segunda-feira, 10 de novembro de 2014

VAZANTE-MG: EX-PREFEITO COM POPULARIDADE EM ALTA NA TERRA DE ANTÔNIO ANDRADE

Sem sombra de dúvida o grande nome dessa eleição na terra do vice-governador eleito de Minas, Antônio Andrade foi o ex-prefeito Orlando Fialho, ele foi fundamental para fazer majoritário Newton Cardoso Jr. (dep. federal) e Tadeuzinho (dep. estadual). O resultado fez seu nome ser ovacionado pela a oposição para sair candidato a prefeito em 2018. Além disso o governador eleito Pimentel e a presidenta Dilma tiveram votações expressivas no município. Fialho é uma das lideranças que segue com fidelidade a cartilha do deputado federal e vice-governador eleito Andrade.
 

MONTES CLAROS: TADEUZINHO COMEÇA CAMINHAR COM AS SUAS PRÓPRIAS PERNAS

Apesar de não ter tido uma expressiva votação como esperava em Montes Claros reflexo do desgaste político do seu pai, o ex-prefeito Tadeu Leite, o deputado Tadeuzinho começa andar com as suas próprias pernas buscando espaço em um novo cenário que começa surgir no universo montes-clarense.

PAULO MOREIRA LEITE: NEM COM AOPOIO DA MÍDIA E ESTRUTURA DE PODER OS TUCANOS VOAM PARA O PLANALTO

A mitologia de que o PSDB é um partido frágil, incapaz de enfrentar os governos do PT, acompanha a política brasileira desde 2006, quando  Lula conseguiu aquilo que os analistas conservadores julgavam impossível: reelegeu-se por folgada margem de votos  um ano e meio depois de Roberto Jefferson fazer as denúncias da AP 470.
 
Depois de prever um fracasso histórico por várias gerações assim que o país tivesse “experimentado o PT” em 2002, a oposição apostou em três CPIs e na moralidade seletiva dos meios de comunicação para arrancar Lula do Planalto. Em sua imensa dificuldade para reconhecer que o novo governo fora capaz de criar raízes profundas junto a maioria da população,  a partir de uma política inédita de distribuição de renda, criou-se a teoria de que Lula não havia vencido a reeleição em 2006 — a oposição é que fora derrotada por suas próprias fraquezas e pela incapacidade de explorar as falhas do adversário. Também nasceu a teoria de que a população pobre, eleitora de Lula, é mais tolerante com a corrupção dos que os ricos, os bem nascidos e os bem estudados.
 
A teoria  de que Lula fazia um governo sem méritos reais, mas era uma espécie de beneficiário da incompetência alheia, reapareceu em março de 2010 quando ficou claro que Dilma Rousseff, uma ilustre desconhecida fora dos gabinetes do Planalto, ameaçava emplacar uma terceira vitória consecutiva para o PT. A suposta fragilidade tucana serviu como justificava para uma postura abertamente partidária dos meios de comunicação, como admitiu Judith Brito, presidente da
Associação Nacional de Jornais e superintendente da Folha de S. Paulo:
– A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula].
 
A oposição, liderada pelo PSDB, tem, certamente, uma fraqueza do ponto de vista democrático: há 12 anos não consegue reunir votos em número suficiente para ganhar as eleições. Com a reeleição de Dilma, em 2018 terá completado um jejum de 16 anos longe do poder. É um recorde num país onde o próprio Lula perseguiu a presidência incansavelmente entre 1989 e 2002, conseguindo a vitória após 12 anos de jejum.  As derrotas consecutivas de Lula naquele período eram acompanhadas por piadinhas e comentários grosseiros. Falava-se em sua “teimosia”. Também se perguntava por quantas vezes ainda iria  “insistir” em disputar a presidência. Lula acumulou forças, em três campanhas, para conquistar o voto da maioria dos brasileiros, sem dar chance a ninguém, em 2002.
Esta foi e continua sendo sua força.
 
Mesmo derrotada quatro vezes consecutivas, a oposição conserva instrumentos permanentes de poder, que não foram nem serão partilhados voluntariamente com seus sucessores. O PSDB sempre buscou o acesso ao poder, mesmo quando não tinha votos para isso. Em 2005, Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista a Exame que Lula poderia permanecer no Planalto  — desde que desistisse da reeleição. Em 2007, o PSDB teve receio que Lula preparasse uma emenda constitucional que lhe permitiria disputar o terceiro mandato — e orquestrou uma campanha preventiva para impedir que, copiando o gesto de FHC em 1997, Lula tentasse aprovar uma emenda para disputar um terceiro mandato no Planalto, que lhe permitiria ficar na presidência por um período inferior ao de François Mitterrand no Eliseu  e Margaret Thatcher em Downing Street.
 
O acesso preferencial às estruturas repressivas do Estado — Polícia Federal, Ministério Público,  Judiciário — permite a oposição um tratamento peculiar. Impede, por exemplo,  que os dissabores que amargaram os petistas na AP 470 possam repetir-se no mensalão PSDB-MG. Mais antigo do que o esquema em que se envolveram os petistas, o PSDB-MG sequer foi julgado em primeira instância e ainda se encontra na fase de ouvir testemunhas numa Vara Criminal em Belo Horizonte. Divulgado a conta-gotas, o inquérito sobre a operação Lava-Jato tornou-se uma arma dirigida contra o Partido dos Trabalhadores.
 
O apoio dos meios de comunicação pode ser comprovado matemáticamente pelo Manchetômetro.   A Bolsa de Valores subiu e desceu no compasso de Aécio.
 
O país assistiu, nas 72 horas anteriores ao segundo turno, a uma tentativa de golpe eleitoral midiático que conseguiu retirar entre três e seis milhões de votos de Dilma, mas não teve força para impedir sua vitória. O dia da eleição foi marcado desde a madrugada por uma tentativa de assalto ao poder, com rumores falsos, mobilização subterrânea para distribuir capas da VEJA e mentiras destinadas a gerar o pânico e paralisar as autoridades. Não faltaram sequer pesquisas fabricadas que, em caso de necessidade, poderiam ser usadas para justificar uma alteração repentina dos resultados.
No necessário retorno a normalidade, ocorreram cenas inaceitáveis a favor de uma intervenção  militar, estimuladas pelo ambiente de intolerância que a tentativa de golpe midiático ajudou a criar.  Vozes responsáveis reagiram com indignação que merece registro.
Mas nada se investigou, ninguém foi chamado a explicar-se, sugerindo que tudo ficará por isso mesmo.
 
Nos días posteriores a vitória de Dilma, os adversários tentam impor sua agenda a Dilma. Denunciam seu direito constitucional a indicar ministros do Supremo assim que eles completarem a idade-limite de 70. A falsa tese da oposição fraca ajuda a alimentar a ainda mais falsa tese do governo bolivariano.
Forte? Frágil

MEGA-SENA DA VIRADA: R$ 240 MILHÕES

megaviradaComeçam hoje (10) as apostas para a Mega da Virada. O sorteio acontece no próximo dia 31 de dezembro. A estimativa é que o concurso 1.665 pague um prêmio de R$ 240 milhões, de acordo com a Caixa Econômica Federal.
A aplicação do valor integral na poupança pode render R$ 1,4 milhão por mês – ou cerca de R$ 46 mil por dia, segundo a Caixa. O prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso não haja ganhador com as seis dezenas sorteadas, o valor será somado ao rateio dos acertadores de cinco números e assim sucessivamente. A aposta mínima é de R$ 2,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do Brasil.

VIDEO DE CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO NAS ESTRADAS


Chamando atenção em inusitado e forte vídeo, campanha do Governo da Nova Zelândia visa conscientizar o cuidado nas estradas. No episódio, dois carros estão prestes a enfrentar uma batida em uma das vias do país. O primeiro vem em alta velocidade. O segundo atravessa a pista sem cuidados.
O inédito da situação é a paralisação temporal que acontece antes do suposto acidente de trânsito. Nos segundos anteriores à batida, o tempo simplesmente para. Em seguida, os dois motoristas tomam consciência, discutem e lamentam a situação que os espera. “Outras pessoas erram. Diminua a velocidade”, diz a forte campanha. Veja a seguir o vídeo da agência de transporte.

FIGURAS HISTÓRICAS DEIXAM O SENADO

simon senado
O Correio Braziliense destaca que Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Simon (PMDB-RS), José Sarney (PMDB-AP) e Casildo Maldaner (PMDB-SC) estão entre os senadores com mais de 10 anos de Casa que não renovaram os mandatos para 2015. Alguns por vontade própria, como Sarney, Maldaner e outros 10 parlamentares que preferiram não disputar as eleições deste ano. Outros cinco — entre eles, Simon e Suplicy — não foram reeleitos. Assim, passado o primeiro turno das eleições, vários desses personagens têm ocupado a tribuna do Senado nos momentos de pouca atividade e baixo quórum para se despedirem da instituição e da vida pública. Alguns chegaram a se emocionar, como Suplicy, que soma mais de 20 anos na Casa. Afinal, o Senado, como definiu o antropólogo, educador e ex-senador Darcy Ribeiro (1922-1997), “(…) é melhor do que o céu, pois nem é preciso morrer para estar nele”.
Simon escolheu a segunda semana após o primeiro turno das eleições para dizer adeus. Era uma quarta-feira, 15 de outubro, na qual se comemorava o Dia do Professor, e o plenário estava praticamente vazio. No microfone, se revezavam os senadores Casildo Maldaner, Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ana Amélia (PP-RS), que perdeu a disputa pelo governo gaúcho. Derrotado por José Serra (PSDB-SP) dias antes, Suplicy presidia a sessão. “Como para Vossa Excelência, senador, também para mim não vai ser fácil mudar os 30 anos, os 32 anos de convivência nesta Casa”, disse-lhe Simon ao tomar a palavra. Juntos, os dois somam mais de 60 anos de Senado. “Já antes da eleição, eu tinha me despedido, comunicando aos meus irmãos que, aos 84 anos — completando 85 exatamente em 31 de janeiro, quando encerro meus 32 anos de Senador —, acho que a missão nesta Casa estava cumprida”, lembrou Simon.

CAI HOJE PARCELA DO FPM DOS MUNICÍPIOS

fpm1Hoje, 10 de novembro, será creditada a primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). As prefeituras receberão R$ 3.462.884.877,55, com a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Já em valores brutos, somada a retenção do Fundo o valor será de R$ 4.328.606.096,94.
Esse 1.º decêndio soma R$ 4,328 bilhões, enquanto que no mesmo período do ano anterior o o valor ficou em R$ 4,285 bilhões – valores brutos. Em termos reais esse primeiro repasse registrou um aumento de 1% em relação a repasse do mesmo período do ano passado. No acumulado de 2014 o FPM apresenta crescimento de 3,4%, em termos reais, e soma R$ 67,558 bilhões, enquanto que no mesmo período do ano anterior o acumulado ficou em R$ 65,331 bilhões.
Esse 1.º decêndio de novembro de 2014, está maior em 49% se comparado com o 1. º decêndio de outubro de 2014. Porém, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra os gestores municipais que tenham prudência. A última projeção da Receita Federal, feita no começo do mês passado para o repasse total do mês de novembro, é de aumento de 55% em relação ao mês de outubro.

CAI A VIOLÊNCIA EM ACIDENTES DE TRÂNSITO

acidente carnavalAs mortes em acidentes de trânsito caíram 10% em todo o país no ano passado, segundo dados do governo federal. A redução interrompe uma sequência de aumento da violência no trânsito, que durava havia três anos, e também representa a queda mais expressiva desde 1998, quando as mortes diminuíram em 13%.Apesar disso, os números estão longe dos registrados em países desenvolvidos.
Dados preliminares do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam que foram 40,5 mil vítimas em 2013, ante 44,8 mil no ano anterior. A estatística coincide com o primeiro ano de vigência da Lei Seca mais rigorosa, que dobrou o valor das multas. Também passaram a ser aceitos novos meios de provar a ingestão de álcool, além do bafômetro, e a classificação do crime de trânsito por dirigir embriagado ficou menos rígida –ou seja, ficou mais fácil para o infrator ser enquadrado como criminoso.

PMDB QUER O MINISTÉRIO DOS ESPORTES

O PMDB do Rio quer o Ministério do Esporte no próximo mandato da presidente Dilma. O peso da vitória eleitoral de Dilma no estado, a realização das Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio e a intenção de projetar um sucessor para o prefeito Eduardo Paes justificam a demanda. Os líderes do partido, o governador Luiz Fernando Pezão e Paes, negam, mas nos bastidores operam com esse objetivo.

MONTES CLAROS: PAULO GUEDES NÃO TERÁ VIDA FÁCIL PARA CHEGAR A PREFEITURA

Apesar da expressiva votação obtida na última eleição o deputado estadual Paulo Guedes (PT) terá que percorrer ainda um longo caminho caso queira viabilizar seu nome com chances reais de vitória na eleição para prefeito de Montes Claros ( 2018). 

O alinhamento natural que ele achava que iria acontecer naturalmente com o deputado estadual Tadeuzinho para atrair o PMDB não será uma tarefa muito fácil. Os peemedebistas podem até deixar a administração do prefeito Rui Muniz, mas não será agora. O partido deve dá mais um tempo para o prefeito tentar recuperar sua  popularidade, caso contrário aos poucos buscará outros caminhos, que com certeza não será de apoio automático a ala petista liderada por Paulo Guedes. 
 

domingo, 9 de novembro de 2014

MONTES CLAROS: DRA. ARIADNA PODE OCUPAR UMA CADEIRA NA CÂMARA FEDERAL

São fortes as especulações que a Dra. Ariadna (PRB) assuma uma cadeira na Câmara Federal. Filiada ao PRB, seu nome tem sido citado na grande imprensa do estado como uma das beneficiadas com a decisão do governador eleito Fernando Pimentel (PT) de compor parte do seu secretariado com nomes de deputados eleitos na última eleição.  

Apesar de nunca ter disputado uma eleição o desempenho supreendeu o cenário político de Montes Claros e do Norte de Minas pela a sua expressiva votação no estado (30.968 votos). Conceituada médica ( oftalmologia) teve um papel importante em Montes Claros e Região apoiando o governador eleito Pimentel e a reeleição da presidenta Dilma.

Conhecida pelo o diálogo, conciliadora e muito bem articulada seu nome passou  fazer parte do debate politico no norte mineiro. Caso assuma mesmo uma cadeira na Câmara Federal consolida sua campanha em defesa dos interesses do município e da região.

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MINAS GERAIS: POSSÍVEIS SECRETÁRIOS E NOVOS DEPUTADOS FEDERAIS


JORNAL O TEMPO: SUPLENTES PODEM ASSUMIR CADEIRA NA CÂMARA FEDERAL

Especulações sobre nomes de deputados federais e estaduais eleitos que podem assumir cargos no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e na administração do governador eleito de Minas, Fernando Pimentel (PT) geram expectativas de alteração da configuração das bancadas na Assembleia de Minas e na Câmara Federal antes da legislatura 2015-2019 começar.

O deputado federal mais votado em Minas, Reginaldo Lopes (PT) é nome cotado para assumir o Ministério da Educação. Já o parlamentar federal Miguel Corrêa (PT) é um dos favoritos para assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Políticas Urbanas e Gestão Metropolitana. Amparado na influência do trabalho de articulação política realizado durante a campanha de Pimentel, o presidente do PT de Minas e reeleito para o Congresso, Odair Cunha (PT), é cogitado para ser secretário estadual de Governo. Já o deputado reeleito Saraiva Felipe (PMDB) poderia deixar o Distrito Federal para ser secretário de Saúde no Estado.
Se as especulações se confirmarem, os deputados federais Ademir Camilo (PROS) e Nilmário Miranda (PT) devem permanecer na Câmara mesmo sem ter conseguido votos o bastante. Além deles, quem também pode assumir uma cadeira em Brasília é a ex-prefeita de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, Maria do Carmo Lara (PT) e a irmã do prefeito de Montes Claros, no Norte de Minas, Rui Muniz (PRB), Ariadna Muniz (PRB).
Maria do Carmo e Ariadna Muniz não seriam alçadas à Câmara. No entanto o segundo e terceiro suplentes da chapa encabeçada pelo PT, Silas Brasileiro (PMDB) e Wadson Ribeiro (PCdoB) podem ser nomeados para ocupar as secretarias de Agricultura e de Esportes no governo de Pimentel, respectivamente.
Em Minas, os eleitos para a Assembleia Legislativa Tadeu Martins (PMDB), que pode assumir a Secretaria estadual de Turismo, Carlos Henrique (PRB), sem pasta definida, e Mário Henrique Caixa (PCdoB), também cogitado para a Secretaria de Esportes, devem abrir espaço para suplentes.
Os contemplados seriam Tony Carlos (PMDB), que já é deputado estadual, a viúva do ex-prefeito de Varginha, no Sul de Minas, Mauro Teixeira, Geisa Teixeira (PT), e Geraldo Pimenta (PCdoB).
Escolha. Uma das siglas apoiadoras de Pimentel, o PROS, tem presença garantida no governo do petista. A legenda pediu espaço nas pastas da Saúde, do Trabalho e do Desenvolvimento do Norte e Nordeste. Por ser presidente da legenda no Estado e deputado federal, Ademir Camilo tem cacife para reivindicar uma secretaria para si, mas prefere continuar na Câmara. “Prefiro continuar na Câmara por uma questão partidária. Posso continuar aqui porque a aliança em torno de Pimentel tem cinco partidos. Há muito espaço, e deputados devem ser chamados para o Executivo”, alega.
Futuro
Espera. Nilmário Miranda diz que está preocupado em terminar “bem” a atual legislatura. “Vamos esperar. Deputados importantes na campanha podem assumir cargos nos governos federal ou estadual.”
PCdoB
Aliado. A banca do PCdoB da Assembleia se reuniu, nesta quinta, na Casa para fazer um balanço do processo eleitoral e debater sobre as prioridades para a próxima legislatura. 

Aliado. Apesar de não ter coligado com o PT na chapa proporcional para a disputa de vagas na Assembleia, a sigla vai apoiar Fernando Pimentel. O partido elegeu três deputados estaduais. De acordo com o presidente estadual da sigla, Wadson Ribeiro, qualquer um deles podem se tornar secretários.

PMDB DE OLHO EM CINCO MINISTÉRIOS

Indagado se o partido continuará com os cinco ministérios, Temer disse que a decisão é da presidente Dilma. "Ela terá sensibilidade para verificar o tamanho do PMDB e o que entrega ao PMDB. Não por ser um partido aliado, mas por ser um partido que está no governo”, disse.

DEPUTADO FEDERAL REGINALDO LOPES DO PT DE MINAS, PODE ASSUMIR O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O ministro da Educação, Henrique Paim (PT), disse nesta sexta que ainda não discutiu com a presidente Dilma Rousseff sua eventual permanência no cargo no segundo mandato da petista. O Ministério da Educação é alvo de disputa interna do PT, que não pretende abrir mão do controle da pasta no novo governo. O orçamento do MEC é de cerca de R$ 100 bilhões. São cotados para assumir a pasta os governadores Cid Gomes (PROS) e Tarso Genro (PT). Corre por fora o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

PMDB OTIMISTA COM O NOVO MANDATO DA DILMA

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, reiterou a importância da sigla neste mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e, disse não ter dúvidas de que a legenda ocupará posições de destaque no governo, compatíveis com o seu tamanho.

MINAS GERAIS: PIMENTA DA VEIGA JÁ PENSA EM SER CANDIDATO EM 2018

A possibilidade de manter quadros do atual governo no próximo ano só deve se aplicar a cargos técnicos do Estado e fora do primeiro escalão. Apesar de ter dado a entender a aliados logo após ser eleito em primeiro turno que nomes da gestão tucana poderiam permanecer, o governador eleito em Minas, Fernando Pimentel (PT), deve colocar seus aliados em todas as secretarias, subsecretarias e cargos de confiança, e aproveitar apenas alguns nomes mais experientes para iniciar a gestão. “O corpo técnico atual tem valores que podem contribuir com o governo do PT. É preciso dar a devida importância aos concursados, como os que vieram da Fundação João Pinheiro e conhecem bem as contas públicas”, afirma um petista. “Mas é pouco provável que alguém do primeiro escalão permaneça. Os aliados vão ocupar esses espaços”, diz. 

MINAS GERAIS: PIMENTEL DEVE MANTER TÉCNICOS

A possibilidade de manter quadros do atual governo no próximo ano só deve se aplicar a cargos técnicos do Estado e fora do primeiro escalão. Apesar de ter dado a entender a aliados logo após ser eleito em primeiro turno que nomes da gestão tucana poderiam permanecer, o governador eleito em Minas, Fernando Pimentel (PT), deve colocar seus aliados em todas as secretarias, subsecretarias e cargos de confiança, e aproveitar apenas alguns nomes mais experientes para iniciar a gestão. “O corpo técnico atual tem valores que podem contribuir com o governo do PT. É preciso dar a devida importância aos concursados, como os que vieram da Fundação João Pinheiro e conhecem bem as contas públicas”, afirma um petista. “Mas é pouco provável que alguém do primeiro escalão permaneça. Os aliados vão ocupar esses espaços”, diz. 

MINAS GERAIS: PIMENTEL PRETENDE AUMENTAR OS LAÇOS COM O GOVERNO FEDERAL

Depois de vencer as disputas nacionalmente e também em Minas, rompendo com o domínio do PSDB no segundo maior colégio eleitoral do país, o PT deverá adotar ações semelhantes ao comandar os Palácios do Planalto e Tiradentes. Mostrando alinhamento entre as duas esferas, a partir de janeiro, o novo governador Fernando Pimentel deve ampliar a presença de programas federais no Estado, e aqueles que já contam com a ajuda da União passarão a ser identificados pelos nomes dados pelo governo federal.

GOVERNADOR TUCANO QUER DIALOGAR COM DILMA

Ao contrário dos tucanos no Congresso, os governadores do PSDB querem dialogar com a presidente Dilma. O de Goiás, Marconi Perillo, quer parceria para construir uma linha de trem, de passageiros e carga, ligando Brasília a Goiânia.

CAMPANHA QUER RESPOSTA DO MINISTRO DO STF GILMAR MENDES

Está em curso nas redes sociais campanha para que o ministro Gilmar Mendes conclua a votação da Adin que proíbe empresas de financiarem campanhas eleitorais. Ajuizado pela OAB, o julgamento não foi concluído ainda porque o ministro pediu vistas, há sete meses, e suspendeu a votação. O placar está 6 x 1 pelo fim de doações eleitorais por empresas.

DILMINHA

“Se ela (presidente Dilma) agir, no seu segundo governo, como se comportou na campanha eleitoral, vai ser nota mil” 

Gilberto Carvalho
Secretário-geral da Presidência, no coquetel com parlamentares do PT sobre a interação da presidente com os políticos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PT TERÁ CANDIDATURA PRÓPRIA PARA DISPUTAR A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Luis Macedo / Câmara dos Deputados:
Bancada do PT na Câmara decidiu nesta quinta (6), durante reunião, que terá candidato à presidência da Câmara; “Nós teremos um nome para submeter ao plenário para disputar a presidência da Câmara. Para isso, vamos ter um diálogo com todos os partidos, começando pelos da base, os independentes e da oposição, de maneira que a Casa seja bem representada, com independência, sem se situação ou oposição, mas com o papel que cabe ao Parlamento”, disse o líder da bancada, deputado Vicentinho (SP

PIMENTEL SAI DA CAMPANHA ELEITO E LUCRANDO

:
O ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) terminou sua campanha com um débito milionário a ser pago pelo partido com saldo de campanha; de acordo com a prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral, os gastos da campanha tucana chegaram a R$ 43,1 milhões, e a arrecadação, R$ 40,4 milhões, ou seja, um prejuízo de R$ 2,7 milhões; governador eleito de Minas, Fernando Pimentel (PT) arrecadou R$ 53,4 milhões e gastou R$ 52,1 milhões, ou seja, registrou lucro de R$ 1,3 milhão

LULA QUER MUDANÇAS NO COMANDO DA ECONOMIA

:
Segundo Kennedy Alencar, ex-presidente Lula sugeriu à presidente Dilma Rousseff colocar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no Ministério Fazenda e o ex-secretário-executivo dessa pasta Nelson Barbosa no Planejamento; o Banco Central ficaria sob o comando de Alexandre Tombini, com algumas trocas de diretores; "Meirelles passaria a ser o fiador da política econômica. Com Nelson Barbosa, Dilma manteria alguma influência, apesar de ele ter deixado o governo por discordar de decisões que tiveram aval da presidente", diz

MINAS GERAIS: GASTOS DOS DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS EM MG

Veja os gastos de cada eleito em Minas Gerais:

Deputados estaduais eleitos:
Paulo Guedes (PT)
Total de Despesas: R$ 2.419.183,53
 
Elismar Prado (PT)
Total de Despesas: R$ 334.499,1O
 
João Magalhães (PMDB)
Total de Despesas: R$ 1.672.982,73
 
Marília Campos (PT)
Total de Despesas: R$ 1.397.483,47
 
Durval Ângelo (PT)
Total de Despesas: R$ 1.021.117,00
 
Rogério Correia (PT)
Total de Despesas: R$ 218.274,51
 
Gilberto Abramo (PRB)
Total de Despesas: R$ 294.701,73
 
Ulysses Gomes (PT)
Total de Despesas: R$ 1.307.901,17
 
Carlos Henrique (PRB)
Total de Despesas: R$ 277.517,86
 
Rosangela Reis (PROS)
Total de Despesas: R$ 606.223,48
 
Savio Souza Cruz (PMDB)
Total de Despesas: R$ 1.115.655,49
 
Adalclever Lopes (PMDB)
Total de Despesas: R$ 1.181.632,04
 
Celise Laviola (PMDB)
Total de Despesas: R$ 336.847,63
 
Ivair Nogueira (PMDB)
Total de Despesas: R$ 1.064.997,48
 
Dr. Jean Freire (PT)
Total de Despesas: R$ 204.630,92
 
Paulo Lamac (PT)
Total de Despesas: R$ 1.416.349,12
 
Tadeuzinho (PMDB)
Total de Despesas: R$ 773.843,04
 
André Quintão (PT)
Total de Despesas: R$ 613.801,63
 
Cristiano Silveira (PT)
Total de Despesas: R$ 301.247,18
 
Iran Barbosa (PMDB)
Total de Despesas: R$ 1.263.261,98
 
Pastor Vanderlei Miranda (PMDB)
Total de Despesas: R$ 323.193,34
 
Cabo Júlio (PMDB)
Total de Despesas: R$ 152.540,82
 
Leonídio Bouças (PMDB)
Total de Despesas: R$ 938.227,79
 
Gil Pereira (PP)
Total de Despesas: R$ 1.679.994,29
 
Dr. Wilson Batista (PSD)
Total de Despesas: R$ 622.994,81
 
Dalmo Ribeiro (PSDB)
Total de Despesas: R$ 849.682,56
 
Antonio Jorge (PPS)
Total de Despesas: R$ 1.124.307,49
 
Antônio Carlos Arantes (PSDB)
Total de Despesas: R$ 1.440.070,09
 
Cassio Soares (PSD)
Total de Despesas: R$ 932.835,27
 
Neilando Pimenta (PP)
Total de Despesas: R$ 910.563,37
 
Mourão (PSDB)
Total de Despesas: R$ 905.006,79
 
Ione Pinheiro (DEM)
Total de Despesas: R$ 2.846.482,10
 
João Vitor Xavier (PSDB)
Total de Despesas: R$ 1.842.919,94
 
Duarte (PSD)
Total de Despesas: R$ 583.842,72
 
Gustavo Valadares (PSDB) Total de Despesas: R$ 1.275.205,26

Fábio Cherem (PSD)
Total de Despesas: R$ 3.402.188,73

Thiago Cota (PPS)
Total de Despesas: R$ 1.084.972,55
 
Luiz Humberto Carneiro (PSDB)
Total de Despesas: R$ 849.511,56
 
Felipe Attiê (PP)
Total de Despesas: R$ 428.520,04
 
João Leite (PSDB)
Total de Despesas: R$ 249.947,90
 
Fábio Tolentino (PPS)
Total de Despesas: R$ 596.204,60
 
Gustavo Correa (DEM)
Total de Despesas: R$ 2.220.276,91
 
Tito Torres (PSDB)
Total de Despesas: R$ 1.180.469,12
 
Lafayette Andrada (PSDB)
Total de Despesas: R$ 635.568,57
 
Sargento Rodrigues (PDT)
Total de Despesas: R$ 626.425,69
 
Tiago Ulisses (PV)
Total de Despesas: R$ 1.907.772,04
 
Dr. Hely (PV)
Total de Despesas: R$ 481.808,11
 
Alencar da Silveira Júnior (PDT)
Total de Despesas: R$ 1.637.913,23
 
Agostinho Patrus Filho (PV)
Total de Despesas: R$ 1.277.477,90
 
Inacio Franco (PV)
Total de Despesas: R$ 657.373,45
 
Nozinho (PDT)
Total de Despesas: R$ 1.236.754,95
 
Carlos Pimenta (PDT)
Total de Despesas: R$ 584.578,57
 
Braulio Braz (PTB)
Total de Despesas: R$ 1.919.495,08
 
Arlen Santiago (PTB)
Total de Despesas: R$ 1.683.774,23
 
Dilzon Melo (PTB)
Total de Despesas: R$ 807.120,94
 
Missionário Márcio Santiago (PTB)
Total de Despesas: R$ 81.952,60
 
Léo Portela (PR)
Total de Despesas: R$ 449.430,89
 
Arnaldo (PR)
Total de Despesas: R$ 1.244.526,69
 
Deiró Marra (PR)
Total de Despesas: R$ 413.800,80
 
Douglas Melo da Musirama (PSC)
Total de Despesas: R$ 466.769,28
 
Noraldino Júnior (PSC)
Total de Despesas: R$ 337.469,00
 
Anselmo José Domingos (PTC)
Total de Despesas: R$ 1.146.168,22

Leandro Genaro (PSB)
Total de Despesas: R$ 278.004,93]

Wander Borges (PSB)
Total de Despesas: R$ 951.808,92
 
Lerin (PSB)
Total de Despesas: R$ 448.795,47
 
Mario Henrique Caixa (PCdoB)
Total de Despesas: R$ 407.258,25
 
Ricardo Faria (PCdoB)
Total de Despesas: R$ 986.174,84
 
Celinho do Sinttrocel (PCdoB)
Total de Despesas: R$ 805.302,17
 
Bosco (PTdoB)
Total de Despesas: R$ 818.535,97
 
Emidinho Madeira (PTdoB)
Total de Despesas: R$ 725.160,36
 
Fábio Avelar (PTdoB)
Total de Despesas: R$ 346.599,95
 
Arlete Magalhães (PTN)
Total de Despesas: R$ 1.276.963,47
 
Roberto Andrade (PTN)
Total de Despesas: R$ 1.340.427,76
 
Glaycon Franco (PTN)
Total de Despesas: R$ 333.641,68
 
Fred Costa (PEN)
Total de Despesas: R$ 1.182.283,87
 
Dirceu Ribeiro (PHS)
Total de Despesas: R$ 275.219,59
 
Isauro Calais (PMN)
Total de Despesas: R$ 349.549,16
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

VITÓRIA DE DILMA: BRASIL SEM DIVISÃO

A primeira leitura do UOL após o resultado por Estado da eleição presidencial deste ano mostra um país dividido: Nordeste, parte do Norte, Minas Gerais e Rio de Janeiro, vermelhos; e os demais Estados azuis, mostrando quem – Dilma Rousseff (PT) ou Aécio Neves (PSDB)– venceu em cada unidade da federação. Essa polarização, porém, não é tão radical. Afinal, os dois candidatos conseguiram votos em todos os Estados. Cada um deles conseguiu mais votos em determinadas regiões, mas isso não exclui a votação que o concorrente obteve na mesma área.
Tome-se o exemplo de Minas Gerais, onde a petista venceu, e que no mapa simples aparece em vermelho. A votação por lá, porém, foi a mais apertada entre todos os Estados. Dilma obteve 52,41%, e Aécio, 47,59%. A presidente foi reeleita neste domingo (26) com 51,64% dos votos válidos.
Um novo mapa, que ganhou as redes sociais nesta segunda-feira, mostra essas diferenças. Com variações de cor entre o vermelho e o azul, é possível observar melhor a proporção de votos em cada Estado. Assim, descobre-se que o Rio Grande do Sul não é tão tucano – Dilma teve 46,47% dos votos válidos dos gaúchos–, nem o Pará é tão petista, já que 42,59% dos eleitores de lá optaram por Aécio. Confira, no mapa, a variação dos votos:


        

POR RODRIGO VIANNA: MICOS DA ELEIÇÃO


Aecio cumprimentopor Rodrigo Vianna
Passada a eleição, é  hora de selecionar os grandes “micos” dessa campanha eleitoral que mobilizou ódio e preconceito – por fim, derrotados na urna.
Faço aqui uma breve lista, mas gostaria que os internautas ajudassem a completá-la.
1) Marina Silva
Ganhou, disparado, o grande troféu de mico eleitoral. Sorriu sobre o caixão de Eduardo Campos em agosto. Depois, terceirizou sua campanha ao Itaú, enquanto se apresentava como “terceira via”… No fim, desmontada pelos fatos, soltou os cabelos numa cerimônia constrangedora de adesão a Aécio Neves.
Marina destruiu dois partidos (PSB e Rede), e avacalhou sua própria história.
Derreteu quando fugiu do debate com Dilma no primeiro turno. Raivosa, apoiou Aécio no segundo turno.
Ao lado do tucano, perdeu a eleição e a pose.
2) Sensus e Istoé
Quando todas as pesquisas, na reta final, já davam Dilma em primeiro lugar, o instituto Sensus produziu estranhíssimos levantamentos que indicavam Aécio até 15 pontos na frente. É, nitidamente, caso para investigação policial. A revista “Istoé” arrastou-se na lama publicando as pesquisas aecistas.
Mas pior foi ver o Estatístico que dirige o instituto afirmar: “rasgo o meu diploma se a pesquisa estiver errada”. Aguarda-se agora que ele cumpra a promessa de campanha.
3) Lobão e Mainardi
O roqueiro prometeu ir embora do Brasil se Dilma ganhasse.
Mais um que faz promessas só para iludir o povo. Diante da derrota, o ex-roqueiro declarou que voltava atrás – frustrando milhões de brasileiros que já se cotizavam para pagar o bilhete aéreo do rapaz.
Lobão recebeu, na última hora, a companhia do moço que trabalhava na “Veja” e fugiu para Veneza. Diogo Mainardi prometeu que se jogaria pela janela se Dilma vencesse. Até agora, não cumpriu a promessa.
4) “Veja” e a classe média paulista
A revista da marginal lançou-se com fúria infantil na campanha. Às portas da falência, apostou tudo na eleição de Aécio Neves – produzindo uma capa que atendia aos interesses tucanos.
A capa virou panfleto nas mãos da furiosa classe média paulista – que na tare de sábado (25/outubro) distribuía o material em uma desesperada passeata na avenida Paulista.
A mesma classe média espalhou boatos de que o doleiro Youssef (principal “fonte” da revista) teria sido “envenenado pelo PT”. Era mentira.
“Veja” e a classe média conservadora acabaram por se afogar no próprio ódio.
A revista da marginal pagou o mico de publicar um direito de resposta do PT em seu sítio eletrônico – por ordem do TSE.
Já a classe média conservadora pagou o mico de terminar a eleição espalhando mensagens preconceituosas pelas redes sociais – contra o Nordeste.
Detalhe: a derrota de Aécio não se deu no Nordeste. Mas no Rio e em Minas.
5) A viúva de Pernambuco
A família de Eduardo Campos mergulhou na campanha de Marina (e, depois, de Aécio) de forma abrupta. Filhos e viúva foram os primeiros a desrespeitar o luto.
Pagaram o mico duplo: usaram o cadáver na campanha, o que não impediu uma derrota humilhante no segundo turno.
Entre a exploração mórbida da memória de Eduardo e o reconhecimento ao ex-presidente Lula, o povo pernambucano ficou com o segundo.
6) “O povo não é bobo…”
A Globo de Ali Kamel iniciou o segundo turno descarregando o escândalo da Petrobras sobre Dilma. A família Marinho imaginava que ali decidiria a eleição. Mas Dilma resistiu – bravamente.
A capa da “Veja”, na véspera do segundo turno, mostrou uma Globo já mais vacilante.
Na sexta-feira (24/outubro), Ali Kamel fugiu do assunto – temendo que Dilma desmascarasse a Globo no debate  ao vivo que aconteceria naquela noite. E Dilma mandou mesmo recado no debate, quando abriu sua resposta sobre a revista com a frase: “o povo não é bobo…”.
No sábado antes da eleição, a Globo entrou no assunto – de forma covarde. Dilma já não teria como responder. Mas o JN não teve o mesmo ímpeto de outras eleições. Mostrou-se fraco.
Quando Dilma fazia o discurso da vitória no domingo, com transmissão ao vivo, a platéia interrompeu: “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.
Dilma manteve um meio sorriso no rosto. O áudio vazou no ar, inclusive na Globo.
Mais um mico para a coleção de Ali Kamel (diretor de Jornalismo da emissora) – que se dedica a processar blogueiros, enquanto vê a audiência da TV despencar.
7) “Vamos conversar? Não, obrigado…”
Aécio foi um candidato competitivo. Agressivo demais em alguns momentos.
Mas mostrou coragem, ao defender o legado de FHC, e ao reconhecer a vitória de Dilma de maneira republicana e tranquila.
Mas, do ponto de vista visual, o grande mico da eleição foi a foto que abre esse  texto.
Aécio iniciou a campanha com o mote “vamos conversar”. Os ricos e remediados toparam falar com ele. E votaram nele.
Mas Aécio jamais conseguiu chegar aos pobres. Na visita a uma comunidade em BH, um morador recolheu a mão quando o candidato estendeu a dele para o cumprimento.
Mico registrado para a posteridade.
Mico tão grande quanto perder a eleição em Minas – onde ele esperava uma vitória “consagradora”.

DILMA: A VITÓRIA É DE TODOS



O Brasil é de todos e a vitória de Dilma também!



A vitória de Dilma foi a vitória do povo brasileiro em toda a sua abrangência, diversidade, pluralidade, regionalidades. Ainda que Dilma não tenha vencido em todas as regiões do país, é equivocada a leitura de um país dividido por região ou por renda – leitura essa que prega certo ódio e um sentimento antidemocrático, que busca invalidar a conquista nas urnas.


Dos mais de 54,5 milhões de votos que Dilma recebeu, 54,82% vieram das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; 45,08% das regiões Norte e Nordeste, onde Dilma ganhou em todos os estados. A vitória expressiva de Dilma nos estados do Nordeste é um resultado esperado para estados que há 500 anos estavam esquecidos pelos governantes e viram a chegada de Lula e Dilma ao poder mudar tal realidade.


Ainda assim, a divisão binária que muitos espalharam pela rede, motivadora de um sentimento xenófobo, deve ser analisada com cuidado. Não há região do Brasil em que exista unanimidade: no país democrático em que vivemos, as opiniões divergem, como não poderia deixar de ser. Não há essa polarização extrema, não há um lado vermelho e outro azul, há diversas matizes, diversos tons que compõem a democracia brasileira (veja abaixo a análise de Thomas Conti).


Nesse cenário, o projeto popular de Dilma venceu e teve ampla vantagem em estados como Maranhão (78,6%), Piauí (78,2%) e Ceará (76,7%). Ao todo, foram 15 estados com o PT à frente. Entre eles, duas vitórias significativas: Rio de Janeiro (54,9%) e Minas Gerais (52,4%), os estados que mais de perto conheceram o adversário, Aécio Neves, e respectivamente o segundo e terceiro estados mais ricos do Brasil.


Os próximos quatro anos serão de um governo para todos. Nestes últimos 12, todos ganharam e quem menos tinha melhorou ainda mais de vida. É dessa forma que a mudança prosseguirá, rumo a um Brasil cada vez maior e mais justo.


ILIMAR FRANCO: O TAMANHO REAL DA OPOSIÇÃO

Muito se tem dito sobre o que a presidente Dilma precisa fazer para alavancar seu segundo mandato. Mas pouco se tem falado sobre o futuro da oposição. Por quase ter chegado lá, sua torcida está eufórica e alguns de seus quadros estão com o peito estufado.
Mas vamos aos fatos. O poder de fogo de um partido não deve ser medido só pela votação de seu candidato. Mas, sobretudo, deve ser dimensionado por sua capacidade de alavancagem. O número de eleitores que ele vai governar e para quem poderá oferecer sua ação política, econômica e administrativa. O desempenho do PSDB nos estados, ao lado dos erros do governo federal, será a principal fonte de luz da oposição.
O PSDB elegeu oito governadores, em 2010, e seu fiel escudeiro, o DEM, dois. A oposição governava 10 estados, incluindo São Paulo e Minas Gerais. Portanto, um contingente maior do que governará daqui por diante. Nestas eleições, o PSDB elegeu cinco governados e perdeu Minas Gerais, o segundo estado em eleitores do país.
Além disso, os tucanos governarão para menos brasileiros. Eles governavam para 67,8 milhões de eleitores. Agora vão governar para 51,2 milhões. Uma perda de 16,6 milhões. O partido manteve sua hegemonia em São Paulo e em estados limítrofes (Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás), além do Pará. O PSDB está se tornando um partido paulista?

Vamos ver a força que a oposição terá no Senado. A oposição elegeu nomes de peso, como José Serra (PSDB-SP), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Na atual legislatura, o núcleo duro da oposição era de 19 senadores, mas em determinados temas ela conseguiu um apoio maior. Mas nunca como a eleita em 2006, quando a oposição acabou com a CPMF. Na próxima legislatura ela ficará do mesmo tamanho, o núcleo duro terá 18 senadores.

A situação não é diferente na Câmara. Nas eleições de 2010, a oposição elegeu 112 deputados, contando os três do PSOL. O PSDB fez 54 e o DEM 43. Nessa eleição, a oposição fez 107, contando 5 do PSOL. Na Legislatura passada, como nessa, o governo sempre terá defecções em sua base, notadamente no PMDB, conforme o assunto em debate. É por isso que os governos têm base ampla. Nem sempre ele pode contar com todos os seus.

Mas no cálculo da base do governo só um malabarismo poderia retirar da base da presidente Dilma os partidos que integraram a coligação que a reelegeu. (**) Há no Congresso mais de uma centena de deputados que se colocam no centro e apoiam qualquer governo. Essas forças devem apoiar a presidente Dilma como apoiariam Aécio Neves se ele fosse eleito.

A oposição poderá colocar em sua cota o PSB. O partido ficou do mesmo tamanho na Câmara (era 35 e será 33). No Senado, o partido cresceu sua bancada de três para sete senadores. Alguns desses apoiam o governo. Além disso, devemos perguntar que tipo de oposição esse partido fará? Será que ele adotará o discurso do PSDB? Há socialistas que defendem essa tese. Ou fará uma oposição moderada?
Os socialistas não tem mais um líder que os unifique. O PSB, como todos os partidos à esquerda no Brasil, são partidos de caudilhos. Miguel Arraes e Eduardo Campos no PSB. Leonel Brizola no PDT. Lula no PT. Os socialistas também terão de decidir se ficarão no campo da esquerda, mantendo o legado de Miguel Arraes, ou vão adotar outro rumo?
No entanto, devemos considerar ainda, a possibilidade desse partido se comprometer ou se associar ao projeto de Marina Silva. Sem o PSB, ela, e sua Rede, iriam para as eleições de 2018 com um tempo residual de TV e uma parcela diminuta do Fundo Partidário (aquelas sobrinhas que são divididos entre todos).
A oposição quase chegou lá e caixa de ressonância nunca lhe faltará para fazer barulho. Mas será que ela deve seguir na trilha do "já ganhou"? Ela chegará ao poder se não tiver um projeto para o Nordeste? Ela terá apoio no Amazonas sem ter uma proposta para a sobrevivência da Zona Franca de Manaus? Os pobres, a classe "C" vão confiar seu voto ao PSDB?

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(**) A aliança para governar entre um partido social-democrata, como o PT, e um partido de centro, como o PMDB, não é uma novidade na história política do país. No período que vai de 1945 a 1960, o Brasil foi governado tendo como base uma aliança entre o PSD, de centro, e o PTB, trabalhista. Foram 15 anos assim até que essa supremacia fosse interrompida por uma campanha que transformou Juscelino Kubitschek (PSD-MG) num corrupto. Isso viabilizou a eleição de um político de um pequeno partido (PTN), Jânio Quadros, que tinha como símbolo uma vassoura. Como se pode ver, 54 anos depois, não há nada de novo sob o sol tropical do nosso país.

JORNALISTA ORION TEIXEIRA (JORNALHOJEEMDIA)




Onde menos esperava, a presidente Dilma Rousseff (PT) conquistou sua reeleição em Minas Gerais, seu estado de origem, mas a principal base política, além de natal, de seu rival e desafiante Aécio Neves (PSDB). A vantagem obtida pela petista em Minas foi de 550, 6 mil votos, semelhante à do primeiro turno, e a frente nacional alcançada por ela sobre o tucano, de 3,4 milhões, é parecida com aquela conta feita pelo PSDB mineiro, no início da campanha, de que o estado daria a Aécio para ganhar a disputa. Esse foi o grande feito da petista e a grande derrota do tucano, que acertou na conta, mas errou feio na estratégia. Minas faltou ao tucano, negando-lhe a liderança que imaginava sob controle e incontestável. A realidade foi outra.
O erro tucano não foi somente o da arrogância, como chegou a criticar o governador eleito, Fernando Pimentel (PT), de se achar “dono de Minas ou dos votos do estado”, mas na escolha do candidato a governador, o tucano Pimenta da Veiga. Faltou a Aécio a coragem necessária para enfrentar a divisão de seu grupo, que tinha três pré-candidatos aliados, e escolher um deles para ser o seu candidato em vez de buscar nome alternativo, afastado de Minas e da política há 12 anos.
Ou seja, não havia nenhuma identidade dele com os 12 anos de governos tucanos. Resultado já conhecido, o candidato ungido perdeu a eleição para governador e sequer chegou ao segundo turno, criando aí as condições para a maior derrota tucana no estado. Em seu discurso de reconhecimento de derrota, Aécio agradeceu ao apóstolo São Paulo por ter “combatido o bom combate”, fazendo, ao mesmo tempo, sutil referência ao estado paulista que o apoiou nos dois turnos ao contrário de seu próprio.
Ao contribuir para a terceira derrota de Aécio, Pimentel deixou a disputa e assumiu postura de governador eleito, reconhecendo que a eleição em Minas foi decisiva para a vitória. “Passada a campanha, é hora de superarmos as diferenças e caminharmos juntos em direção a um grande futuro. Viva Minas! Viva o Brasil”, disse ele, em nota.

Estadista e líder
Dilma Rousseff chegou ao segundo mandato e, ontem mesmo, deixou a condição de candidata para fazer o chamamento para a união nacional pela pacificação e avanços. Além de correto, o gesto não foi apenas uma manifestação de estadista, mas o reconhecimento de que é preciso fazer o que não fez nos primeiros quatros anos. Mais do que o país, ela precisa viabilizar sua governabilidade e recompor-se com as forças produtivas que lhe disseram não. Sua vitória foi inquestionável, mas também um resultado apertado (51,46% a 48,36%).

Dilma assumiu posição de estadista em meio ao racha nacional, e o derrotado Aécio buscou encarnar a de líder das forças de oposição, ainda que reconhecesse a necessidade de união nacional. Em um futuro cenário de Congresso Nacional fragmentado e conservador, o país não experimentará avanços se as duas principais e antagônicas forças políticas, o PT e o PSDB, não estabeleceram um entendimento mínimo. Sem isso, não haverá reforma que aguente. Para manter-se na condição que as urnas lhe conferiram, Aécio precisará se desfazer da tutela do tucanato paulista.

Me esqueçam
Muitos serão chamados a dar explicações que não existem por seus erros de avaliações, amostragem e resultados. E se existirem, elas serão deixadas de lado porque as pesquisas só voltarão à cena política daqui a dois anos, em 2016, nas eleições para prefeito. Até lá, os institutos ficarão esquecidos.

PSDB SAI MENOR DA ELEIÇÃO

O PSDB sai muito menor nas eleições estaduais. Os tucanos governavam para 64,1 milhões de eleitores. Agora vão governar para 35,7 milhões. Uma perda de 28,4 milhões. O PMDB foi o vencedor das eleições estaduais e vai governar para cerca de 20 milhões. O PT fincou os pés no Sudeste e vai governar para 24 milhões de eleitores, 2,8 milhões a mais que em 2010.
O PMDB pulou de cinco governadores (2010) para sete. Ele manteve o Rio de Janeiro e conquistou o Rio Grande do Sul. O Rio de janeiro ocupará um espaço central nos próximos quatro anos por conta da realização das Olimpíadas Rio-2016, que deve catapultar para o cenário nacional o prefeito carioca Eduardo Paes. 
O PT manteve cinco governos. Mas obteve uma conquista relevante, eleger o primeiro governador do Sudeste, o de Minas Gerais. O partido manteve a Bahia, herdou o Ceará, mas perdeu o Rio Grande do Sul.
O PSDB, que tinha oito governos (2010), caiu para cinco. Os tucanos mantiveram o governo de São Paulo. Mas sofreu um sério revés em Minas, terra de seu candidato a presidente, Aécio Neves. Além disso, o seu principal aliado, o DEM, que tinha dois governos ficou sem nenhum.
O PSB perdeu metade dos seus governos, caiu de seis para três. Mas tem a seu favor ter mantido o poder em Pernambuco.
Nas eleições de 2010, o Bloco da oposição (PSDB / DEM) elegeu 10 governadores e o Bloco do governo fez 17 governadores, sendo seis do PSB. Agora, em 2014, o Bloco do governo elegeu 19 governadores, o Bloco de Oposição elegeu oito, sendo cinco do PSDB e três do PSB.
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Partidos Gov 2010 2014  Estados
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PMDB     5               7         ES, AL, SE, TO, RJ, RS, RO
PT           5                5         MG, BA, PI, CE, AC
PSDB     8                5         SP, PR, GO, MS, PA
PSB        6                3         PE, PB, DF
PSD        X               2         SC, RN
PDT        X               2         MT, AP
PP           X               1        RR
PCdoB   X                1        MA
PROS     X                1       AM

sábado, 20 de setembro de 2014

ELEIÇÃO EM MINAS: PESQUISA APONTA VITÓRIA DE PIMENTEL NO PRIMEIRO

Pesquisa DataTempo/CP2, realizada de 11 a 15 de setembro, em todas as regiões de Minas Gerais, mostra o candidato ao governo de Minas pelo PT, Fernando Pimentel, na liderança da disputa. A vantagem verificada é suficiente para que ele vença no primeiro turno.


Fernando Pimentel obteve 39,2% das intenções de voto do eleitorado. No levantamento anterior, publicado em 29 de agosto, tinha 33,9%. Já o seu adversário mais próximo, Pimenta da Veiga (PSDB) tem 23,5%. Ele tinha 21% na pesquisa anterior. Assim, Pimentel cresceu 5,3 pontos percentuais. Pimenta da Veiga ampliou suas intenções de voto em 2,5 pontos percentuais, número muito próximo da margem de erro, que é de 2,16 pontos percentuais para mais ou para menos.
A distância entre os dois candidatos, que no levantamento publicado em 29 de agosto era de 12,9 pontos percentuais, passou para 15,7 pontos percentuais.

O candidato a governador pelo PSB, Tarcísio Delgado, ampliou suas intenções de voto de 2,6% para 4,1%. Nenhum dos outros candidatos conseguiu atingir 1% da preferência do eleitorado, de acordo com a pesquisa DataTempo.

PREFEITO DE SALVADOR: AÉCIO PRECISA MANTER O RITMO

Os institutos de pesquisa estão detectando “fadiga de material” e desencanto de Minas com os tucanos. O candidato do PSDB ao governo, Pimenta da Veiga, estaria pagando a conta do aeroporto de Cláudio. A obra também estaria impedindo Aécio Neves de liderar a eleição no estado. Nos institutos, avalia-se que os mineiros não gostaram da imagem do aeroporto nas terras de um Neves.

CANSAÇO DO PSDB EM MINAS

Os institutos de pesquisa estão detectando “fadiga de material” e desencanto de Minas com os tucanos. O candidato do PSDB ao governo, Pimenta da Veiga, estaria pagando a conta do aeroporto de Cláudio. A obra também estaria impedindo Aécio Neves de liderar a eleição no estado. Nos institutos, avalia-se que os mineiros não gostaram da imagem do aeroporto nas terras de um Neves.