terça-feira, 26 de maio de 2015

MICHEL TEMER: SEM EMENDAS É DIFÍCIL APROVAÇÃO


Temer: mais um pepino pela frente
Temer está preocupado com o ajuste
Michel Temer começou a semana preocupado com as votações do ajuste fiscal no Congresso.
Como conseguir votos necessários depois que 23 bilhões de reais em emendas parlamentares foram engolidos pelos cortes anunciados na sexta-feira passada pelo governo?
Temer sabe que a liberação de emendas pelos ministérios é o instrumento básico de fazer política com o Congresso.
Sem essa ferramenta, nada passa. Como lidar com isso? Nem Temer tem a resposta.

VOTAÇÃO DA REFORMA POLÍTICA

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O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicado nesta segunda-feira para ser relator de Plenário da reforma política, defendeu o acordo firmado na reunião de líderes de votar a proposta por temas específicos. “Vai haver um texto-base com requerimento de artigo por artigo, tema por tema e, em cima disso, os destaques de preferência para votar todas as matérias. Por exemplo, destaque de preferência para votar o voto em lista”, explicou.
Ordem de votação
A ordem de temas sugerida por Cunha e aceita pelos líderes foi:
Sistema eleitoral (inicialmente, será analisado o sistema de lista, depois o distrital misto, o distritão e o distritão misto);
Financiamento de campanhas (se público, privado – restrito a pessoa física ou privado – extensivo a pessoa jurídica);
Proibição ou não da reeleição;
Duração dos mandatos de cargos eletivos;
Coincidência de mandatos;
Cota para as mulheres;
Fim das coligações;
Cláusula de barreira;
Dia da posse para presidente da República;
Voto obrigatório

REFORMA POLITICA

Josias de Souza destaca que, na condução da reforma política, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atingiu o ápice da eficiência. Ele mesmo criou uma comissão especial, ele mesmo escolheu o relator, ele mesmo jogou no lixo três meses de trabalho da comissão, ele mesmo fez de idiota o relator, destituindo-o do posto com humilhação.
“Fizemos papel de bobo”, disse Marcelo Castro (PMDB-PI), o relator que Cunha abençoou e excomungou. “Três meses trabalhando arduamente e não vamos votar o relatório, que já está pronto há 20 dias. O relatório era só 99% do que ele queria. Mas ele queria 100%”.
Sem um relatório, as propostas de alteração no rito político-eleitoral vão à sorte dos votos no plenário da Câmara. Pode sair dali qualquer tipo de reforma. Inclusive nenhuma. Autoconvertido em Napoleão da Câmara, Eduardo Cunha ainda não encontrou pela frente ninguém capaz de detê-lo. Com tédio do poder, dedica-se agora a desfazer o que ele próprio fez. Como um imperador se descoroando, o deputado planeja sua própria Waterloo. Sob atmosfera burlesca, virou um duque de Wellington de si mesmo.

DILMA E O CONGRESSO


Uma das cúpulas do Congresso (Foto: Xenia Antunes)Quem lhe parece ter razão ao falar do ajuste fiscal promovido pelo governo da presidente Dilma?
Político A:
– Decidimos dar um passo à frente e dizer que, para o governo dar certo, tem que mudar o rumo da política econômica (…) As políticas fiscal e monetária estão levando o país a uma recessão, mistura explosiva, que pode ser mortal para o nosso projeto de país. O ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy não dará certo. Os mais pobres é que pagam por ele.
Político B:
– Todos nós sabemos que o governo não está fazendo isso nem por maldade nem por prazer. Está fazendo porque é uma necessidade. Está fazendo porque sem isso nós não vamos ter as condições para retomar o crescimento muito em breve. Tudo que eventualmente penalizava os mais desfavorecidos foi retirado das medidas do ajuste fiscal por seus relatores.
O Político A é o senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. O B é o senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco.
Esta semana, o Senado votará as medidas do ajuste fiscal. Caso mude algum ponto delas, as medidas voltarão para exame na Câmara dos Deputados. Dali irão para sanção da presidente da República.
Nunca antes na história deste país, ou pelo menos desde o fim da ditadura militar de 64, o Congresso rejeitou plano de governo para pôr ordem na economia.
Nem mesmo o plano maluco do ex-presidente Fernando Collor que congelou o dinheiro da poupança dos brasileiros.
Fidel Castro, na época o presidente de Cuba, e que estava por aqui, comentou que nem ele tivera coragem de garfar a poupança dos cubanos.
O Congresso aprovou todos os planos que o governo Sarney lhe apresentou – Cruzado 1, Cruzado 2, Plano Bresser.
Aprovou o Real do governo Fernando Henrique.
É verdade que Lula colheu ali uma desastrosa derrota: o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF).
Hoje, a CPMF renderia algo como 80 bilhões de reais para a área da Saúde. Mas ela não era um plano econômico como o Cruzado ou o Real.
De todo modo, com Dilma tudo é possível.

Por Ricardo Noblat

FATOR PREVIDENCIÁRIO

aposentadoria juizCerta de que o fim do fator previdenciário será aprovado no Senado, junto com a Medida Provisória 664, a comissão de ministros criada para debater a questão da previdência no Planalto recebeu da presidente Dilma Rousseff a missão de apresentar uma alternativa para permitir que ela vete o fim do fator. Na avaliação do governo, não dá para a presidente somente vetar, sem que se apresente uma solução para diminuir o crescente déficit da previdência no país.
O prazo é curto. Até o final do mês, a medida precisa ser votada no Senado para que não perca a validade. Além disso, o governo prefere que o Senado não faça mudanças na medida que motivem sua volta para apreciação na Câmara.

VALOR REAJUSTADO: MEGA-SENA,LOTOFÁCIL E QUINA

Já está valendo desde domingo (24) o valor reajustado da aposta mínima da Mega-Sena, que passou de R$ 2,50 para R$ 3,50. Também aumentaram os preços das apostas na Lotofácil e Quina, Dupla-sena e nas loterias esportivas Loteca e Lotogol. Uma portaria publicada no dia 29 de abril no “Diário Oficial da União” autorizou a Caixa Econômica Federal a reajustar os preços das apostas das loterias.
No caso da Lotofácil, o preço da aposta subiu para R$ 2 para as vendas a partir de 23 de maio (concurso 1.054). Para a Quina, o valor da aposta de 5 números foi reajustado para R$ 1,50 para as vendas partir de 24 de maio (concurso 3.486). No caso da Dupla-sena, o preço da aposta de seis números passou a R$ 2 a partir de 23 de maio. Para a Loteca, a aposta simples passou a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio. Os preços das apostas da Lotogol passaram a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio, para “1 aposta”

4 MILHÕES DE PESSOAS ESTÃO FORA DA INTERNET

Genebra, 26 mai (EFE).- Mais de 3 bilhões de pessoas no mundo usam atualmente a internet, no entanto, outras 4 bilhões que residem nos países mais pobres do planeta seguem sem estar conectados "on line", segundo os dados apresentados nesta terça-feira pela União Internacional das Telecomunicações (UIT).

terça-feira, 19 de maio de 2015

MONTES CLAROS: DEPUTADO CANDIDATO A PREFEITO?


Cresce os rumores que o deputado estadual, Arlen Santiago (PTB) estaria pensando em se candidatar no próximo ano a prefeito de Montes Claros.

A TURMA DO PSDB QUE VAI AS RUAS CONTRA A DILMA


:
Organizador de manifestações contra a corrupção e contra a presidente Dilma Rousseff nas ruas de Vitória, no Espírito Santo, o líder do movimento Vem Pra Rua, Armando Fontoura, foi flagrado por câmeras da Câmara Municipal batendo o ponto de presença e indo embora sem trabalhar; nas imagens, ele vestia bermuda, sandálias e óculos escuros; o líder oposicionista diz não se lembrar do episódio, para ele, uma "trama diabólica"; Fontoura, que acabou demitido, foi eleito no último domingo 17 o novo secretário do diretório municipal do PSDB; ele também é acusado de fraude na eleição interna por integrantes da juventude do PSDB, que afirmam que ele teria filiado pessoas de sua família para poder participar da disputa.

WILL NUNES:
Aí, um exemplo claro de um grupo de gente bem orientado que  vai as ruas pregar ética, honestidade e bater no governo, principalmente na Dilma, como se fosse a última reserva moral e dos bons costumes do país , com o apoio do PSDB, que a grande mídia insiste em esconder.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

NOTÍCIAS QUE ENVOLVEM O PSDB QUE A MÍDIA ESCONDE

Beto Richa (PSDB), governador do Paraná  (Foto: Gazeta do Povo)Beto Richa (PSDB), governador do Paraná (Foto: Gazeta do Povo)
Ricardo Noblat
Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, recebeu uma notícia boa e outra ruim na última semana.
A boa: o Tribunal de Contas rejeitou pedido do Ministério Público para suspender a lei que alterou o regime previdenciário dos servidores do Estado.
Bancada por Richa, a aprovação da lei resultou na violência policial contra professores que deixou mais de 200 feridos. Um massacre como Curitiba jamais viu.
A notícia ruim – e põe ruim nisso: o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, 49 anos, revelou em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Londrina, que a campanha de reeleição de Richa, no ano passado, recebeu R$ 2 milhões arrecadados com o esquema de corrupção na Receita Estadual investigado pela “Operação Publicano”.
Somente em Londrina, o esquema que envolveu 62 pessoas funcionaria há 30 anos e, nos últimos 10, teria apurado R$ 60 milhões com o pagamento de propinas em troca do perdão de impostos.
Tudo muito parecido com o que aconteceu no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda. Suspeita-se do perdão, ali, de impostos que somam R$ 19 bilhões.
Dono de uma fortuna estimada em R$ 40 milhões, Luiz Antonio está preso desde janeiro quando foi flagrado com uma moça de 15 anos em um motel.
Negociou com a Justiça a delação premiada para ter sua pena reduzida em caso de condenação. Ele e promotores já conversaram 30 horas.
Luiz Antonio conta o que sabe sobre dois esquemas: o da corrupção na Receita e o da prostituição de menores.
No que toca a Richa, Luiz Antonio disse que a ordem para levantar dinheiro destinado à campanha dele partiu de Márcio de Albuquerque Lima, inspetor-geral de fiscalização da Receita estadual.
Parceiro do governador em corridas de automobilismo, Márcio falava em nome de Luiz Abi Antoun, primo distante de Richa. Os R$ 2 milhões foram achacados de três empresas.
Luiz Abi é investigado por suposta fraude em licitação ganha pela oficina Providence Auto Center, que consertava a preços exorbitantes os carros do governo do Estado na região de Londrina.
Preso em fevereiro sob a acusação de explorar sexualmente adolescentes, Marcelo Caramori, fotógrafo do governo, afirmou que Luiz Abi era o “o grande caixa financeiro” das campanhas de Richa.
Enquanto Luiz Abi tinha o poder de indicar ocupantes de cargos comissionados “em pontos estratégicos do Estado”, como “chefes de fiscalização e das polícias”, Márcio de Albuquerque, segundo Caramori, “exerceria importante tarefa” no esquema de arrecadação, o que teria justificado sua nomeação em junho do ano passado para o cargo que ocupa hoje.
Naturalmente, Richa nega tudo. “Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido”, desabafou em sua página no Facebook.
O PSDB do Paraná culpa o PT pela tentativa de desmoralizar Richa. O PSDB nacional nada disse até aqui. Permanece em silêncio obsequioso desde o espancamento dos professores em abril passado.
(Para ser coerente, o PSDB poderia estudar se caberia pedir o impeachment de Richa.)
Se valesse desacreditar alguém pelo fato de ser réu confesso, os acusados de se beneficiarem do roubo da Petrobras e da extorsão de empreiteiras estariam a salvo dos incômodos que enfrentam há mais de seis meses.
Palavra de bandido costuma ser reveladora quando se trata de bandidagem.
Delator em busca de poucos anos de cadeia não pode mentir sob pena de ser duramente castigado.
Se é assim com o PT deve ser assim com qualquer partido, ora

MARINA E A SUA REDE

Marina: articulando - mais uma vez - um novo partido
Marina: articulando – mais uma vez – um novo partido
Marina Silva retorna dos EUA na semana que vem e já avisou: a partir de segunda-feira, voltará a priorizar a criação da Rede.
Por Lauro Jardim

BRASIL FAZENDO O DEVER DE CASA


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Em reunião neste domingo (17) no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma ouviu de sua equipe econômica que “não há muito espaço para o corte do Orçamento ficar abaixo” de R$ 70 bilhões, segundo a Folha de São Paulo. O valor, segundo assessores, seria “muito próximo do necessário” para garantir o cumprimento da meta de superavit primário (receitas menos despesas) neste ano. A reunião deste domingo, com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Joaquim Levy (Fazenda), durou cerca de quatro horas.
Um corte na casa de R$ 70 bilhões representaria fazer o governo voltar ao patamar de gastos de 2013, como tem defendido Joaquim Levy. A decisão final será da presidente Dilma e pode ser discutida nesta segunda (18) por ela em reunião com líderes aliados, comandada pelo vice-presidente Michel Temer.
A petista é pressionada pela ala mais política do governo a cortar cerca de R$ 60 bilhões, para evitar uma paralisia do governo federal. Já a equipe econômica preferia um corte de R$ 80 bilhões, por causa das mudanças que o Congresso está fazendo no pacote fiscal, que já reduziu em cerca de R$ 4 bilhões a economia prevista.
Para atingir a meta, Dilma tem em vista ao menos mais quatro fontes de recursos, que tenta viabilizar ainda neste ano. São elas a venda de ações do setor de seguridade da Caixa, aumento de impostos, leilão de concessões de exploração de petróleo e da folha de pagamento dos servidores.

OS NOMES FORTES DE LULA

O ex-presidente Lula tem repetido que descarta a hipótese de concorrer à Presidência num cenário como o atual. Mas, por via das dúvidas, arregimentou uma equipe para pavimentar uma eventual candidatura em 2018. Batizado de “grupo para o futuro”, o time foi montado em 2014 e tem se reunido semanalmente no Instituto Lula, seu escritório político.
Além de assessores da entidade, o conselho de Lula inclui os prefeitos Fernando Haddad (São Paulo) e Luiz Marinho (São Bernardo) e os secretários municipais Alexandre Padilha (Relações Governamentais) e Arthur Henrique (Trabalho). As reuniões contam ainda com a participação do empresário Josué Gomes, presidente do grupo Coteminas, do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e do presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.

FAMÍLIA GAY: POLÊMICA

Same-sex couple plastic figurines are displayed during a gay wedding fair in ParisPastor evangélico ligado ao líder da Assembleia de Deus Silas Malafaia, o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) preside a comissão especial criada para analisar o Projeto de Lei 6583/13, o chamado Estatuto da Família. No que depender do deputado, que pretende pautar a votação da proposta no mês que vem, casais homossexuais não poderão mais adotar filhos.
Embora não seja o responsável pelo relatório final, o deputado diz ser totalmente contrário a qualquer constituição familiar cujo núcleo não seja formado por um homem e uma mulher. Para ele, a união entre pessoas do mesmo sexo não forma uma família e é “inconstitucional”.
“O trabalho que estamos fazendo é, basicamente, cumprir o que determina a Constituição. De que a base da família seja formada por um homem e uma mulher. Qualquer coisa que não tenha essa base é inconstitucional”, afirmou o deputado ao Congresso em Foco.

COM MEDO DE ALCKMIN, AÉCIO BUSCA ACORDO

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Josias de Souza –
 Os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin se entenderam sobre um modelo de coabitação partidária capaz de pacificar o ninho pelos próximos dois anos. Fizeram isso antes que suas respectivas infantarias deflagrassem prematuramente a batalha pela vaga de candidato do PSDB à Presidência da República em 2018.
Ficou combinado que, em convenção marcada para julho, Aécio será reeleito presidente do partido por mais dois anos. Alckmin indicará o secretário-geral, segundo posto mais importante da direção da legenda. Em 2017, quando Aécio estará estatutariamente impedido de ser reconduzido ao comando pela terceira vez, um integrante do grupo de Alckmin deverá sucedê-lo

LULA DE NOVO


BzeU2wWIAAEYV60O ex-presidente Lula tem repetido que descarta a hipótese de concorrer à Presidência num cenário como o atual. Mas, por via das dúvidas, arregimentou uma equipe para pavimentar uma eventual candidatura em 2018.
Batizado de “grupo para o futuro”, o time foi montado em 2014 e tem se reunido semanalmente no Instituto Lula, seu escritório político. Segundo aliados, Lula teme o desvanecimento de seu capital político e está apreensivo quanto ao destino do PT. Na opinião de um amigo, pela primeira vez Lula está “sem brilho no olhar”.

PIMENTEL OTIMISTA COM GRANDES OBRAS EM MINAS

O governador Fernando Pimentel esteve reunido com a presidente Dilma Rousseff, no último sábado (16), conforme ele próprio confirmou na manhã desta segunda-feira em entrevista ao vivo a uma emissora de televisão. Nessa reunião, Pimentel obteve da presidente, segundo relatou, que não haverá contingenciamento de verbas para três obras em Minas: BR-381, Anel Rodoviário e metrô, ambos na capital. No caso da BR-381, o governador mineiro foi enfático. "Tenho a impressão... a imprenssão, não, a certeza que não haverá corte", disse Pimentel.

BELO HORIZONTE: PREFEITO PENSA EM SER GOVERNADOR

ENTREVISTA COM MARCIO LACERDA
Roupagem. De empresário a futuro candidato a governador, Lacerda ganha traquejo político e arrebanha prestígio dentro do PSB nacional


O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), deixa o passado de “poste” para articular sua candidatura ao governo de Minas em 2018. Além de se colocar como protagonista na construção de um candidato a sua sucessão em 2016 e assumir a presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o socialista já recebe as bênçãos da direção nacional do PSB para assumir a legenda em Minas e se capitalizar ainda mais para a disputa do Executivo estadual. 

Gestado por uma aliança entre o senador Aécio Neves (PSDB) e o atual governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), na campanha municipal de 2008, Lacerda foi visto no meio político como um “poste”. De perfil mais técnico, o empresário não apresentava traquejo político e tinha clara dificuldade para falar em público.

Atualmente, Lacerda assumiu outra postura. Além da oratória mais recheada de jargões da política, o prefeito entrou de vez na articulação partidária de bastidor. Depois de receber o pedido de outros prefeitos de capitais para assumir a FNP, Lacerda está viabilizando a candidatura de seu secretário de Obras, Josué Valadão (PP), para a prefeitura da capital. Valadão ainda deve migrar para o PSB para fazer valer a vontade da direção nacional da legenda de ter um nome próprio para disputa. Outro movimento no tabuleiro de xadrez de Lacerda é assumir a presidência do PSB mineiro.

MINAS GERAIS: SECRETÁRIOS COMEÇAM A RESPIRAR ALIVIADOS

De modo geral, os secretários mineiros se mostram mais animados. O clima no alto escalão melhorou sensivelmente nas últimas semanas, em relação aos primeiros três meses. E a razão é a perspectiva de melhora financeira. O secretário-geral da Governadoria, Eduardo Serrano, que pela função segue todos os passos do governo, disse à coluna esperar alívio nas contas do governo a partir do segundo semestre.

DINIZ NO PTB

Convidado pelo PPS e sondado pelo PSDB, Dinis Pinheiro pode acabar aderindo ao PTB. A cúpula petebista foi a única até agora que se dispôs a atender a exigência do ex-presidente da ALMG para assinar a ficha de adesão: ser o presidente estadual da sua nova legenda.

GOVERNO DE MINAS ORGANIZANDO A CASA

O governo de Minas começou a mostrar ação. Dois dias após anunciar um acordo da maior importância para os professores, que são a maior categoria de servidores, e para a sua própria governabilidade, Pimentel continua hoje a sua agenda positiva com um ato em São Paulo para maior inserção internacional do café mineiro. Durante o fórum Coffee Dinner, será anunciada parceria com a certificadora 4C para facilitar a certificação do produto que é o segundo item de exportação de Minas.

HÁ! ESSE PSDB!!

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Colunista Ricardo Melo ironiza defesa do governador do Paraná, Beto Richa, sobre suspeita de ter recebido propina em sua campanha: "Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores, para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido", disse o tucano sobre o auditor da Receita paranaense, Luiz Antônio de Souza; 'Auditor que acusa Beto Richa é chamado de bandido; já o doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato é gente honesta', questiona Mel.
O colunista Ricardo Melo questiona o PSDB por classificar em níveis diferentes dois “criminosos contumazes”.
O governador do Paraná, Beto Richa, sobre suspeita de ter recebido propina em sua campanha, critica o auditor da Receita paranaense, Luiz Antônio de Souza: "Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores, para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido."
Melo ressalta que Souza fez o que o doleiro Alberto Youssef pratica período sim, período não: “Entrega uma delação premiada em troca de redução de penas”.
“Auditor que acusa o tucano Beto Richa é chamado de bandido; já Youssef, delator da Lava Jato é gente honesta”, ironiza (leia mais).



domingo, 17 de maio de 2015

FAMOSO ATOR DAA GLOBO: SOU GAY


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Sempre discreto sobre a vida íntima, o comediante Luiz Fernando Guimarães, de sucessos como Os Normais, falou abertamente sobre a sexualidade em entrevista ao jornal Extra. O ator confirmou que é homossexual e falou sobre Adriano, seu companheiro. “A gente é casado, e não mora junto. Nunca falei sobre isso porque não vou levantar bandeirinha”.
O ator vai protagonizar a série Acredita na Peruca, que estreia nesta segunda-feira (18), no Multishow, às 22h30. Ele interpretará Maria Eleonora Monteiro de Alcântara, uma madame de 60 anos. “Acho um saco. Acho que todo mundo sabe da minha preferência sexual, nunca ninguém me perguntou sobre isso

VOTO DISTRITAL COM RESSALVAS

Os pequenos e médios partidos, com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vão derrubar do projeto de reforma política o fim das coligações e a criação da cláusula de desempenho. Ambas são desnecessárias com o distritão, proposto no relatório da reforma. Esses não são os únicos reparos. O Senado não aceita mandato igual ao dos deputados (5 anos). Há oposição ao mandato de 2 anos para prefeitos e vereadores eleitos em 2016.

PARA SOBREVIVER DEM SE UNE AO PTB

Nos próximos dias está para ser definida a fusão PTB-DEM. A única pendência é a disputa pelo comando da sigla, em São Paulo, entre Campos Machado, presidente do PTB, e o secretário do governo Alckmin, Rodrigo Garcia (DEM).

LULA:DILMA TEM QUE MELHORAR

Abrindo o jogo
Um dos presentes na conversa entre Lula e o presidente do Senado, Renan Calheiros, conta que o ex-presidente lamentou que está sem perspectivas. Avalia que Dilma tem que sacudir o governo. Citou o slogan: “Dilma, a mãe do PAC". E revelou suas intenções futuras: ”Se o governo não estiver bem, como vou sair (à Presidência da República)

JANELA ABERTA

Aprovada a reforma política, será aberta uma janela permitindo que cada parlamentar troque de partido sem correr o risco de perder seu mandato.

NOVO PT


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NOVOS PARTIDOS

Pelo menos dois mecanismos da proposta de reforma política em discussão no Congresso apontam para uma possível diminuição do número de partidos políticos no País: o fim das coligações proporcionais e a adoção de uma clausula de barreira para a distribuição do fundo partidário e da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Em março, a presidente Dilma Rousseff (PT) já havia sancionado uma lei que dificulda a criação de novas legendas ao exigir que pessoas já filiadas a partidos não possam assinar fichas de apoiamento partidário. Além disso, agremiações históticas como o DEM e o PPS trabalham para serem fundidas ao PTB e ao PSB, respectivamente.

COMBATE A HOMOFOBIA

homofobia_crime1A ausência de leis federais que protejam a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) é um dos principais obstáculos para o combate à homofobia e à transfobia. Até o momento, nenhum projeto de lei que criminalize preconceito e discriminação por causa de orientação sexual ou identidade de gênero conseguiu ser aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.
“A gente perdeu o PL 122, eu acho que o grande problema da homofobia são as barbáries cometidas em nome dela, os crimes, as violências, desde a psicológica até a violência física. Isso tudo só vai ter jeito no dia em que criminalizarem a homofobia. A gente perdeu feio quando o PLC 122 foi emperrado”, disse Yone Lindgren, coordenadora de política nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL).
A proposta original do Projeto de Lei 122 nasceu em 2001, pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP). Após cinco anos, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas, ao chegar ao Senado Federal, o projeto não avançou. Para a relatora a bancada conservadora impediu a tramitação do projeto. “No Senado, essas forças religiosas muito conservadoras conseguiram paralisar o projeto”, disse.

FUNDO PARTIDÁRIO

dinheiro_sacosSegundo reportagem d’O Globo, apesar das arrecadações milionárias dos partidos entre empresas para as campanhas eleitorais, a maior parte dos recursos que passa pelas mãos dos dirigentes para manter suas estruturas, fora do período eleitoral, sai dos cofres públicos. Mais da metade dos 32 partidos registrados no país sobreviveu em 2013, o último ano com as prestações de contas completas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quase exclusivamente do Fundo Partidário, uma parcela do Orçamento da União que é destinada ao custeio das legendas, que não param de se multiplicar. Das 32 siglas, 17 delas tiveram mais de 90% de suas receitas no Fundo Partidário em 2013.
Há legendas que só têm como fonte de renda o dinheiro público. É o caso de PCO, PROS e Solidariedade, cujo caixa foi formado 100% com verbas do Fundo, em 2013. Essas duas últimas siglas foram formadas em setembro de 2013 e, em 2014, mudaram um pouco de perfil. Outras, como PDT, PTB, PR, PTC, PTdoB e PCB tiveram 99% de suas receitas nos recursos públicos. Levantamento realizado pelo GLOBO durante duas semanas na prestação de contas dos partidos à Justiça Eleitoral mostra que cada partido gasta esse dinheiro de um jeito. Há evidências de mordomias e até excentricidades pagas com dinheiro público, como carros de luxo e até um avião.

GALO VENCE

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O Atlético-MG se recuperou rápido da eliminação na Libertadores. Na tarde deste domingo, o Galo se impôs no estádio Mané Garrincha, dominou a partida e goleou o Fluminense por 4 a 1, sem dificuldades. O Tricolor pouco incomodou o Alvinegro e viu suas redes serem balançadas por Jemerson, duas vezes, Dátolo e Luan. No fim do segundo tempo, Fred descontou de pênalti.
Pela terceira rodada, o Atlético-MG tem compromisso marcado com o xará paranaense na Arena da Baixada, às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo. Já o Fluminense enfrenta o Corinthians no Maracanã, na mesma data e horário

MONTES CLAROS: NÚMEROS IMPORTANTES DA EXPOMONTES DE 02 A 12 DE JULHO 2015

A Expomontes figura entre as maiores e melhores exposições agropecuárias do País. Realizada pela Sociedade Rural de Montes Claros, movimenta R$ 350 milhões, gera 4 mil empregos, promove 12 shows, tem 70 estandes para expositores, cerca de 1 mil animais inscritos para julgamento, 10 mil animais em 11 leilões e 80 barracas de produtos da agricultura familiar. Contará ainda com 20 brinquedos no Ita Parque, lazer, entretenimento, produção de conhecimento, formação, visibilidade, visitas técnicas, Dia de campo, Inclusão social, Mini-fazenda, turismo e impulso da economia – nos seus três setores prioritários. Tudo no Parque de Exposições João Alencar Athayde, que tem 100 mil metros quadrados. O público esperado na edição é de 380 mil pessoas


MINAS GERAIS: LIDERANÇAS DE OLHO EM 2016

Disputa pela prefeitura está na mira de Pimentel, Aécio, Lacerda e PMDB
A disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 promete ter importância para o cenário político nacional como jamais visto. Se as opções na urna poderão até soar como novidade para o eleitor belo-horizontino, a composição dos candidatos e, consequentemente, o resultado das eleições reservam uma guerra entre os principais nomes do Estado, cada um com ambições em Brasília – o governador Fernando Pimentel (PT), o senador Aécio Neves (PSDB), o prefeito Marcio Lacerda (PSB), e o PMDB.
Cada uma das forças enxerga na Prefeitura de BH o passaporte ideal para as respectivas ambições em 2018. Pimentel, em meio a uma crise nacional do PT, pode emplacar o governo mineiro, berço político de Aécio Neves, e a PBH em dois anos, se tornando o candidato ideal para a eleição presidencial, principalmente se o cenário não estiver propício para o ex-presidente Lula.
Alternância
 
Na disputa interna com o PSDB paulista, Aécio precisa mostrar força em Minas Gerais após a derrota para Dilma Rousseff em 2014. Nada melhor do que acabar com a alternância de PSB e PT e voltar a colocar os tucanos na principal cadeira do Executivo de BH após 24 anos – Eduardo Azeredo foi o último, e saiu em 1992.

Já Lacerda tem a prova de fogo para afastar o estigma de ter sido sustentado pela dobradinha Aécio-Pimentel e se consolidar de vez para a disputa do Senado ou até mesmo governo de Minas em 2018. Por fim, o PMDB de BH quer pegar carona no movimento nacional do partido, que virou protagonista da política nacional, aproveitando nomes de relevância local.

Acirramento
 
“Ao que tudo indica, a eleição de 2016 será a mais disputada dos últimos tempos, com várias forças no embate. O PMDB percebeu que havia perdido espaço em disputas estratégicas importantes. O PSDB sabe que ser coadjuvante na capital é aquém do poder em BH, principalmente com a vitória do Aécio nas últimas eleições municipais. O PT tenta retomar um território que já foi seu e o PSB quer ser protagonista na capital com Marcio Lacerda”, analisa o cientista político da PUC-MG Malco Camargo.

“Para enfrentar o PSDB paulista, Aécio tem que voltar as forças para Minas, já que o partido tem apenas duas das 20 maiores prefeituras”, diz o consultor de marketing eleitoral Hye Ribeiro. “O PT precisará driblar a má avaliação do governo federal para retomar a capital, já que perdeu o controle ao apoiar Lacerda”, afirma a professora do Departamento de Ciências Políticas da UFMG Helcimara Telles.
 
Capital mineira terá ferrenho embate por coligações para 2016
 
Sempre fundamentais nas eleições, as coligações terão um tempero a mais em Belo Horizonte. Vencedor de quatro das últimas cinco disputas pela prefeitura da capital mineira, o PSB aparece fortalecido nas articulações para 2016, além da postura cada vez mais clara do PMDB de se desgrudar do PT. Somado a tudo isso ainda há o ferrenho embate entre petistas e tucanos, o que resulta em uma guerra nos bastidores para definir os apoios.

Mesmo longe até mesmo de ter o chamado candidato natural (leia mais na página 6), o PSDB já dá como certa a coligação com o PSB. “A chave da vitória será o entendimento com o prefeito (Marcio Lacerda). Já apoiamos o PSB duas vezes e achamos muito importante que o candidato seja do PSDB”, adiantou o presidente do partido em Minas, deputado federal Marcus Pestana.

No entanto, nem mesmo a definição do apoio será simples. “A gente não dá como certa a coligação com ninguém. A tendência é apresentar candidato próprio. Diante da fusão com PPS, a disputa ganha outra conotação”, diz o presidente estadual do PSB, deputado federal Júlio Delegado, que já entrou em rota de colisão com Lacerda em algumas ocasiões.

Na próxima semana, o PT planeja se reunir com a direção do PMDB para tentar aproximar uma coligação para 2016. “Vamos evitar ao máximo o confronto com os partidos que foram base da campanha do Pimentel (PMDB, PCdoB, PROS e PRB). Se não for possível, que ao menos deixemos encaminhada a aliança para o 2º turno”, diz Durval Ângelo, líder do governo na Assembleia.

Por enquanto, no discurso, os peemedebistas descartam abrir mão da candidatura própria. “Qualquer projeto político do PMDB passa pela PBH”, diz o presidente estadual do partido, Antônio Andrade.
 
Sangue novo é alternativa à atual crise de confiança na política nacional
 
Se a composição para a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 ainda está distante de uma definição, ao menos é praticamente consenso entre especialistas e os próprios parlamentares que a classe política passa hoje por uma crise. Justamente para driblar essa falta de confiança, uma saída seria apresentar nomes novos aos eleitores belo-horizontinos.
 
Do lado petista, os favoritos são o atual secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Corrêa, e o deputado federal Gabriel Guimarães, filho de Virgílio Guimarães. Ambos têm menos de 40 anos e são muito próximos de Pimentel. Correndo por fora estaria Helvécio Magalhães, atual secretário de Estado de Planejamento e Gestão e um dos coordenadores da campanha eleitoral do governador.

Por fim, ainda pelo PT, existe o grupo liderado por Patrus Ananias, composto pelo secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social, André Quintão, e Roberto Carvalho, entre outros. Apesar de derrotado em 2012, Patrus teve 523 mil votos e foi disparado o mais votado em BH em 2014 entre deputados federais e estaduais, com 80 mil votos. No entanto, há um desgaste desse grupo em detrimento aos aliados de Pimentel e, nos bastidores, Patrus já teria descartado uma possível candidatura.

“Patrus é ministro, então vai depender como estará a situação do segundo mandato da Dilma, muito mal avaliado até o momento. Não sei se teria sucesso”, diz a professora de Ciências Políticas da UFMG Helcimara Telles.
Anastasia fora?
 
No PSDB, um nome considerado imbatível pelos correligionários está cada vez mais distante da candidatura: o do senador Antonio Anastasia. Há a vontade do próprio Anastasia de permanecer no Senado. Ele teria relatado o desejo aos tucanos encarregados da sucessão em BH.

Os aliados também consideram um risco desnecessário um ex-governador bem avaliado e senador perder uma disputa municipal. “Ter cadeira no Senado é importante, lembrando que o suplente do Anastasia não é do PSDB, é Alexandre Silveira, do PSD”, lembra o cientista político Malco Camargo.

Anastasia fora do baralho, surge como favorito João Vitor Xavier, eleito deputado estadual com 31 mil votos em BH no ano passado, e que alcançaria um público mais humilde por sua popularidade na rádio Itatiaia. Dentro do partido, os concorrentes seriam o deputado federal Rodrigo de Castro, filho do ex-secretário de Governo de Aécio Neves, Danilo de Castro, e, mais enfraquecido, o deputado estadual João Leite.

PSB e PMDB
 
No caso do PSB, as opções no partido não são das mais variadas. Além de Júlio Delgado, cujo principal fiador é ele mesmo, o deputado federal Josué Valadão, ex-secretário de Obras da capital, seria a principal carta na manga de Marcio Lacerda. Já o PMDB possui opções para BH como poucas vezes teve. Leonardo Quintão, que foi ao 2º turno em 2008 com Lacerda, reaparece com força dentro do partido, além do também deputado federal Laudívio Carvalho e do deputado estadual Sávio Souza Cruz.
 
Nanicos podem ter papel de destaque nas eleições em 2016
 
Sempre correndo por fora, os políticos filiados a partidos nanicos podem assumir certo protagonismo nas eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte no próximo ano. É certo que todos os postulantes têm praticamente cinco meses para mudar de legenda, mas hoje, mesmo em partidos menores, aparecem com força em BH.

Provavelmente o nome mais relevante hoje é Dinis Pinheiro (PP). Presidente da Assembleia mineira no último mandato, Pinheiro sacrificou-se pelo PSDB, em 2014, avaliam tucanos, quando foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Pimenta da Veiga. Uma forma de pagar a dívida seria lançar o ex-presidente da ALMG como cabeça em uma coligação entre PSDB e PSB.

Luzia Ferreira, hoje no PPS, também aparece com força no provável acordo entre Aécio e Lacerda. Com a fusão PPS-PSB, a ex-secretária municipal de Governo nem precisaria trocar de legenda.

Soma forte
 
Wellington Magalhães (PTN), presidente da Câmara dos Vereadores de BH, atua pesado nos bastidores para aglutinar os nanicos e fazer barulho em 2016. “O Wellington Magalhães está tentando juntar os partidos menores para fazer soma forte e oferecer ao Lacerda o seguinte: ‘Olha, juntamos todos, agora vem com a gente’”, analisa o publicitário e consultor de marketing eleitoral, Hye Ribeiro.

Com menos força, aparecem nomes como o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), o deputado federal Eros Biondini (PTB) e o deputado estadual Fred Costa (PEN), o segundo mais votado na capital em 2014 – 35 mil.
 
Força da mídia
 
Quem mais angariou votos nas eleições para deputado estadual no ano passado foi Mario Henrique Caixa (PCdoB), com 46 mil. O locutor esportivo é outro que aparece com relevância impulsionado principalmente pela exposição da mídia. “O Caixa está sendo namorado de perto pelos três partidos grandes. PCdoB vem sendo, nas últimas eleições, um parceiro do PT, mas não está descartada alguma surpresa para 2016”, avalia Ribeiro.

Outros dois radialistas são citados como fortes postulantes à PBH: o deputado estadual João Vitor Xavier (PSDB), o quarto mais votado na capital, com 31 mil, e Laudívio Carvalho (PMDB), que se elegeu deputado federal com 39 mil votos em BH.