu nome.

IMPASSE NO CASAMENTO DO PTB COM O DEM


p t b e DEMLíderes do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e do DEM (Democratas) que discutem a fusão das duas legendas chegaram a um impasse. Os petebistas querem manter a denominação original de sua própria sigla. Mas democratas estariam incomodados em integrar um partido “trabalhista”.
As legendas aguardam também a sanção do projeto que estabeleceu regras para a fusão de partidos. Um dos artigos estabelece que a nova legenda herda a soma de tempo de televisão e recursos do fundo partidário a que as siglas que a originaram já tinham direito antes de se juntarem.
Com isso, a nova legenda formada por PTB e DEM se tornaria atrativa para o ingresso de parlamentares de outros partidos.

WILL NUNES:

Parece brincadeira essa união do DEM com o PTB. Vejamos a história dos dois partidos:

A ORIGEM DO DEM
A União Democrática Nacional (UDN) era um partido político brasileiro fundado em 7 de abril de 1945, frontalmente opositor às políticas e à figura de Getúlio Vargas e de orientação conservadora. Seu famoso lema era "O preço da liberdade é a eterna vigilância" e seu símbolo era uma tocha acesa. O "udenismo" caracterizou-se pela defesa do liberalismo clássico e da moralidade, e pelo ataque ao populismo. Era um partido com forte apoio das classes médias urbanas e de parte da elite. Assim como o atual DEM, era considerado o partido mais à direita no espectro político brasileiro. Hoje muitos integrantes do DEM são herdeiros políticos de antigas famílias udenistas, como os Caiado (GO), os Maia (PB, RN e RJ) e os Magalhães (BA).

Veja agora a história do PTB:

O PTB foi fundado em Rio de Janeiro (então Distrito Federal), em 15 de maio de 1945 sob a inspiração de Getúlio Vargas, seu maior líder e no bojo do Queremismo, movimento popular cuja consigna era Queremos Getúlio e que propunha uma Assembleia Constituinte com Getúlio na Presidência da República. Além de Getúlio, a fundação do PTB foi articulada pelo seu Ministro do TrabalhoAlexandre Marcondes Filho.
Sua base eleitoral era o operariado urbano, com forte ligação com os sindicatos. Ideologicamente, as raízes do PTB são o castilhismo gaúcho, o positivismo, traços desocial-democracia e o pensamento de Alberto Pasqualini, o maior ideólogo do PTB. Entre 1945 e 1964 foi o PTB o partido que mais cresceu, tanto em número de votos, quanto em número de filiados: em 1946 o PTB tinha 22 deputados federais; elevando-se a bancada para 66, em 1958, e em 1962 já tinha 116. Isto refletiu a crescente urbanização e industrialização que o Brasil experimentou naqueles anos. O PTB era, entre os grandes partidos de então, o mais à esquerda, e era constantemente acusado pelos opositores de ter políticas comunistas.
O programa partidário do PTB pregava alguns alhos as reformas, como a urbana, a agrária e a educativa, e tinha ênfase no crescimento econômico, desenvolvimento industrial, nacionalização de recursos e na educação. Estava incluído no contexto populista que dominou a prática política a partir do Estado Novo em diante.



REJEIÇÃO DA NOVELA BABILÔNIA PREOCUPA A GLOBO


Babilônia: rejeição
Babilônia: rejeição
Um sinal amarelo acendeu-se ontem na Globo: o capítulo de sábado de Babilônia registrou 22 pontos de audiência na Grande  São Paulo, de acordo com números prévios do Ibope.
Como a novela estreou com 33 pontos, isso significa que o principal produto da Globo perdeu um em cada três telespectadores desde o seu primeiro capítulo. Nunca uma novela da Globo caiu tanto em sua primeira semana.
Não é um atestado definitivo de óbito da trama. Império estreou com 31 pontos e obteve 24 pontos em seu primeiro sábado. Mas recuperou-se rapidamente, conquistou público e foi um sucesso de audiência.
Mas os 22 pontos podem ser resultado de uma rejeição de um extrato mais conservador dos telespectadores, que rejeitam personagens gays, sexo e prostituição, presentes na novela. Há também uma campanha de lideranças evangélicas contra a novela – campanha, aliás, já tentada outras vezes sem sucesso.
O inegável é que a Globo está preocupada desde ontem – muito preocupada. Porém, para definir se Babilônia é um fracasso ou não há que se aguardar os próximos capítulos.

A FORÇA DO PASTOR RR SOARES: 5 MILHÕES POR MÊS POR UM HORÁRIO NA REDE TV


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Missionário quer ir ao ar a partir das 20h30
R.R. Soares vai renovar contrato com a Rede TV!, mas deve mudar de horário. Hoje, o missionário gasta 5 milhões de reais por mês e entra no ar depois das 21h. A ideia é reajustar o valor do contrato pelo IGP-M e colocar o programa a partir das 20h30.
No mesmo horário, R.R. Soares já aparece na Band

STF: PREOCUPAÇÃO COM O LAVA JATO


Mello: alerta sobre opinião pública
Mello: alerta sobre opinião pública
Ministros do STF temem ser cobrados pelo andamento das investigações e futuras ações penais da Lava-Jato que correm no tribunal diante do quão adiantadas estão os inquéritos e processos tocados por Sérgio Moro.
O receio é que a sociedade não entenda por que os casos envolvendo políticos ainda estão no começo enquanto já houve até denúncias em relação aos demais envolvidos.
Diz Marco Aurélio Mello:
- O povo pode não entender a diferença

CINQUENTA TONS DE CINZA EM ALTA


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Perto de mais um recorde
Apesar da média de minguados 266 espectadores por sala, Cinquenta Tons de Cinza se aproximou de outra marca expressiva neste fim de semana. Com 89 810 espectadores, o filme baseado no best-seller de E.L. James chegou a exatos 6 435 710 bilhetes vendidos por aqui e deve alcançar a casa dos 6,5 milhões durante a semana.
Em seis semanas em cartaz, Cinquenta Tons já rendeu 85,5 milhões de reais às bilheterias brasileiras, segundo a Rentra

QUEDA NA AUDIÊNCIA DA GLOBO REPERCUTE NAS REDES SOCIAIS

Ilustração do Twitter do Rodrigo Vianna


Conversa Afiada reproduz artigo de Ricardo Feltrin, extraído do UOL:

IBOPE DO “JORNAL NACIONAL” “DERRETE” E MARCA 20 PONTOS


Um “terremoto” ocorreu na redação da Globo na noite de hoje (ontem). O “Jornal Nacional” registrou uma das mais baixas médias de audiência em dias úteis, segundo dados prévios obtidos pelo UOL.

A média de audiência esta noite foi de 20 pontos, que é equivalente ao índice do telejornal global em um sábado de feriado prolongado.

Na segunda-feira passada a média foi de 29 pontos. A segunda-feira de Carnaval, por exemplo, deu 25 pontos na Grande SP (cada ponto = 67 mil domicílios). Os dados consolidados do Ibope só serão divulgados amanhã e podem sofrer pequena variação (geralmente nunca maiores que um ponto).

Dez anos atrás a média do “JN” era de 35,8 pontos na Grande São Paulo.

Embora não seja possível afirmar categoricamente o motivo da queda desta noite, não é difícil apontar os prováveis motivos.

1) As novelas das 18h e 19h não estão tão bem quanto deveriam, em audiência. Isso atrapalha a “alavancagem” de público que está sintonizando as novelas e continua na Globo durante o telejornal

2) A nova novela das 21h, Babilônia, também não vai nada bem  para os padrões da Globo, com média em torno de 31 pontos. Quando a novela vai bem, como o final de “Império”, um bom público sintoniza antes o “JN” já à espera da trama.

3) Hoje ocorreu a estreia de “Os Dez Mandamentos”, na Record, que também mudou o horário de seu telejornal para mais tarde; ocorre que a Record subiu nesta noite em todas as principais praças do país.

Em São Paulo passou de 7,9 pontos (na última segunda,) para 9,6 pontos hoje; no Rio passou de 7,7 para 12,6 pontos; Belo Horizonte dobrou: de 5,5 pontos para 11,1; Porto Alegre, idem: de 3,6 para 7,2 pontos; e no Recife, a emissora passou de 5 pontos para 12 hoje. Cabe saber se esses bons índices continuarão nos próximos capítulos.

FERNANDO HENRIQUE TAMBÉM NÃO SABE DE NADA...



MINAS GERAIS: ÁGUA CARA!

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Minas deve adotar o sistema de sobretaxa que já é utilizado em São Paulo afim de conter aumentos no consumo de água nos próximos meses; na equação, seria feita uma média do consumo nos últimos 12 meses, e quem passasse desse cálculo em mais de 20% pagaria o dobro em sobretaxas na conta de água.

DILMA NO CAMINHO CERTO

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Apesar do mau humor de parte da população, expresso nas manifestações do último dia 15 de março, duas notícias de ontem, destacadas nas manchetes da Folha de S. Paulo e do Valor Econômico desta terça-feira, apontam que a direção do segundo governo Dilma é a correta; de um lado, há a decisão da agência Standard & Poors, que manteve o Brasil como bom pagador e na condição de "grau de investimento", em razão da determinação em aplicar o ajuste fiscal; de outro, relatórios de bancos de investimento, destacados pelo Valor, apontam que o risco de racionamento de energia é cada vez menor, em razão não só do regime de chuvas, mas também da redução do consumo em razão de tarifas maiores; com energia e uma boa classificação de risco, o Brasil está mais apto a retomar o crescimento, apesar da histeria de quem aposta no quanto pior, melhor.

TELESPECTADOR DIZ NÃO AO JORNALISMO DA GLOBO


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Jornal da TV Globo registrou uma das mais baixas médias de audiência em dia de semana; segundo informações do UOL, na noite desta segunda-feira, o jornal atingiu 20 pontos; na segunda-feira de Carnaval, por exemplo, deu 25 pontos na Grande SP - cada ponto representa 67 mil domicílios; há dez anos, a média do "JN", hoje apresentado por William Bonner e Renata Vasconcelos, era de 35,8 pontos na Grande São Paulo.
WILL NUNES:
Diferente de uma época quando apoiava a ditadura, hoje a Rede Globo enfrenta a opinião de um cidadão mais crítico, principalmente com o advento da internet. Antes só o alto padrão de qualidade visual e belas repórteres eram suficientes para atrair a audiência. Hoje a emissora sofre consequências de um jornalismo tendencioso e radical que muitas vezes não retratam a realidade.